Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Bienvenue Blog

O lugar secreto de escritos, artes, disparates, filosofias vãs, musicalidade de alma e merchan de segunda categoria.

Bonjourrrrr~

Dividi a resenha em dois [dã] porque eu fiz a de ontem/anteontem no meio do livro, literalmente, sem lê-lo todo. Acabei hoje, no mercado, e vou dizer em detalhes o que não gostei e o que gostei, como ontem.

Lembrando: tem spoiler sim sim sim senhor.

Recapitulada na capa:

cover.jpg

Onde eu tinha parado, Andy, o protagonista, estava prestes a começar uma viagem porque surgiu um motivo de guerra entre os reinos. Sem muitos detalhes, já que você pode ler depois, as pessoas têm um Pacto que é explicado bem melhor pro final do livro, falo disso adiante, e esse Pacto não permite de jeito algum que as pessoas façam pólvora. A populaça não sabe o que são armas de fogo, praticamente. Isso um dia ajudou a destruir o mundo (lembrando que é uma história pós-apocalíptica), então é isso, sem armas de fogo.

 

Pontos que eu não gostei nessa parte não são muitos, bem menos que a primeira parte da resenha. O livro engata um ritmo bom, sem reclamações quanto a isso. A minha reclamação/queixa/whatever também pode ser considerada um ponto positivo se essa foi a intenção: QUE ÓDIO DA ROSE. Ponto. Apesar de isso significar que eu estava imersa na história, eu preciso me queixar em algum lugar e esse lugar é o meu blog onde as pessoas podem ficar com raiva junto comigo e receber spoiler: MEU DEUS DO CÉU, SE VOCÊ NÃO GOSTA DELE, NÃO PRECISA SER GROSSA, NÃO MALTRATE O ANDY *protege o bebê precioso*.

Aquela história da maldição mostrada abruptamente no enredo é emendado com esse "desprezo" dela. Isso foi abordado nas entrelinhas, já que o leitor faria essa ligação sozinho. Não é dito claramente quase vez nenhuma "ela o odeia por isso", mas a gente entende isso.

Mas meu motivo de raiva da personagem, e de não engoli-la por isso, é: ENTÃO NÃO FICA DE PUTARIA COM OUTRO, CÁSPITA.

Cê tem quinze anos, pirralha. O cara só falta se jogar de um penhasco por você, e tu fica de fricote com outro. Não goste dele, tudo bem, mas é de uma vilaneza terrível ofender ele, ser grosseira e ainda ficar de putaria com outro. Por mais que não goste de um, acho que ter sinceridade é mais legal.

Eu não a vi ser sincera uma única vez no livro todo. Sincera com o Andy, sem ser dando chilique. Cada vez que ela afastava ele dela eu tinha vontade de tacar o celular no chão e dar na cara dela. "Fala que não depende do seu sentimento, fala que não gosta dele, fala qualquer coisa, fala que quer umas férias, cara, mas não faz dessas, não precisa falar que tem nojo e ficar dando uma de fria EU VOU DAR NA SUA CARA"

 

*respira*

 

Mas pra ficar de putaria com outro, fica. Fora que, pra alguém que estuda, e essa crítica pode ir pra área de construção da personagem, ela quase não é mostrada fazendo isso. Ela teria menos tempo e cabeça de dar chilique se estivesse com a cara nos livros. *sapinho de desprezo*

A parte que entendo do sentimento dela e tive pena é o fato de que ela não sabe o que está acontecendo consigo, e é como se fosse um sentimento externo de repúdio. Dá pra notar exatamente isso nas cenas do final, na última vez que a madame sai correndo.

Não gosto de você e só por uma ação muito fofa da sua parte eu vou te perdoar. Eu ainda tô pistola.

 

Mudando o foco. Não vi nenhuma mudança abrupta ou informação dada de repente.

Confesso que o ritmo lento que o começo do livro e as descrições imersivas nos lugares fizeram com que o que acontece no final da trama seja impactante. Em nenhum momento no começo nós sentimos a vida de Andy ou das outras pessoas ameaçadas, daí de repente PÁ. Não vou falar qual o pá, fiquem curiosos nessa.

Esse contraste foi benéfico ao livro.

 

Já entrando mais nas coisas boas, sem ordem cronológica porque sou péssima nisso: a delicadeza com que a Natureza é exaltada fica em você. Como eu posso explicar... hoje de manhã eu estava olhando os brotos de uma árvore que tinha sido podada aqui em casa e me lembrei do livro, e do quanto a Natureza  é bonita, mesmo vendo esse tipo de coisa todo dia, porque onde moro é assim, tem bastante verde. Eu simplesmente pensei "Meu Deus, eu não conseguiria, ou muito dificilmente viveria, em um lugar onde não pudesse ver uma árvore ou alguns beija-flores". Então é um ponto super-positivo. Eu adoro quando um livro me deixa com essa impressão.

 

Os lugares pelos quais Andy viaja são lindos, com uma excessão, que é explicada no livro, mas os tecidos e coisas coloridas... Depois do banho, quando eu tinha lido o dia inteiro, eu senti como se eu mesma tivesse passado o dia viajando. No meu próprio livro tenho algumas viagens assim, e desejei intimamente que qualquer um que leia o que eu escrevi possa se sentir bem, ou tendo viajado, do jeito que eu me senti ao ler esses trechos.

Só espero que nenhuma ninfa roube sua cueca.

 

Isso dá margem às cenas engraçadas, porque teve. Eu me vi gargalhando numa delas, mas vocês vão ter que ler, eu realmente não quero estragar a surpresa.

 

Sobre vilões: SATANÁS. É sério, eu dei risada quando vi, mas isso é bastante plausível, no decorrer. Eu ri porque meu eu de cinco anos lembrou da Dona Clotilde chamando o cachorro dela, HAHAHAHA. É sério, tem uma cena com o mago vilão e Satanás que é uma das melhores do livro. Satanás é um jovem adulto quando o relógio desperta e ele faz cara azeda.

 

Andy no resto do livro se mostrou o que se propunha a ser desde o início, uma pessoa gentil. De modo que achei, ou confirmei, que a cena dos cadáveres na parte um da resenha destoou mais ainda, pela linha de pensamento dele. Foi essa a impressão. Ele, nos finais, se preocupava sempre e sempre mais com os outros. Achei lindo ele se lembrar de uma pessoa a qual ele tinha causado problemas, mesmo que sem querer, e até chorou por ela.

Foi essa característica que me fez gostar dele do meio pro final, além de ter achado uma gracinha quando criança, mas na fase adulta, temos que ter algo pra gostar na continuidade da história. Algo pelo qual idenfiticamos o personagem.

Por isso que eu quis dar na cara da Rose, não magoa esse coraçãozinho lindo, sua insensível.

 

Os Elementais não apareceram muito mais, mesmo. Talvez eu particularmente tenha dado uma importância que não era o caso, ou talvez e quase certamente isso vá ser tratado no segundo livro.

 

Tem vampiros. Tem provavelmente um vampiro charmoso chamado Jade, ele deve ser vampiro. O filho da puta, com todo respeito, tem só uma cena, mas eu fiquei curiosíssima porque vampiros são meu ponto fraco.

Teve um vampiro que atacou Andy, mas se deu mal porque o cara era bruxo, hahahaha. Bem feito.

Tem ciganos, mas dizer mais que isso é surpresa.

 

As pontas soltas foram sendo preenchidas de maneira bastante natural e dentro do tempo, como as explicações para o Pacto, a importância da pólvora, detalhes subentendidos da maldição, detalhes sobre os vampiros e sobre o que eles planejam (mesmo que isso fique mais pra próxima vez)... Ah, e o fato de ele ser pró-ativo acabou ficando bem natural. Daí já não sei se foi porque acostumei com ele ser workahollic ou não.

 

Uma das coisas mais bem construídas, ao fim, foram as relações familiares, tanto de Andy com o avô quanto Andy e a Rose, mesmo que no segundo caso fosse somente unilateral. As cartas de amor dele. Onde que a pessoa arranja tanto elogio.

Rose era pra estar a mulher mais feliz do mundo. Cacete.

 

*ainda inconformada*

 

A religião do livro seguiu uma diretriz que não se contradisse em ponto algum, e no final do livro teve um tipo de festival parecido com o Dia de Los Muertos, ou foi o que me lembrou, e adivinhem: eu li isso nos feriados de 02 e 03 de novembro, dia dos mortos. Eu estava conversando com a autora e ela quem reparou nisso, eu fiquei: MEU DEUS DO CÉU!

Se eu tivesse planejado, isso jamais iria acontecer.

 

A conclusão é que: valeu a pena sim. Apesar do início lento que pode "fazer a gente desistir", do meio pro fim as coisas engatam e tudo se torna bastante curioso. É como viver numa era dessas mesmo.

Estou com um vácuo de "que que eu leio agora!?", já que terminei em uma semana.

Talvez eu dê um tempo, já que preciso fazer outras coisas, e quando pego pra ler algo, eu realmente fico grudada. hahaha

 

Espero que tenham gostado da resenha.

A nota em sapinhos psicóticos, de 1 a 5, é:

Seria ruim dar 3 porque teve partes, principalmente a ambientação e os diálogos, que me fizeram gostar muito (e as partes engraçadas, sério).

5 não, pois não foi perfeito, o início do livro realmente pode afastar, eu não estou contando a Rose, eu juro.

Acho isso justo. Eu tenho que odiar muito um livro para dar um único sapo. Esse seria o caso d'A Chama e a Flor, que não lembro a autora, com romantização de estupro que eu não consegui nem continuar lendo.

Mas esse foi uma ótima experiência. Andy, foi um prazer conhecê-lo.

Novamente, para comprar o livro impresso e o artbook, é só enviar um e-mail para a autora: marinagimenes@gmail.com

Link para o livro em e-book na Amazon: AQUI!

 

Bye bye.

Bonjourrrrr.

Resenha de livro nacional hoje, como há muuuuuito tempo não lia nada, senti de pegar esse livro no iBooks bonitinho.

Capa:

cover.jpg

*sussurra* eu gosto do efeito de couro na capa *sussurra*

Sinopse: O Feiticeiro é uma saga de ficção fantástica que acompanhará a vida de Andy Mideline, nativo da pequena aldeia de Ecklacia que se descobre portador de poderes inimagináveis. 
 
Sua história se passa no Continente de Elion, cenário de uma Terra pós-apocalíptica onde a Natureza triunfou sobre a humanidade.
Humanidade que, outrora quase extinta, acabara de se encontrar, enfim, em um período de calmaria depois da longa tormenta. Reorganizada, se multiplicou e voltou a formar reinos cada vez maiores, com reis cada vez mais ambiciosos e inclinados a cometer os mesmos erros do passado.
 
O Estrangeiro é o primeiro volume dessa jornada em busca do equilíbrio entre a Natureza e o Espírito, entre o Poder e o Dever, entre a coroa e os pés descalços.

 

A autora é uma amiga, uma ilustradora muito competente e que eu estava bastante ansiosa de saber como escrevia. Então como estava com saudades de ler... Vamos lá! *sapinho psicótico intensifies*

O livro até a metade, na presente anotação, se desenvolve bastante lentamente. Vou publicar por partes, então é isso.
Tem spoilers, sabem disso. Eu nunca poupo spoiler pelo sentido de que: lê quem quer. E tem gente que só pega um livro pra ler ao saber de spoilers. Eu, muitas vezes, sou assim.
Andy é o protagonista que fala com fadas assim como o pai (falo mais das fadas embaixo). E é isso o que até agora me incomodou. Para quê? Metade do livro e as fadas não se mostram úteis para nada.
Eu não vou mudar minhas palavras e com certeza vou colar na íntegra minhas impressões na segunda parte.
Na íntegra se eu tiver alguma surpresa.
Até agora seguiu o rumo que eu esperava, aldeão que descobre que é príncipe. É um clichê que eu não ligo que sigam, até eu faço isso (até eu como se eu fosse grandes coisa, hahahaha. Eu nem conto a quantia de clichê que uso, porque simplesmente não estou nem aí). Eu sempre gosto das renovações que são feitas nesse tipo de história quando se segue um clichê.


Infelizmente muitos pontos me incomodaram de maneira negativa (repetindo, até agora): não encontro motivo para Andy ser O Escolhido além de ser um rapaz gentil, mas aí, no gentil, um contrasenso: ele matou uma pessoa e fez morrer outra, mesmo sem querer, e por medo, mas a razão foi bastante boba dentro do enredo, e quando ele se levantou do estado de choque, quis cuidar primeiro de si. Um rapaz gentil não me parece realmente agir assim. Falando por mim e meu próprio protagonista ao se levantar, tomaria a culpa para si inconsequente e humanamente e daria aos mortos seus enterros. Isso é, na minha construção de personagens, que difere da dela. Não sei se é proposital ou não, pode ser a esse ponto. Pode ser que de alguma forma o mocinho seja a encarnação medonha do vilão e esse sentimento aflore às vezes. Mas para um príncipe bonzinho, achei-o egoísta e frio para com a morte.


Outro ponto antecessor a esse é a proatividade do príncipe. Ele tomou as rédeas do castelo com dezessete anos e, pior, isso lhe foi permitido. Uma pessoa que nunca presenciou guerras, que nunca viu alguém morrer diante de si que não fosse uma morte natural. Alguém que não saberia as consequências de sua "estratégia" militar ao vivo, se falhasse, deixarem-no tomar conta desse tipo de decisão e isso dar certo deve ser o que chamam de "protagonismo", ou eu estou sendo muito crítica e talvez um pouco cruel. Mas eu já me desculpo, eu não estaria prestando tanto atenção ou lendo prontamente se não fosse o livro de alguém importante pra mim.


O cliché de ele se apaixonar pela noiva desconhecida é perdoável e fofo, eu gostei disso.


E para com alguém que está sendo gentil, a menina de seus quinze anos teme bastante. Mas essa foi a parte mais humana dali, é certo ela temer, mesmo que na cabeça dela ela tenha alguém (um personagem que só me causou antipatia até agora), ela ter medo de se entregar a um estranho é bastante compreensível. Eu também "perdoo" a cabeça de Andy, ele está acostumado e a história é de teor medieval, mas achei uma falha ele não notar isso para o jovem gentil que ele se propõe a ser. A cena de núpcias é bem escrita (eu vou dizer mais sobre à frente), e quando eu digo "erro" aqui, eu digo um erro bom, um erro do personagem e não da escritora e da narrativa. Ele errou como um humano erra e se mostrou humano. Aqui eu fico indecisa se ele ser "frio" quanto à matar complementa essa característica aqui ou simplesmente destoa. Eu me incomodei com a primeira, da morte, mas essa segunda soou como um garoto imaturo faria. Então está okay.


O ponto mais recente do qual não gostei é a "desculpa" para a repugnância da princesa, como se seus sentimentos de fato não lhe pertencessem genuinamente (ou foi a impressão que tive). Mas não apenas isso, isso foi o de menos, mas o fato de que a profecia e o medo da velhinha (sim, tem uma velhinha simpática, falo dela depois) foi revelado de repente. Nada tinha sido mencionado além de Andy ser O Escolhido. Nada. De repente, ele é amaldiçoado e nunca poderá ser amado. O modo como a poção foi feita e para quem foi dada eu deixo a encargo de lerem, mas eu dei risada. É uma poção inusitada, mas que tem sentido.
As únicas vezes em que o nome do que provavelmente é o vilão foi mencionado foi pelo pai quando eram crianças e agora, nessa profecia. Com a diferença de umas 180 páginas, por aí. Isso dá um gosto de que nada vai acontecer.

Parece que aconteceu bastante coisa se lermos assim, a críticas tecidas, mas não é a impressão que eu tenho. Como escritora, eu teria feito isso em cem páginas, talvez menos, ou posto mais detalhes de coisas diversas porque sou dessas.

Agora vou dizer o que eu gostei.


Eu gostei muito da escrita da autora, por mais que não goste da alternância entre verbos no presente e no passado e falta do pretérito perfeito (que são coisas opcionais nessa narrativa, então é bem pessoal). O modo que ela narra os sentimentos é bastante sensível a quem lê, e faz poucas analogias, e quando as faz, achei-as certeiras. A descrição de rios, castelos, mobílias, vestidos, comidas, tudo muito encantado, mas sem exagero ou palavras difíceis demais. É ótimo para entendermos, e melhor ainda para nos sentirmos em casa.
Fiquei muito, muito feliz e muito impressionada, e nada entediada, com a descrição da aldeia inicial e do método como viviam os aldeões. Eu me senti em casa e quis ir trabalhar com eles de pés descalços e livres.
A coisa com o caixeiro-viajante, puxa! Eu adoraria ver um desses. De verdade. Barganhar coisas com ele, talvez desenhar algumas coisas pra ele.
Foram detalhes muito bem construídos.
Adoro os diálogos bem feitos também, não vi nada que não condissesse com a idade das personagens ou suas personalidades.
Adorei o Poler, um dos personagens paternos muito carinhoso e interessante.
A personagem velhinha é realmente um amor, eu adoro velhinhas. Eu também tenho uma velhinha no meu livro, velhas são fofas. Velhas sábias são ainda mais.
Andy... Andy, a puberdade faz milagres! O cara simplesmente espichou, hahahaha. Eu gostei dele, principalmente criança. Ele olhando o furacão com tanta emoção e a tempestade e o raio! Foi a puxada mística para o livro que mais me chamou atenção. A descrição de tudo isso é bastante imersiva e eu gostei muito.

Fiquei curiosíssima com uma pequena narrativa no início do livro, um livro de terror sobre tigres brancos e Morte Branca. É o personagem que mais chama atenção em quem acompanha a escritora, hahahaha. Não sei, mas não acho que vá ser abordado nesse livro, talvez seja uma ligação para chamar outro, como um spin-off próprio. Mas gostei disso.

 

E sobre as fadas (que no livro são chamados Elementais) que disse que falaria: elas são descritas com muita distinção, bem pouco, eu tenho quase certeza que é um mistério a ser abordado mais à frente, quando tivermos quase esquecido dele. Tem insetos e seres pequenininhos, se querem me pegar pela perna e me fazer gostar de um livro é colocar seres pequenininhos e insetos (foi o que aconteceu). Eu adoro besouros.

 

Sobre algo de última hora: a religião/crenças dentro do livro são muito interessantes também, eu não conheço muito de religiões nem daqui, mas me pareceu uma reimaginação de umas religiões daqui. De toda forma, achei criativo e combinou muito com o universo criado.

Essa foi a resenha da primeira parte. Daqui uns dias vem a segunda. Porque, caras, eu li isso num dia. Vou ler mais hoje a noite, provavelmente 300 páginas num dia. Quando eu pego pra ler algo, eu leio, hahaha.

 

Beijos. Ainda não vou distribuir sapinhos porque não acabou.

Para comprar o livro impresso e o artbook, é só enviar um e-mail para a autora: marinagimenes@gmail.com

Link para o livro em e-book na Amazon: AQUI!


Screaming

por Laura SaintCroix, em 31.07.17

Bonjour.

Ah, um tempo sem escrever aqui, plus um tempo pintando e desenhando com bastante afinco.

Evoluí esses dias, pelo que pude perceber. E estou feliz por isso, artisticamente falando.

Consigo "me sentir alguém" quando evoluo.

Me forçar a desenhar é mais doloroso e necessário que me forçar a escrever.

Formar linhas e embasar desenhos é mais difícil que formar uma sequência de cenas, as cenas, os personagens, eles fazem o que querem dentro da história.

O desenho precisa de mais certeza, mesmo que uma certeza estética. Precisa de cores, ou brilho, ou tons, ou monotom, mas precisa de uma coisa materializada na mente para acontecer e ter um resultado satisfatório.

Uma cena sai mais naturalmente, porque mesmo que escrever o personagem andando, ele já está fazendo algo.

E eu, particularmente, não fico satisfeita se não estiver com extrema vontade de desenhar um cara andando, se essa imagem mental não estiver ali com todos os tons para a execução.

 

Na maneira como eu sinto, que pode mudar amanhã ou depois, desenhar é um processo mais difícil.

 

Eu raramente apago um parágrafo falando "Nossa, isso ficou uma porcaria completa". Já desenhos, joguei inúmeros. Ontem e hoje fiz um teste de desenhar numa A6 canson sem fazer um rascunho para pintura. Desenhei três coisas distintas e apaguei em sequência (acabando com o papel, coisa que eu sabia que poderia ocorrer), e na quarta vez comecei a pintar no amanhecer de hoje e: joguei fora.

 

Comprei materiais bonitões para aquarela, porque quero trabalhar com ilustração.

Acho que essa vontade é bastante forte, eu descobri que amo aquarela tanto quanto amo óleo sobre tela, de maneiras distintas.

 

Eu não sei o que essas coisas significam, o fato de eu escrever mais facilmente que desenhar, e não estou falando da execução de ambas as coisas, mas de ter ideias para elas. Eu sou melhor escrevendo ou pintando? A dificuldade em pintar significa que isso é mais importante para mim que a escrita? Ideias para escrever saem melhor porque são inspirações diferentes?

 

Ou eu só estou cansada de desenhar uma semana seguida e faz tempo que não escrevo?

 

Seja o que for, eu amo esses processos mentais complicados. E por ter amassado a folha, e por não ter concretizado o que quero, que é pintar, pois ainda estou com vontade e não tenho ideias e execução, e por também querer escrever, e por querer desenhar um mangá (um dia, esse é mais para frente, eu não sou tão ninja), é que estou inquieta.

 

Isso é sinal de que preciso jogar algum jogo.

E que eu não gosto de pintar em folhas sujas, hahaha.

 

Vou ver se jogo, ou se desenho, preciso treinar cenários.

Sair do que eu gosto de desenhar, caveiras, rosas, Agharrin, mãos.

Porque eu gosto de desenhar caveiras e mãos, mas agora essas ilustrações não cabem para a capa que eu desejo.

E adivinhem, desejo para mim mesma. Eu não sou tão complicada assim lidando com o que os outros querem.

 

Mas quando é para mim, o trabalho é mais trabalhoso. Eu sou uma cliente muito exigente.

 

Desenhar cenários, aproveitar que tenho um sketchbook.

 

Resultado da minha segunda aquarelinha. Sonoman.

 

operasonoman - Copia.png

Eu amo a maneira que as cores se espalham.

Se não for para ser borrado, eu nem amo aquarela.


HAPPY B-DAY KAMIJO(!!!)

por Laura SaintCroix, em 20.07.17

Bonjour! ~ Hoje/ontem foi o aniversário da pessoa que eu mais amo nesse mundo. Vocês já estão exaustos de saber disso, mas é meio como se fosse inevitável, como o nascer e o morrer.

 

Há uma lista de "você me inspira todo dia um pouco mais e de formas diferentes", de maneira muito além da sua parte artística. Eu acho que já nos conhecemos.

Só falta te encontrar aqui.

 

Esse ano fiz junto a uma amiga, o meu segundo fanproject da minha vida. O primeiro foi há muito tempo, na época da Fiançailles do Orkut. Esse ano foi junto a Alla Corte di KAMIJO Italian Aristocratic Team. Feito por uma pessoa muito dedicada e com o auxílio de outra pessoa organizando o miolo do Fanbook. Eu fiz ~tandandandan~ a CAPA e a quarta capa.

Eu não poderia estar mais feliz porque isso foi entregue nas mãos dele, com as imagens de quadros meus (fizemos uma votação para isso, contendo algumas fanarts). O resultado ficou um espetáculo graças ao trabalho árduo das meninas.

Não vou tentar upar o trabalho original porque ele é enorme, hahaha. Mas aqui uma foto do meu trabalho impresso, e gente, isso é muito gratificante.

 

DFG6AC-WsAEpdF0.jpg large.jpg

 

Meu velhote me deixou preocupada esses dias, ele fez uma lesão no pé um tempo desses e isso agora veio a afetar a área lombar, e ele precisa de repouso. Só que ele não repousa. Agora espero que o faça, porque isso não pode se tornar sério. E ele fica tão preocupado em preocupar as pessoas, hahaha. EU QUERO PROTEGER ELE NUM POTINHO com furinho na tampa, claro.

 

Para variar um pouquinho, eu não tenho palavras para me expressar. É um segundo sol numa mesma órbita, duas almas numa, uma série de impossibilidades que, pelo exagero, representam fidedignamente.

 

Há uma série de coisas que me tornam o que eu sou, mas algumas delas não fariam tanta falta para mim. Ele não é uma dessas coisas. Se hoje eu sou azul real ou vermelho sangue de boi, é por ele, porque eu seria bege ou amarelo doente sem isso.

 

Não vou upar meu fanart, só vou deixar uma fotinho que eu adoro.

 

kamijoooooys.png

Deve ser óbvio que eu quem coloquei as rosas, acho que faltou brilho ambiente, mas tá bom. :B

Feliz aniversário pela duoncentésima vez hoje, hahaha.


SAGRADA MORTE + AZUL DE MAR

por Laura SaintCroix, em 30.06.17

Bonjour!

Dobradinha hoje, porque são coisas curtas.

Lembram do livro de contos de vampiros que falei que ia lançar? Não vou, vou lançar separadamente, e num preço bacana cada um deles. O menor que tem na Amazon.

 

O primeiro desses contos é SAGRADA MORTE.

Ia ser lançado numa antologia de vampiros por aí, mas eu pulei fora no último instante. Não curti muito a segunda parte da proposta que nos foi revelada após passarmos no concurso. Fiquei contente em passar, fiz mais como um texte a mim mesma, mas no fim, prefiro publicar por aqui.

 

Capa com uma ilustra que eu estou amando até agora. Ela saiu do jeito que eu queria em todo o aspecto. E as pessoas até gostaram no grupo, e isso é a primeira vez que me acontece nessa indústria vital, hahaha.

 

cover_SAGRADA_morte - Copia.jpg

Sinopse:

Não há pior cego que o que se recusa a enxergar, ou o que tem olhos vendados por uma religião de tempos antigos.
Vampiros caçam seus iguais. Humanos comandam das sombras.
Quanto tempo Kostia vai demorar a entender: eles não possuem o poder verdadeiro.
Um conto de amor ao sangue e ao não-pecado de ser quem é

 

ESSE VOCÊS PODEM COMPRAR AQUI.

 

O segundo é um conto de vampiros também, mas está de graça para leitura no Wattpad.

 

azul de mar_conto - Copia.jpg

Sinopse:

Um conto póstumo de uma mãe que acabara de dar à luz. Sozinha em casa, havia apenas o médico de presença morta e a esperança de o marido retornar a tempo.

 

LEITURA AQUI(!!!!!)

 

Espero que vocês gostem, fiz tudo de coração, e o primeiro conto, do Kostia, é uma coisinha amor do meu coraçãozinho que eu adorei demais. Ele se tornou um personagem que quero usar mais vezes porque tenho vontade de colocá-lo num pote e proteger.