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Bienvenue Blog

O lugar secreto de escritos, artes, disparates, filosofias vãs, musicalidade de alma e merchan de segunda categoria.

A drink of ruin. A drink of re-life.

por Laura SaintCroix, em 21.12.17

Talvez isso um dia renda um conto, o título.

 

Nosso livro entrou noutro hiato, então vou poder focar numa outra coisa.

 

Ontem discuti com uma amiga e... hoje sinto que tudo aquilo foi tão desnecessário. Eu só devia ter calado a boca.

Ela escreveu tantas e tantas coisas e eu me vi reafirmando uma coisa que era só uma gota e se tornou uma tempestade sem precisão ou muito ponto. Isso porque o que eu estava falando era quase particular e com minha outra amiga mais próxima.

 

E eu me vi em algo desnecessário, e me senti uma pessoa chata, do tipo insistente. É aí que eu devia ter parado.

 

Oh, que melindre. Pois é. Mas não gosto de me sentir assim, esse "peso".

 

Então é um dos momentinhos em que, se eu pudesse voltar no tempo e apagar algumas memórias, eu só teria falado em particular com minha outra amiga, coisa que nós duas entenderíamos, e não precisaria de discussão com uma terceira parte em cima de algo tão ridículo e fora de ponto.

 

Se eu lhes dissesse, vocês ririam.

 

Hoje eu pedi perdão a essa terceira parte, não sei onde isso vai dar.

 

Gosto de alguns aspectos, mitologias, sombra e luz. Épocas, modas. Pinturas. Particulares demais, como quando ouço minhas bandas sentadinha num canto. Quase afirmando só para mim, não é porque eu gosto de algo x que eu vou gostar de y só porque está sob o mesmo "gênero" de algo. Principalmente bandas.

Às vezes eu sou muito particular comigo mesma.

 

Só minha mãe e meu pai me conhecem, eu acho. E talvez duas outras amigas e uma prima. Mas no fim, a história das faces é verdadeira, e tem uma delas que só nós mesmos vemos. E Deus, vendo melhor que todas as outras. Sinto que preciso confiar mais Nele para esses assuntos, quando não ajeito tudo na minha própria cabeça. Está tudo bem mostrar e ver apenas uma dessas facetas. Talvez não aguentássemos a totalidade de ninguém.

 

De uma coisa é certa, em se tratando de redes sociais, principalmente: vou tentar usar para meus negócios, ilustração e escrita. E vou tentar não me meter tanto em coisas como essa, discussões. Não deixar de responder, acho isso desrespeitoso ainda, por mais que estejamos de saco cheio às vezes. Mas ser mais direta e tesourar um pouco para coisas como essa não se destenderem.

E usar a nova função soneca do facebook, espero que ela perdure. Eu gosto de algumas pessoas por termos muitos anos de "conhecimento" uma da outra, várias pessoas, mas os gostos delas mudaram tanto que nós acabamos deixando-as na rede por carinho a esses anos de "conhecimento". Mesmo que não gostemos de 90% do que elas gostam. E também porque eu sei que algumas pessoas podem gostar das coisas que faço (sendo otimista, hahaha).

 

Eu nunca fui mesmo de dar opiniões acerca de coisa alguma que não me interesse diretamente, não opino em assuntos sociais, só me perguntarem mesmo ou se eu estiver falando com alguém que eu já conheço. Em compensação, gosto de ler sobre algumas coisas e absorver conhecimento acerca de alguns assuntos do tipo.

 

A razão que eu não gosto tanto de falar sobre ou postar sobre é que esses assuntos enchem o saco se repetidos tantas vezes. Pelo menos para mim. (Oh, isso é uma opinião, mas estou no meu blog, afinal.) Feminismo, racismo, política. Não concordo com algumas coisas que dizem, bem como discordo de algumas coisas que elas discoram - e portanto devo concordar com outra parte. Nem me perguntem o quê, eu não lembro. Só se o assunto vier em algum momento e você queira saber.

Apesar de eu compartilhar quando vejo alguns textos ou vídeos do tipo, é quando são muito bons mesmo.

 

Sabe o que vocês vão encontrar se me adicionarem? Um monte de videozinho de arte e de comida.

E beija-flores.

 

Não é problema quem faça isso, principalmente se for ativista de alguma coisa. Quem o segue é porque quer ver isso.

 

Quem me seguir vai levar balaço de arte nas fuças.

 

É por isso que já estou começando a me fazer ficar melhor nessas coisas. No Twitter eu sou mais os meus japas, haha. Achei uma account que compartilha fotos do Acchan e eu provavelmente Retweeto uma todo dia.

 

É sobre isso alguns amigos que se tornaram "ativistas" ou pelo menos compartilhadores intensos de determinadas causas. A impressão é que a pessoa não troca o disco e eu me entedio muito facilmente.

 

Ano que vem é bem mais arte e menos veneno e intriga. Não por querer me cegar de tudo isso, do globinho das causas sociais que são necessárias, mas por já ter visto muito e estar um pouco cansada da quantia dessas mesmas coisas aparecendo muito, dessa martelação. De piadas imbecis também, mesmo eu tendo feito algumas esse ano mesmo.

 

Diminuir a intensidade do que eu não sou tão fã.

Aumentar o que eu amo cada vez mais.

 

Sobre escrever livros com essas temáticas inclusas, ou ter uma vida ativa como escritora nesse aspecto, eu estarei na pior, não sei fazer essas coisas. Eu sou mais a escritora que está nas cavernas.

Não vejo problema nisso, tampouco.

As melhores coisas geralmente não têm platéia e eu não tenho perfil do que eles chamam hoje de "influenciadora digital". Não tenho gênes da revolta, de chargista, talvez porque a água nunca bateu na bunda aqui. O correto talvez fosse "não estou com o gênes da revolta aqui", um estado mutável.

 

Se no ano de 2019 eu jogar essas palavras para o alto, será melhor na época certa. Agora eu só estou colocando a cabeça nos trilhos por mim mesma. Nós não precisamos fazer tudo, contanto que não fiquemos estagnados.

 

Já falei demais, já escrevi para mim mesma coisas que ninguém vai ler. Só por colocar no "papel" porque aqui é bem mais rápido de digitar do que escrever em folhas. Eu costumava ter um diário, ele só se transportou para algo online.

 

Vou continuar ouvindo as que eu gosto do Buck-Tick, que foi uma das melhores coisas que me aconteceram esse ano. No momento certo.

 

Descobrir mais coisas para amar é sempre uma meta. Não contraponha quem odeia, mostre seu próprio amor.

Não é um lema fofinho?

 

Ah, sobre o projeto do Vianco: está quase furando. Agharrin já foi publicado e vou ter que desenbolsar uma grana com a amiga se quiser prosseguir. Sabe aquele jogo que é de graça, mas você tem que pagar pra desbloquear as coisas mais legais?

 

Pois é.

 

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Mais um bla bla bla

por Laura SaintCroix, em 18.12.17

Segunda postagem de hoje.

Esses dias eu fiz um quadro e outra vez me estressei ao ponto de quase chorar. E agradeci profundamente minha mãe de me aconselhar com as palavras certas. É quando o navio se perde e precisamos de alguém mais forte no timão. Aos poucos estou aprendendo a ser esse alguém eu mesma.

 

O negócio é que me sinto mais forte no dia de hoje, sem querer enganar a mim mesma.

 

E me sinto super, mega, ultra ansiosa com uma coisa.

Explico:

Eu nem ia participar disso, na real. Um seminário com um escritor nacional, André Vianco. Li um único livro dele e não gostei muito da escrita, não por nada que fosse verdadeiramente ruim, eu só gosto de coisas mais longas, descritivas. E achei ele meio seco nisso. Coisa pessoal. A história fluiu bem, era Os Sete, aliás. Livro de vampiro, obvious. Ganhei de aniversário uns anos atrás.

 

A proposta é a seguinte: uma série de aulas online e em seguida um concurso de como montar um book proposal (uma proposta apresentando seu livro). Eles querem séries, livrões, tijolinhos.

 

Eu assinei essa Vivendo de Inventar uns meses atrás e nem acompanhava, porque mandavam muitos e-mails e eu fiquei triggered. Daí um amigo veio me dizer sobre isso, pela proposta de ajuda em montar um book proposal. Só as aulas ao vivo em si seriam ótimas, já, mas daí veio o melhor: ele dará a chance de apresentar quatro escolhidos a grandes editoras. Não é garantia de aceitação, mas é algo.

 

E eu tenho sete livros escritos de Agharrin. Meu receio, insegurança, ansiedade, seja lá a mistura que isso for, reside em me perguntar: "Será que o que escrevo já não está o que eles chamam de saturado?", ou pior, "Será que a história em si é forte?".

 

Nos chats, meu amigo, amiga e eu demos muita risada em privado. Vianco é um cara muito legal de ouvir e conversar. Ele é até extrovertido e mudou totalmente a visão de pré-julgamento que tínhamos, pelo menos nós. Ele sabe muito bem a teoria das coisas. Explica sem pestanejar e não perdoa de dizer o que está ou não saturado, e falou até de editoras vanity press, gráficas picaretas, etc. Isso foi a melhor parte.

 

Eu não consigo deixar de me perguntar isso por um ponto: pela primeira vez na vida quero muito ingressar em algo para ser apresentado. Eu desisti bem fácil de editoras grandes porque a maioria que pesquisei não aceitava original. O telefone sempre toca de lá pra cá e você precisa de um público razoável. E eu não consigo muito público nem no Wattpad. Eu não sei encher o saco das pessoas com o famigerado "VOCÊ TERIA UM TEMPO PARA LER A MINHA HISTÓRIA?"

 

Mas dessa vez estou um pouco doki doki waku waku. Acabei de mandar uma mensagenzinha para o KAMIJO no LINE, onde ele disse que ia responder algumas perguntas. Eu não perguntei nada, só agradeci e comentei sobre essas coisas, e sobre termos que ir em frente, e sobre o quanto ele é importante. E ele retribuiu com um Arigatou fofinho. To meio boba por isso. É.

 

Meu segundo ponto é: eu estou enxergando certo a minha história? Eu amo essa bagaça. O meu amor basta para que outros amem isso? Sabe, ainda tem uma chamazinha dentro de mim falando "vai lá, você ainda pode viver de escrever" *insira aqui o final da entrevista com o Draccon*. A gente sempre quer isso de alguma forma. Quero estar na linha da confiança sem arrogância e sem me achar um lixo. Ah, não, lixo. Eu jamais usaria essa palavra para o que eu escrevo, eu amo escrever. Tenho que ligar o modo crítico sem exagero para não acabar com tudo. E onde é que achamos o equilíbrio para o não exagero? Estudando, simple like that.

 

A chave é só continuar e aprender. É isso o que eu quero.

Eu só fico meio "assim" porque eu sou uma pessoa instintiva nesse aspecto (isso inclusive foi abordado no webnário e foi muito interessante). Eu aprendo olhando o que outros fazem e no fundo tenho o meu senso estético (????) de sempre, o que me guiou quando eu comecei a fazer aquelas montagens de imagens mil anos atrás, e depois a fazer capas, edições de imagens. Eu faço isso desde que aprendi a usar um computador. Gosto bastante das minhas capas, aliás.

 

De vez em quando eu sou meio Luffy, por instinto. Mas mesmo esse macaquinho aprendeu e treinou. Tenho que ser mais como ele na confiança das habilidades. É que chega uma hora na aventura que só o instinto não aguenta. Ele ainda estará lá sempre para te salvar, mas não pode ser seu único navegador. Velho, sabem o pai do Flint do Tá Chovendo Hambúguer com as metáforas de pescador? Eu uso metáfora de pirata.

 

Cara da postagem:

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Watching the world burning


Happy b-day Sono

por Laura SaintCroix, em 18.12.17

Bonjour!

Nem parece que já faz um ano desde a outra postagem. É sério, a impressão é de que foi ontem.

Ele acabou de postar no Twitter agradecendo e dizendo "35" anos. Então eu não estava errada, haha.

Eu sempre vou achar que ele só está fazendo uns 25 anos, no máximo. É a imagem mental que eu tenho dele.

 

Eu estive atribulada e não parei pra desenhar um presente decente, mandei um gatinho pra ele. hahaha

E muitas felicitações. Deus, o que seria de mim sem essa voz?

 

Essa postagem não é para falar de mim, nem dar minhas desculpas. Tenho estado assustada, não é que seja essa palavra, mas tenho sentido estagnação com o que eu vou fazer. Gera ansiedade. Mas eu já prometi jogar essas coisas para o alto e confiar em mim mesma.

 

Esse rapaz que está aqui hoje, depois da minha mãezinha, é quem acaba me fazendo refletir "poxa, eu tenho que ter coragem, ou eu não vou ter aprendido nada". Ele me fez conhecer esse sentimento de me esforçar para coisas que eu gosto (e algumas que eu porventura não goste tanto). Um sentimento de ignição e esperança nas letras de músicas.

E das putaria poéticas™. Eu nunca pensei que eu pudesse escrever coisas relacionadas a isso. Eu não sou uma boba mesmo? hahaha

Sempre preciso de um impulso muito específico, é o que sinto. Não são impulsos lógicos, caso contrário não seriam impulsos, seriam?

 

Algum tempo atrás queria tatuar o nome dele, e essa ideia me consumiu algum tempo, então pensei que ele pudesse achar isso estranho. Japoneses estão acostumados com isso? Não sei dizer. E a vontade em mim amornou, e pensei que seria mais legal ainda algo que o representasse.

E outras duas pessoas.

Gosto muito de pessoas. Amo muitas pessoas. Muitas coisas. Histórias. Estou com mania repetitiva em parágrafos de adjetivos e descrições e não sei como parar. AAAAA

 

Well, sem tornar isso um diário, parabéns para você. É que não consigo expressar sem dizer o quanto alguém se imbuiu em mim. Se eu fosse fazer isso com todas as pessoas.

Algumas me acompanham mais que outras, em formas diferentes. Ele está sempre aqui na forma da voz e de um sentimento cálido.

 

Obrigada por estar aqui, por termos nascido numa mesma era. Por poder encontrá-lo, não seria possível essa convergência um século atrás ou à frente, certo?

Então eu sou muito grata por salvar meus dias de pequenas maneiras diferentes.

Keep on Burning Soul.

 

Imagino quantas declarações de amor eloquentes não receba? E o quanto não fica vermelho com elas, ou ri com elas? Deve ser muito divertido.

 

FOTO:

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Acho essa foto especialmente artística, eles deviam tirar mais fotos assim.

Não vou postar nenhuma careta hoje.

 

Ou será que não?

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Sol nos olhos. (Pior que eu gosto desse print, é por isso que tenho salvo, depois de rir dele)

 

God bless you.

Bonjourrrrr~

Dividi a resenha em dois [dã] porque eu fiz a de ontem/anteontem no meio do livro, literalmente, sem lê-lo todo. Acabei hoje, no mercado, e vou dizer em detalhes o que não gostei e o que gostei, como ontem.

Lembrando: tem spoiler sim sim sim senhor.

Recapitulada na capa:

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Onde eu tinha parado, Andy, o protagonista, estava prestes a começar uma viagem porque surgiu um motivo de guerra entre os reinos. Sem muitos detalhes, já que você pode ler depois, as pessoas têm um Pacto que é explicado bem melhor pro final do livro, falo disso adiante, e esse Pacto não permite de jeito algum que as pessoas façam pólvora. A populaça não sabe o que são armas de fogo, praticamente. Isso um dia ajudou a destruir o mundo (lembrando que é uma história pós-apocalíptica), então é isso, sem armas de fogo.

 

Pontos que eu não gostei nessa parte não são muitos, bem menos que a primeira parte da resenha. O livro engata um ritmo bom, sem reclamações quanto a isso. A minha reclamação/queixa/whatever também pode ser considerada um ponto positivo se essa foi a intenção: QUE ÓDIO DA ROSE. Ponto. Apesar de isso significar que eu estava imersa na história, eu preciso me queixar em algum lugar e esse lugar é o meu blog onde as pessoas podem ficar com raiva junto comigo e receber spoiler: MEU DEUS DO CÉU, SE VOCÊ NÃO GOSTA DELE, NÃO PRECISA SER GROSSA, NÃO MALTRATE O ANDY *protege o bebê precioso*.

Aquela história da maldição mostrada abruptamente no enredo é emendado com esse "desprezo" dela. Isso foi abordado nas entrelinhas, já que o leitor faria essa ligação sozinho. Não é dito claramente quase vez nenhuma "ela o odeia por isso", mas a gente entende isso.

Mas meu motivo de raiva da personagem, e de não engoli-la por isso, é: ENTÃO NÃO FICA DE PUTARIA COM OUTRO, CÁSPITA.

Cê tem quinze anos, pirralha. O cara só falta se jogar de um penhasco por você, e tu fica de fricote com outro. Não goste dele, tudo bem, mas é de uma vilaneza terrível ofender ele, ser grosseira e ainda ficar de putaria com outro. Por mais que não goste de um, acho que ter sinceridade é mais legal.

Eu não a vi ser sincera uma única vez no livro todo. Sincera com o Andy, sem ser dando chilique. Cada vez que ela afastava ele dela eu tinha vontade de tacar o celular no chão e dar na cara dela. "Fala que não depende do seu sentimento, fala que não gosta dele, fala qualquer coisa, fala que quer umas férias, cara, mas não faz dessas, não precisa falar que tem nojo e ficar dando uma de fria EU VOU DAR NA SUA CARA"

 

*respira*

 

Mas pra ficar de putaria com outro, fica. Fora que, pra alguém que estuda, e essa crítica pode ir pra área de construção da personagem, ela quase não é mostrada fazendo isso. Ela teria menos tempo e cabeça de dar chilique se estivesse com a cara nos livros. *sapinho de desprezo*

A parte que entendo do sentimento dela e tive pena é o fato de que ela não sabe o que está acontecendo consigo, e é como se fosse um sentimento externo de repúdio. Dá pra notar exatamente isso nas cenas do final, na última vez que a madame sai correndo.

Não gosto de você e só por uma ação muito fofa da sua parte eu vou te perdoar. Eu ainda tô pistola.

 

Mudando o foco. Não vi nenhuma mudança abrupta ou informação dada de repente.

Confesso que o ritmo lento que o começo do livro e as descrições imersivas nos lugares fizeram com que o que acontece no final da trama seja impactante. Em nenhum momento no começo nós sentimos a vida de Andy ou das outras pessoas ameaçadas, daí de repente PÁ. Não vou falar qual o pá, fiquem curiosos nessa.

Esse contraste foi benéfico ao livro.

 

Já entrando mais nas coisas boas, sem ordem cronológica porque sou péssima nisso: a delicadeza com que a Natureza é exaltada fica em você. Como eu posso explicar... hoje de manhã eu estava olhando os brotos de uma árvore que tinha sido podada aqui em casa e me lembrei do livro, e do quanto a Natureza  é bonita, mesmo vendo esse tipo de coisa todo dia, porque onde moro é assim, tem bastante verde. Eu simplesmente pensei "Meu Deus, eu não conseguiria, ou muito dificilmente viveria, em um lugar onde não pudesse ver uma árvore ou alguns beija-flores". Então é um ponto super-positivo. Eu adoro quando um livro me deixa com essa impressão.

 

Os lugares pelos quais Andy viaja são lindos, com uma excessão, que é explicada no livro, mas os tecidos e coisas coloridas... Depois do banho, quando eu tinha lido o dia inteiro, eu senti como se eu mesma tivesse passado o dia viajando. No meu próprio livro tenho algumas viagens assim, e desejei intimamente que qualquer um que leia o que eu escrevi possa se sentir bem, ou tendo viajado, do jeito que eu me senti ao ler esses trechos.

Só espero que nenhuma ninfa roube sua cueca.

 

Isso dá margem às cenas engraçadas, porque teve. Eu me vi gargalhando numa delas, mas vocês vão ter que ler, eu realmente não quero estragar a surpresa.

 

Sobre vilões: SATANÁS. É sério, eu dei risada quando vi, mas isso é bastante plausível, no decorrer. Eu ri porque meu eu de cinco anos lembrou da Dona Clotilde chamando o cachorro dela, HAHAHAHA. É sério, tem uma cena com o mago vilão e Satanás que é uma das melhores do livro. Satanás é um jovem adulto quando o relógio desperta e ele faz cara azeda.

 

Andy no resto do livro se mostrou o que se propunha a ser desde o início, uma pessoa gentil. De modo que achei, ou confirmei, que a cena dos cadáveres na parte um da resenha destoou mais ainda, pela linha de pensamento dele. Foi essa a impressão. Ele, nos finais, se preocupava sempre e sempre mais com os outros. Achei lindo ele se lembrar de uma pessoa a qual ele tinha causado problemas, mesmo que sem querer, e até chorou por ela.

Foi essa característica que me fez gostar dele do meio pro final, além de ter achado uma gracinha quando criança, mas na fase adulta, temos que ter algo pra gostar na continuidade da história. Algo pelo qual idenfiticamos o personagem.

Por isso que eu quis dar na cara da Rose, não magoa esse coraçãozinho lindo, sua insensível.

 

Os Elementais não apareceram muito mais, mesmo. Talvez eu particularmente tenha dado uma importância que não era o caso, ou talvez e quase certamente isso vá ser tratado no segundo livro.

 

Tem vampiros. Tem provavelmente um vampiro charmoso chamado Jade, ele deve ser vampiro. O filho da puta, com todo respeito, tem só uma cena, mas eu fiquei curiosíssima porque vampiros são meu ponto fraco.

Teve um vampiro que atacou Andy, mas se deu mal porque o cara era bruxo, hahahaha. Bem feito.

Tem ciganos, mas dizer mais que isso é surpresa.

 

As pontas soltas foram sendo preenchidas de maneira bastante natural e dentro do tempo, como as explicações para o Pacto, a importância da pólvora, detalhes subentendidos da maldição, detalhes sobre os vampiros e sobre o que eles planejam (mesmo que isso fique mais pra próxima vez)... Ah, e o fato de ele ser pró-ativo acabou ficando bem natural. Daí já não sei se foi porque acostumei com ele ser workahollic ou não.

 

Uma das coisas mais bem construídas, ao fim, foram as relações familiares, tanto de Andy com o avô quanto Andy e a Rose, mesmo que no segundo caso fosse somente unilateral. As cartas de amor dele. Onde que a pessoa arranja tanto elogio.

Rose era pra estar a mulher mais feliz do mundo. Cacete.

 

*ainda inconformada*

 

A religião do livro seguiu uma diretriz que não se contradisse em ponto algum, e no final do livro teve um tipo de festival parecido com o Dia de Los Muertos, ou foi o que me lembrou, e adivinhem: eu li isso nos feriados de 02 e 03 de novembro, dia dos mortos. Eu estava conversando com a autora e ela quem reparou nisso, eu fiquei: MEU DEUS DO CÉU!

Se eu tivesse planejado, isso jamais iria acontecer.

 

A conclusão é que: valeu a pena sim. Apesar do início lento que pode "fazer a gente desistir", do meio pro fim as coisas engatam e tudo se torna bastante curioso. É como viver numa era dessas mesmo.

Estou com um vácuo de "que que eu leio agora!?", já que terminei em uma semana.

Talvez eu dê um tempo, já que preciso fazer outras coisas, e quando pego pra ler algo, eu realmente fico grudada. hahaha

 

Espero que tenham gostado da resenha.

A nota em sapinhos psicóticos, de 1 a 5, é:

Seria ruim dar 3 porque teve partes, principalmente a ambientação e os diálogos, que me fizeram gostar muito (e as partes engraçadas, sério).

5 não, pois não foi perfeito, o início do livro realmente pode afastar, eu não estou contando a Rose, eu juro.

Acho isso justo. Eu tenho que odiar muito um livro para dar um único sapo. Esse seria o caso d'A Chama e a Flor, que não lembro a autora, com romantização de estupro que eu não consegui nem continuar lendo.

Mas esse foi uma ótima experiência. Andy, foi um prazer conhecê-lo.

Novamente, para comprar o livro impresso e o artbook, é só enviar um e-mail para a autora: marinagimenes@gmail.com

Link para o livro em e-book na Amazon: AQUI!

 

Bye bye.

Bonjourrrrr.

Resenha de livro nacional hoje, como há muuuuuito tempo não lia nada, senti de pegar esse livro no iBooks bonitinho.

Capa:

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*sussurra* eu gosto do efeito de couro na capa *sussurra*

Sinopse: O Feiticeiro é uma saga de ficção fantástica que acompanhará a vida de Andy Mideline, nativo da pequena aldeia de Ecklacia que se descobre portador de poderes inimagináveis. 
 
Sua história se passa no Continente de Elion, cenário de uma Terra pós-apocalíptica onde a Natureza triunfou sobre a humanidade.
Humanidade que, outrora quase extinta, acabara de se encontrar, enfim, em um período de calmaria depois da longa tormenta. Reorganizada, se multiplicou e voltou a formar reinos cada vez maiores, com reis cada vez mais ambiciosos e inclinados a cometer os mesmos erros do passado.
 
O Estrangeiro é o primeiro volume dessa jornada em busca do equilíbrio entre a Natureza e o Espírito, entre o Poder e o Dever, entre a coroa e os pés descalços.

 

A autora é uma amiga, uma ilustradora muito competente e que eu estava bastante ansiosa de saber como escrevia. Então como estava com saudades de ler... Vamos lá! *sapinho psicótico intensifies*

O livro até a metade, na presente anotação, se desenvolve bastante lentamente. Vou publicar por partes, então é isso.
Tem spoilers, sabem disso. Eu nunca poupo spoiler pelo sentido de que: lê quem quer. E tem gente que só pega um livro pra ler ao saber de spoilers. Eu, muitas vezes, sou assim.
Andy é o protagonista que fala com fadas assim como o pai (falo mais das fadas embaixo). E é isso o que até agora me incomodou. Para quê? Metade do livro e as fadas não se mostram úteis para nada.
Eu não vou mudar minhas palavras e com certeza vou colar na íntegra minhas impressões na segunda parte.
Na íntegra se eu tiver alguma surpresa.
Até agora seguiu o rumo que eu esperava, aldeão que descobre que é príncipe. É um clichê que eu não ligo que sigam, até eu faço isso (até eu como se eu fosse grandes coisa, hahahaha. Eu nem conto a quantia de clichê que uso, porque simplesmente não estou nem aí). Eu sempre gosto das renovações que são feitas nesse tipo de história quando se segue um clichê.


Infelizmente muitos pontos me incomodaram de maneira negativa (repetindo, até agora): não encontro motivo para Andy ser O Escolhido além de ser um rapaz gentil, mas aí, no gentil, um contrasenso: ele matou uma pessoa e fez morrer outra, mesmo sem querer, e por medo, mas a razão foi bastante boba dentro do enredo, e quando ele se levantou do estado de choque, quis cuidar primeiro de si. Um rapaz gentil não me parece realmente agir assim. Falando por mim e meu próprio protagonista ao se levantar, tomaria a culpa para si inconsequente e humanamente e daria aos mortos seus enterros. Isso é, na minha construção de personagens, que difere da dela. Não sei se é proposital ou não, pode ser a esse ponto. Pode ser que de alguma forma o mocinho seja a encarnação medonha do vilão e esse sentimento aflore às vezes. Mas para um príncipe bonzinho, achei-o egoísta e frio para com a morte.


Outro ponto antecessor a esse é a proatividade do príncipe. Ele tomou as rédeas do castelo com dezessete anos e, pior, isso lhe foi permitido. Uma pessoa que nunca presenciou guerras, que nunca viu alguém morrer diante de si que não fosse uma morte natural. Alguém que não saberia as consequências de sua "estratégia" militar ao vivo, se falhasse, deixarem-no tomar conta desse tipo de decisão e isso dar certo deve ser o que chamam de "protagonismo", ou eu estou sendo muito crítica e talvez um pouco cruel. Mas eu já me desculpo, eu não estaria prestando tanto atenção ou lendo prontamente se não fosse o livro de alguém importante pra mim.


O cliché de ele se apaixonar pela noiva desconhecida é perdoável e fofo, eu gostei disso.


E para com alguém que está sendo gentil, a menina de seus quinze anos teme bastante. Mas essa foi a parte mais humana dali, é certo ela temer, mesmo que na cabeça dela ela tenha alguém (um personagem que só me causou antipatia até agora), ela ter medo de se entregar a um estranho é bastante compreensível. Eu também "perdoo" a cabeça de Andy, ele está acostumado e a história é de teor medieval, mas achei uma falha ele não notar isso para o jovem gentil que ele se propõe a ser. A cena de núpcias é bem escrita (eu vou dizer mais sobre à frente), e quando eu digo "erro" aqui, eu digo um erro bom, um erro do personagem e não da escritora e da narrativa. Ele errou como um humano erra e se mostrou humano. Aqui eu fico indecisa se ele ser "frio" quanto à matar complementa essa característica aqui ou simplesmente destoa. Eu me incomodei com a primeira, da morte, mas essa segunda soou como um garoto imaturo faria. Então está okay.


O ponto mais recente do qual não gostei é a "desculpa" para a repugnância da princesa, como se seus sentimentos de fato não lhe pertencessem genuinamente (ou foi a impressão que tive). Mas não apenas isso, isso foi o de menos, mas o fato de que a profecia e o medo da velhinha (sim, tem uma velhinha simpática, falo dela depois) foi revelado de repente. Nada tinha sido mencionado além de Andy ser O Escolhido. Nada. De repente, ele é amaldiçoado e nunca poderá ser amado. O modo como a poção foi feita e para quem foi dada eu deixo a encargo de lerem, mas eu dei risada. É uma poção inusitada, mas que tem sentido.
As únicas vezes em que o nome do que provavelmente é o vilão foi mencionado foi pelo pai quando eram crianças e agora, nessa profecia. Com a diferença de umas 180 páginas, por aí. Isso dá um gosto de que nada vai acontecer.

Parece que aconteceu bastante coisa se lermos assim, a críticas tecidas, mas não é a impressão que eu tenho. Como escritora, eu teria feito isso em cem páginas, talvez menos, ou posto mais detalhes de coisas diversas porque sou dessas.

Agora vou dizer o que eu gostei.


Eu gostei muito da escrita da autora, por mais que não goste da alternância entre verbos no presente e no passado e falta do pretérito perfeito (que são coisas opcionais nessa narrativa, então é bem pessoal). O modo que ela narra os sentimentos é bastante sensível a quem lê, e faz poucas analogias, e quando as faz, achei-as certeiras. A descrição de rios, castelos, mobílias, vestidos, comidas, tudo muito encantado, mas sem exagero ou palavras difíceis demais. É ótimo para entendermos, e melhor ainda para nos sentirmos em casa.
Fiquei muito, muito feliz e muito impressionada, e nada entediada, com a descrição da aldeia inicial e do método como viviam os aldeões. Eu me senti em casa e quis ir trabalhar com eles de pés descalços e livres.
A coisa com o caixeiro-viajante, puxa! Eu adoraria ver um desses. De verdade. Barganhar coisas com ele, talvez desenhar algumas coisas pra ele.
Foram detalhes muito bem construídos.
Adoro os diálogos bem feitos também, não vi nada que não condissesse com a idade das personagens ou suas personalidades.
Adorei o Poler, um dos personagens paternos muito carinhoso e interessante.
A personagem velhinha é realmente um amor, eu adoro velhinhas. Eu também tenho uma velhinha no meu livro, velhas são fofas. Velhas sábias são ainda mais.
Andy... Andy, a puberdade faz milagres! O cara simplesmente espichou, hahahaha. Eu gostei dele, principalmente criança. Ele olhando o furacão com tanta emoção e a tempestade e o raio! Foi a puxada mística para o livro que mais me chamou atenção. A descrição de tudo isso é bastante imersiva e eu gostei muito.

Fiquei curiosíssima com uma pequena narrativa no início do livro, um livro de terror sobre tigres brancos e Morte Branca. É o personagem que mais chama atenção em quem acompanha a escritora, hahahaha. Não sei, mas não acho que vá ser abordado nesse livro, talvez seja uma ligação para chamar outro, como um spin-off próprio. Mas gostei disso.

 

E sobre as fadas (que no livro são chamados Elementais) que disse que falaria: elas são descritas com muita distinção, bem pouco, eu tenho quase certeza que é um mistério a ser abordado mais à frente, quando tivermos quase esquecido dele. Tem insetos e seres pequenininhos, se querem me pegar pela perna e me fazer gostar de um livro é colocar seres pequenininhos e insetos (foi o que aconteceu). Eu adoro besouros.

 

Sobre algo de última hora: a religião/crenças dentro do livro são muito interessantes também, eu não conheço muito de religiões nem daqui, mas me pareceu uma reimaginação de umas religiões daqui. De toda forma, achei criativo e combinou muito com o universo criado.

Essa foi a resenha da primeira parte. Daqui uns dias vem a segunda. Porque, caras, eu li isso num dia. Vou ler mais hoje a noite, provavelmente 300 páginas num dia. Quando eu pego pra ler algo, eu leio, hahaha.

 

Beijos. Ainda não vou distribuir sapinhos porque não acabou.

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