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Bienvenue Blog

O lugar secreto de escritos, artes, disparates, filosofias vãs, musicalidade de alma e merchan de segunda categoria.

Final Fantasy VII | RESENHA (???)

por Laura SaintCroix, em 21.03.16

Em números romanos porque é mais cool.

 

Terminei de jogar Final Fantasy VII.

Quem me acompanha no Facebook/Twitter sabe que eu me apaixonei perdidamente pelo Vincent Valentine, e que comecei a jogar o FFVII por causa dele. Não que eu não curtisse o Cloud, mas no filme de Advent Children, meu encanto foi pra ele.

Joguei Dirge of Cerberus primeiro que o jogo principal porque sou rebelde, hahaha, na verdade é porque não sabia de cronologia alguma, mas ainda assim entendi. E passei a amá-lo.

Bom. Então comecei a jogar o jogo de origem! Hahahaha também por causa de Record Keeper. Aquele joguinho de iPhone/Android e tal, é de graça, é uma graça (troféu Cazalbé pra mim) e o primeiro guri que a gente pega é o Cloud, inclusive foi a missão dada a nós para participar de um sorteio.

Pelos trechos de história, vi que a história era legal. Eu refutava em jogar porque era RPG, e as experiências que tive foram ruins, sério. Não tinha paciência.

 

MAS BOOM, FINAL FANTASY VII  *ergue a bandeira*

Na verdade me apaixonei pelo Cloud também.

Mas além disso, porque eu obviamente não ia encarar um jogo inteiro por achar um único personagem legal, mas a trama, maaaan, me conquistou.

Eu amo histórias de fantasia, escrevo por isso, e FFVII é muito bem construído. Os diálogos e as histórias por trás de cada personagem do núcleo é impressionantemente legal, e como eu sempre digo, uma história maravilhosa tem que ter um vilão digno. Uma história só é maravilhosa quando tem um vilão maravilhoso. BOOM! Sephiroth.

E não é porque é FFVII que eu digo isso, eu adoro o Ganondorf também e aquela risadinha He He He ... dele hahahahaha

A background history do Sephiroth é muito interessante, ele era um cara legal. Pelo menos eu o vi assim, e de repente ele descobre os podres daquele doutor panaca que arruinou a vida de pelo menos 3 dos protagonistas, que eu tenha visto.

E ainda nisso há controvérsias, sabem por quê? Porque é um história com profundidade. Tem vários níveis, dá pra dar várias teorias mirabolantes muito legais de se ver. Meia hora caçando na internet e você vê.

 

Eu sei que, novamente, eu sou uma das últimas pessoas a jogar isso. E estou completamente deslumbrada. Me sinto aquele crítico gastronómico do Ratatouille.

 

O jogo é tão longo que eu sequer terminei tudo, porque eu não fiz algumas sidequests, eu tenho certeza que ficou faltando. Mas sempre me falta, o único até hoje que eu zerei 100% foi Ocarina do Tempo.

 

Mas cara, é muito bom. Em dois tempos esse jogo me conquistou. Dá pra ver na minha testa, nos meus olhos. Eu amo fantasia demais e acabei por gostar de um gênero dela que eu nem ligava, no caso fantasia científica. Montes de lixo industrial e ferro jogado ao léu? É, eu achava sem graça. Atualmente é o gênero do meu livro novo. Eu planejava fazer algo do tipo mesmo antes de começar a jogar, o tipo da personagem exigia isso, mas aí eu comecei a jogar e era EXATAMENTE o que eu necessitava no momento. A inspiração certa. O ar certo pra eu respirar naquele instante.

 

Dos pormenores do jogo, pra dizer que isso se encaixa em resenha: eu gostei pra caramba das sidequests do Gold Saucer, de levar a Tifa pra sair hahaha. Aliás, Tifa >>>>>>>> Aerith. Mas eu também adoro a Aerith, mas desde que me conheço por gente, desde que vi Advent Children com a minha prima quando eu tinha sei lá quantos aninhos, eu queria ver a Tifa com o Cloud. Desculpa, Aerith.

Ah, e falar delas me lembrou de duas partes que me fizeram suar pelos olhos: a primeira com a Aerith pequena, falando que o marido da mãe dela morrera na guerra. Eu não aguentei...

E depois o fato da Tifa amar tanto o Cloud que abdicou de tudo pra ficar cuidando dele quando ele estava de cadeira de rodas e sem saber sequer o próprio nome. Oh, man, aquilo é amor...

 

E falando no Cloud e no porquê de eu ter gostado dele.

Eu nunca gostei do protagonista, geralmente eu curto ou um personagem secundário (de cabelos longos em 90% das vezes) ou eu gosto do vilão. Foi o que aconteceu quando eu vi o filme AC, eu gostei do cara moreno, tenho bom gosto desde pequena hahahaha.

Mas no jogo, propriamente, agora que eu estou adulta, continuo amando o Vincent, mas gostei muito do Cloud justamente pela história dele e da forma que desenvolveram o personagem.

Aqui vai um spoiler incrível, que se você não jogou, vai ser incrivelmente ruim você ler porque vai acabar com a surpresa. Esteja alerta, porque isso não é mostrado nem no filme AC. Cloud passa o começo do jogo inteiro achando que ele é outra pessoa. Eu fiquei estarrecida com isso, impressionada mesmo, eu não esperava. Quando eu fui sacar e quando eu fui entender o porquê do Sephiroth chamar ele de "marionete", eu fiz um "NÃO, NÃO ACREDITO, EU NÃO JOGUEI ATÉ AQUI PRA ISSO", foi muito incrível. Muito novo pra mim, porque eu admito, não tenho tempo de jogar muitos jogos, não tenho interesse em muitos jogos também porque não curto certas linhas de histórias que sei que alguns têm, então eu sigo a franquia que eu amo (Zelda) e sempre me desviei de Final Fantasy por ser RPG e porque eu sabia que, se eu me apaixonasse, eu iria sofrer.

Isso é pior que uma novela mexicana, eu tenho ciência disso.

Mas foi o que aconteceu, eu finalmente joguei esse jogo que todo mundo dizia que era a melhor coisa já criada, e eu agora concordo. Depois de Skyward Sword, é claro. Estou pra ver um jogo me fazer chorar tanto.

A profundidade de Final Fantasy VII como um todo me fez ficar de queixo caído. Aquilo não é uma história simples, nada simples, estou sendo repetitiva (estou bêbada de sono), não é qualquer um que entende toda a trama que acontece ali.

Eu ainda estou sem palavras, esse negócio das pessoas voltarem para o planeta depois que morrem me emociona. Eles continuam a viver, e isso é tão real. Os japoneses são muito incríveis criando histórias.

As coisas que eu mais amo nesse mundo vêm de lá.

E por que eu vou sofrer? Bem, é meio óbvio que eu não poderei jogar o remake, não enquanto não ficar rica e poderosa vendendo livros no Brasil, hahahaha. A piada é essa.

Mas não estou rindo de verdade, porque eu confio em mim e no meu sonho. Eu vou conseguir. Tenho fé nisso.

Já jogar, bem, eu demorei tanto para jogar um jogo que foi lançado três anos depois do meu nascimento. Eu não me incomodo em demorar alguns anos mais para jogar o remake.

Só vou sofrer com a espera. Aconteceu o mesmo com alguns Zeldas, mas minha lista de "jogados" aumentou. Yuppie!

 

Deixa eu ver algo mais que eu gostei... Os chocobos, que são fofos demais, hahahaha. A última espada do Cloud que me lembrou a Master Sword, o jeitinho do Vincent jogar a miniatura de capa vermelha dele FOI A COISA MAIS LINDA DO JOGO INTEIRO. Ah, e o Barret e a filhinha dele, eu AMEI esse detalhe. É feito com muito carinho, dá pra sentir todo o carinho e dedicação da equipe em cada linha do jogo. Eu amo a forma como os japoneses fazem isso.

 

AH, A TRILHA SONORA *grito de quem já tinha até posto as tags e voltou a escrever a postagem*, a trilha sonora é DEMAIS, e não só demais, mas como me foi nostálgica como se eu conhecesse esse jogo desde há muito tempo. Não sei explicar... A música tema do Sephiroth eu já conhecia porque minha prima me passou, eu não tenho ideia do porquê ela tinha essa música nos arquivos dela, mas ela tinha. Ela também não deve se lembrar porque ela tinha, hahahahaha, ela nem curtia tanto, eu acho, porque ela achava assustadora. Eu gostava justamente por isso. E a música tema do Vincent, não bastasse ser do Vincent, tinha que ser em cravo, que eu amo pouco. *irony*

Sempre amei o som de cravo e só recentemente fui descobrir que instrumento que fazia esse som, isso sim é irônico e sacana.

 

AH+, o seiyuu do Cloud, oh my God, o seiyuu do Cloud. Não é segredo para ninguém que eu comecei a seguir e admirar o trabalho do Takahiro Sakurai depois de ouvi-lo no anime que é meu preferido, atualmente (Mononoke), e pensar que eu já tinha ouvido a voz dele no Cloud há muitos anos atrás... Isso é tremendamente incrível, eu nem sei o que dizer, porque eu adoro a voz dele. Ele é muito talentoso, e é simplesmente maravilhoso começar a curtir mais um personagem que ele dublou. Dá todo um encanto ser a voz dele.

Deve ser por isso também que eu comecei a gostar do Cloud.

Ah, não confundir com Claude Faustus, hahahaha, aquele filho da *censura*.

 

Falando em seiyuu, gostei do dublador americano do Vincent, Steve Blum, e pesquisando, o cara é como o nosso Guilherme Briggs, dublou uma tonelada de personagens legais, dentre eles o Orochimaru, que eu acabei por me deparar com um trecho no Youtube e o cara é um camaleão na voz, hahahaha, muito legal. Shogo Suzuki, que é quem faz a dublagem em japonês do Vince, tem uma voz incrível também, pena não achar mais nada porque ele não fez muito. É uma voz doce e muito calma, ornou muito bem com o Vince.

 

AH++, preciso dizer o que achei da luta final: por eu estar no nível 74 nos três principais, não foi TÃO difícil, eu pensei que eu sofreria mais. Mas cara, qual a finalidade de se salvar Gaia (Terra) se no ataque Supernova o Sephiroth destrói O RESTO DA VIA LÁCTEA INTEIRA? Cáspita, Sephiroth, seu excêntrico, exagerado! (Lindo! *gritinhos internos*)

E acho que só foi mais fácil porque eu segui a tática de evoluir a magia do Vincent. Eu tinha a matéria de W-Summon (acho que é esse o nome) e coloquei uma porrada de evocações pra ele, hahahahaha, que mago excelente! E tive a Big Guard na matéria de cópias, que foi muito útil, a última coisa que peguei. E sim, gente, eu fui olhando de leve em algumas dicas, porque é minha primeira vez com RPG pra valer, eu estava com medinho do Sephiroth porque ele é intimidador. Comentei sobre isso no facebook uma vez, o Cloud é tão real e seus sentimentos são tão verdadeiros que eu senti a mesma sensação de que o Sephiroth poderia nos destruir, hahahahaha, e senti a insegurança do Cloud, e no fim, também senti sua bravura. Ele é muito diferente do Link (que é um herói ao qual eu confiaria a minha vida sem pestanejar), mas é muito legal também.

 

Velho, FFVII foi como um casamento. Jogos bons assim ficam pra vida.

Talvez não tenha sido a melhor resenha do mundo, nem sei se isso se qualifica como resenha, mas é o que eu achei, é o que eu pude expressar sem ser meter a minha testa no teclado e gritar como eu estou com vontade.

O próximo vai ser Crisis Core.

Eu estou com o meu coração na mão.