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Bienvenue Blog

O lugar secreto de escritos, artes, disparates, filosofias vãs, musicalidade de alma e merchan de segunda categoria.

A drink of ruin. A drink of re-life.

por Laura SaintCroix, em 21.12.17

Talvez isso um dia renda um conto, o título.

 

Nosso livro entrou noutro hiato, então vou poder focar numa outra coisa.

 

Ontem discuti com uma amiga e... hoje sinto que tudo aquilo foi tão desnecessário. Eu só devia ter calado a boca.

Ela escreveu tantas e tantas coisas e eu me vi reafirmando uma coisa que era só uma gota e se tornou uma tempestade sem precisão ou muito ponto. Isso porque o que eu estava falando era quase particular e com minha outra amiga mais próxima.

 

E eu me vi em algo desnecessário, e me senti uma pessoa chata, do tipo insistente. É aí que eu devia ter parado.

 

Oh, que melindre. Pois é. Mas não gosto de me sentir assim, esse "peso".

 

Então é um dos momentinhos em que, se eu pudesse voltar no tempo e apagar algumas memórias, eu só teria falado em particular com minha outra amiga, coisa que nós duas entenderíamos, e não precisaria de discussão com uma terceira parte em cima de algo tão ridículo e fora de ponto.

 

Se eu lhes dissesse, vocês ririam.

 

Hoje eu pedi perdão a essa terceira parte, não sei onde isso vai dar.

 

Gosto de alguns aspectos, mitologias, sombra e luz. Épocas, modas. Pinturas. Particulares demais, como quando ouço minhas bandas sentadinha num canto. Quase afirmando só para mim, não é porque eu gosto de algo x que eu vou gostar de y só porque está sob o mesmo "gênero" de algo. Principalmente bandas.

Às vezes eu sou muito particular comigo mesma.

 

Só minha mãe e meu pai me conhecem, eu acho. E talvez duas outras amigas e uma prima. Mas no fim, a história das faces é verdadeira, e tem uma delas que só nós mesmos vemos. E Deus, vendo melhor que todas as outras. Sinto que preciso confiar mais Nele para esses assuntos, quando não ajeito tudo na minha própria cabeça. Está tudo bem mostrar e ver apenas uma dessas facetas. Talvez não aguentássemos a totalidade de ninguém.

 

De uma coisa é certa, em se tratando de redes sociais, principalmente: vou tentar usar para meus negócios, ilustração e escrita. E vou tentar não me meter tanto em coisas como essa, discussões. Não deixar de responder, acho isso desrespeitoso ainda, por mais que estejamos de saco cheio às vezes. Mas ser mais direta e tesourar um pouco para coisas como essa não se destenderem.

E usar a nova função soneca do facebook, espero que ela perdure. Eu gosto de algumas pessoas por termos muitos anos de "conhecimento" uma da outra, várias pessoas, mas os gostos delas mudaram tanto que nós acabamos deixando-as na rede por carinho a esses anos de "conhecimento". Mesmo que não gostemos de 90% do que elas gostam. E também porque eu sei que algumas pessoas podem gostar das coisas que faço (sendo otimista, hahaha).

 

Eu nunca fui mesmo de dar opiniões acerca de coisa alguma que não me interesse diretamente, não opino em assuntos sociais, só me perguntarem mesmo ou se eu estiver falando com alguém que eu já conheço. Em compensação, gosto de ler sobre algumas coisas e absorver conhecimento acerca de alguns assuntos do tipo.

 

A razão que eu não gosto tanto de falar sobre ou postar sobre é que esses assuntos enchem o saco se repetidos tantas vezes. Pelo menos para mim. (Oh, isso é uma opinião, mas estou no meu blog, afinal.) Feminismo, racismo, política. Não concordo com algumas coisas que dizem, bem como discordo de algumas coisas que elas discoram - e portanto devo concordar com outra parte. Nem me perguntem o quê, eu não lembro. Só se o assunto vier em algum momento e você queira saber.

Apesar de eu compartilhar quando vejo alguns textos ou vídeos do tipo, é quando são muito bons mesmo.

 

Sabe o que vocês vão encontrar se me adicionarem? Um monte de videozinho de arte e de comida.

E beija-flores.

 

Não é problema quem faça isso, principalmente se for ativista de alguma coisa. Quem o segue é porque quer ver isso.

 

Quem me seguir vai levar balaço de arte nas fuças.

 

É por isso que já estou começando a me fazer ficar melhor nessas coisas. No Twitter eu sou mais os meus japas, haha. Achei uma account que compartilha fotos do Acchan e eu provavelmente Retweeto uma todo dia.

 

É sobre isso alguns amigos que se tornaram "ativistas" ou pelo menos compartilhadores intensos de determinadas causas. A impressão é que a pessoa não troca o disco e eu me entedio muito facilmente.

 

Ano que vem é bem mais arte e menos veneno e intriga. Não por querer me cegar de tudo isso, do globinho das causas sociais que são necessárias, mas por já ter visto muito e estar um pouco cansada da quantia dessas mesmas coisas aparecendo muito, dessa martelação. De piadas imbecis também, mesmo eu tendo feito algumas esse ano mesmo.

 

Diminuir a intensidade do que eu não sou tão fã.

Aumentar o que eu amo cada vez mais.

 

Sobre escrever livros com essas temáticas inclusas, ou ter uma vida ativa como escritora nesse aspecto, eu estarei na pior, não sei fazer essas coisas. Eu sou mais a escritora que está nas cavernas.

Não vejo problema nisso, tampouco.

As melhores coisas geralmente não têm platéia e eu não tenho perfil do que eles chamam hoje de "influenciadora digital". Não tenho gênes da revolta, de chargista, talvez porque a água nunca bateu na bunda aqui. O correto talvez fosse "não estou com o gênes da revolta aqui", um estado mutável.

 

Se no ano de 2019 eu jogar essas palavras para o alto, será melhor na época certa. Agora eu só estou colocando a cabeça nos trilhos por mim mesma. Nós não precisamos fazer tudo, contanto que não fiquemos estagnados.

 

Já falei demais, já escrevi para mim mesma coisas que ninguém vai ler. Só por colocar no "papel" porque aqui é bem mais rápido de digitar do que escrever em folhas. Eu costumava ter um diário, ele só se transportou para algo online.

 

Vou continuar ouvindo as que eu gosto do Buck-Tick, que foi uma das melhores coisas que me aconteceram esse ano. No momento certo.

 

Descobrir mais coisas para amar é sempre uma meta. Não contraponha quem odeia, mostre seu próprio amor.

Não é um lema fofinho?

 

Ah, sobre o projeto do Vianco: está quase furando. Agharrin já foi publicado e vou ter que desenbolsar uma grana com a amiga se quiser prosseguir. Sabe aquele jogo que é de graça, mas você tem que pagar pra desbloquear as coisas mais legais?

 

Pois é.

 

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