Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Bienvenue Blog

O lugar secreto de escritos, artes, disparates, filosofias vãs, musicalidade de alma e merchan de segunda categoria.

sobre as mulheres da saga e processo criativo

por Laura SaintCroix, em 10.05.17

Bonjour.

Voltei a escrever o livro com a Yasu. Estamos indo bem. 60 mil palavras é uma ótima coisa para algo que pensamos de início "não vai dar nem 20 mil".

A coisa tomou proporções boas. A história é uma das melhores que já escrevi dentre as mais ou menos três.

Já temos uma capa também, com um desenho da minha primeira boa aquarela. Ou segunda. Foi da época que eu estava tentando incansavelmente pintar em aquarela, mesmo usando o lado errado da folha.

A protagonista que é a minha parte no livro em conjunto é o meu tipo preferido de personagem. O tipo de Agharrin, diria, só que uma mulher. Os dois bebem, têm cabelo comprido, os dois são vampiros, lutam a valer e botam muito medo no coitado que estiver na ponta afiada da espada. Não tão desbocada quanto a protagonista do arco atual de Agharrin (a série), que é bastante quieta, mas não tem muita paciência para ouvir falatório desinteressante.

Na verdade, eu acho que posso dizer que tenho protagonistas bem diferentes até aqui. Minhrrat é uma garota mais puritana, a primeira, e seria quase o ideal de uma dama/princesa no mais cru da palavra se ela não fosse... a Minhrrat, que não tem modos à mesa, é forte e bruta como um homem às vezes, come como um pedreiro, mas ela ainda tem bastante sensibilidade com os outros e demonstra os próprios sentimentos, principalmente ao odiar injustiça e ver coisas erradas. Jirka, a do arco atual dos livros e que vocês demorarão a conhecer, é grosseira e brava, vai mandar você à merda se falar algo que não agrade muito, hahaha. E é egoísta até certo ponto, ela não está nem aí com os seus sentimentos. Há outras mulheres, a maioria dos meus livros são mulheres, eu nunca parei pra contar, só vão surgindo e eu vou encaixando, hahaha.

Liddia, do primeiro livro, tem bravura e sabe dosar isso com complacência e maturidade. A velha Cravínia pode mandar você à merda também, mas com mais educação, como virando as costas. E adora mandar e que sigam as regras, e suspira com amor quando alguém que ela ama não faz isso e sai por aí sendo ela mesma.

Há uma personagem com um nome diferente, que é uma referência a uma que existe e que eu amo, e que não posso falar os nomes, mas eu adoro ela. Ela é a expressão mais firme da força e da beleza num só ser, e eu falo de beleza de espírito e de técnica de luta, ela sabe ser compreensiva tanto quanto pode quebrar a sua cara sem você nem ver. Eu realmente amo essa personagem, ela é do mesmo livro que a Jirka.

Não vou falar papéis menores. As que eu disse são as protagonistas ou personagens secundárias importantes. Há a irmã do Rin, Lilian, há outras feiticeiras, uma cortesã, umas duas ou três "mães desnaturadas" cada uma com seus motivos em específico, uma mãe brasileira muito, muito carinhosa e forte, uma mocinha com um apelido engraçado de comida (ela é do Brasil também), há as que têm bom caráter, há as que não têm caráter... Existe uma doutora que eu amo muito e é infinitamente mais inteligente que eu. E eu posso dizer que todas surgiram para mim assim, eu nunca as alterei ou sequer pensei sobre suas personalidades ou características físicas.

Todos os personagens que tenho vieram prontos dessa forma, e cara, tenho alguns que estou tão, tão ansiosa para pôr em prática!

Espero que isso prossiga e que fique cada vez melhor.

Todas essas pessoas vivem falando aqui, ainda bem que nem todas ao mesmo tempo.

E tenho certeza que há ainda mais para surgir. Eu gosto de escrever com protagonistas femininas ao lado do Rin. Ele nem sempre é o motivo da personagem, na verdade, não é de nenhuma delas. Só estão no mesmo universo. Cada personagem vai por onde quer, mas eu defino picos e elas (personagens) escalam até lá da maneira que querem, sejam picos de enredo geral ou picos de enredo pessoal do personagem. O único que não obedece os picos de histórias que crio é o próprio Rin, volta e meia ele os altera como quer, mais ainda no enredo pessoal. Os personagens não vivem em favor dele, mas de certa forma, tudo só foi criado por causa dele, e seguindo-o, é ele quem decide o que pode ou não acontecer em algumas partes. Vocês ainda vão ver isso.

Tudo o que está para acontecer é bem empolgante.

Cara da postagem:

news_photo01.jpg

Essa foto é tão badass!