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Bienvenue Blog

O lugar secreto de escritos, artes, disparates, filosofias vãs, musicalidade de alma e merchan de segunda categoria.

Bonjourrrrr~

Dividi a resenha em dois [dã] porque eu fiz a de ontem/anteontem no meio do livro, literalmente, sem lê-lo todo. Acabei hoje, no mercado, e vou dizer em detalhes o que não gostei e o que gostei, como ontem.

Lembrando: tem spoiler sim sim sim senhor.

Recapitulada na capa:

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Onde eu tinha parado, Andy, o protagonista, estava prestes a começar uma viagem porque surgiu um motivo de guerra entre os reinos. Sem muitos detalhes, já que você pode ler depois, as pessoas têm um Pacto que é explicado bem melhor pro final do livro, falo disso adiante, e esse Pacto não permite de jeito algum que as pessoas façam pólvora. A populaça não sabe o que são armas de fogo, praticamente. Isso um dia ajudou a destruir o mundo (lembrando que é uma história pós-apocalíptica), então é isso, sem armas de fogo.

 

Pontos que eu não gostei nessa parte não são muitos, bem menos que a primeira parte da resenha. O livro engata um ritmo bom, sem reclamações quanto a isso. A minha reclamação/queixa/whatever também pode ser considerada um ponto positivo se essa foi a intenção: QUE ÓDIO DA ROSE. Ponto. Apesar de isso significar que eu estava imersa na história, eu preciso me queixar em algum lugar e esse lugar é o meu blog onde as pessoas podem ficar com raiva junto comigo e receber spoiler: MEU DEUS DO CÉU, SE VOCÊ NÃO GOSTA DELE, NÃO PRECISA SER GROSSA, NÃO MALTRATE O ANDY *protege o bebê precioso*.

Aquela história da maldição mostrada abruptamente no enredo é emendado com esse "desprezo" dela. Isso foi abordado nas entrelinhas, já que o leitor faria essa ligação sozinho. Não é dito claramente quase vez nenhuma "ela o odeia por isso", mas a gente entende isso.

Mas meu motivo de raiva da personagem, e de não engoli-la por isso, é: ENTÃO NÃO FICA DE PUTARIA COM OUTRO, CÁSPITA.

Cê tem quinze anos, pirralha. O cara só falta se jogar de um penhasco por você, e tu fica de fricote com outro. Não goste dele, tudo bem, mas é de uma vilaneza terrível ofender ele, ser grosseira e ainda ficar de putaria com outro. Por mais que não goste de um, acho que ter sinceridade é mais legal.

Eu não a vi ser sincera uma única vez no livro todo. Sincera com o Andy, sem ser dando chilique. Cada vez que ela afastava ele dela eu tinha vontade de tacar o celular no chão e dar na cara dela. "Fala que não depende do seu sentimento, fala que não gosta dele, fala qualquer coisa, fala que quer umas férias, cara, mas não faz dessas, não precisa falar que tem nojo e ficar dando uma de fria EU VOU DAR NA SUA CARA"

 

*respira*

 

Mas pra ficar de putaria com outro, fica. Fora que, pra alguém que estuda, e essa crítica pode ir pra área de construção da personagem, ela quase não é mostrada fazendo isso. Ela teria menos tempo e cabeça de dar chilique se estivesse com a cara nos livros. *sapinho de desprezo*

A parte que entendo do sentimento dela e tive pena é o fato de que ela não sabe o que está acontecendo consigo, e é como se fosse um sentimento externo de repúdio. Dá pra notar exatamente isso nas cenas do final, na última vez que a madame sai correndo.

Não gosto de você e só por uma ação muito fofa da sua parte eu vou te perdoar. Eu ainda tô pistola.

 

Mudando o foco. Não vi nenhuma mudança abrupta ou informação dada de repente.

Confesso que o ritmo lento que o começo do livro e as descrições imersivas nos lugares fizeram com que o que acontece no final da trama seja impactante. Em nenhum momento no começo nós sentimos a vida de Andy ou das outras pessoas ameaçadas, daí de repente PÁ. Não vou falar qual o pá, fiquem curiosos nessa.

Esse contraste foi benéfico ao livro.

 

Já entrando mais nas coisas boas, sem ordem cronológica porque sou péssima nisso: a delicadeza com que a Natureza é exaltada fica em você. Como eu posso explicar... hoje de manhã eu estava olhando os brotos de uma árvore que tinha sido podada aqui em casa e me lembrei do livro, e do quanto a Natureza  é bonita, mesmo vendo esse tipo de coisa todo dia, porque onde moro é assim, tem bastante verde. Eu simplesmente pensei "Meu Deus, eu não conseguiria, ou muito dificilmente viveria, em um lugar onde não pudesse ver uma árvore ou alguns beija-flores". Então é um ponto super-positivo. Eu adoro quando um livro me deixa com essa impressão.

 

Os lugares pelos quais Andy viaja são lindos, com uma excessão, que é explicada no livro, mas os tecidos e coisas coloridas... Depois do banho, quando eu tinha lido o dia inteiro, eu senti como se eu mesma tivesse passado o dia viajando. No meu próprio livro tenho algumas viagens assim, e desejei intimamente que qualquer um que leia o que eu escrevi possa se sentir bem, ou tendo viajado, do jeito que eu me senti ao ler esses trechos.

Só espero que nenhuma ninfa roube sua cueca.

 

Isso dá margem às cenas engraçadas, porque teve. Eu me vi gargalhando numa delas, mas vocês vão ter que ler, eu realmente não quero estragar a surpresa.

 

Sobre vilões: SATANÁS. É sério, eu dei risada quando vi, mas isso é bastante plausível, no decorrer. Eu ri porque meu eu de cinco anos lembrou da Dona Clotilde chamando o cachorro dela, HAHAHAHA. É sério, tem uma cena com o mago vilão e Satanás que é uma das melhores do livro. Satanás é um jovem adulto quando o relógio desperta e ele faz cara azeda.

 

Andy no resto do livro se mostrou o que se propunha a ser desde o início, uma pessoa gentil. De modo que achei, ou confirmei, que a cena dos cadáveres na parte um da resenha destoou mais ainda, pela linha de pensamento dele. Foi essa a impressão. Ele, nos finais, se preocupava sempre e sempre mais com os outros. Achei lindo ele se lembrar de uma pessoa a qual ele tinha causado problemas, mesmo que sem querer, e até chorou por ela.

Foi essa característica que me fez gostar dele do meio pro final, além de ter achado uma gracinha quando criança, mas na fase adulta, temos que ter algo pra gostar na continuidade da história. Algo pelo qual idenfiticamos o personagem.

Por isso que eu quis dar na cara da Rose, não magoa esse coraçãozinho lindo, sua insensível.

 

Os Elementais não apareceram muito mais, mesmo. Talvez eu particularmente tenha dado uma importância que não era o caso, ou talvez e quase certamente isso vá ser tratado no segundo livro.

 

Tem vampiros. Tem provavelmente um vampiro charmoso chamado Jade, ele deve ser vampiro. O filho da puta, com todo respeito, tem só uma cena, mas eu fiquei curiosíssima porque vampiros são meu ponto fraco.

Teve um vampiro que atacou Andy, mas se deu mal porque o cara era bruxo, hahahaha. Bem feito.

Tem ciganos, mas dizer mais que isso é surpresa.

 

As pontas soltas foram sendo preenchidas de maneira bastante natural e dentro do tempo, como as explicações para o Pacto, a importância da pólvora, detalhes subentendidos da maldição, detalhes sobre os vampiros e sobre o que eles planejam (mesmo que isso fique mais pra próxima vez)... Ah, e o fato de ele ser pró-ativo acabou ficando bem natural. Daí já não sei se foi porque acostumei com ele ser workahollic ou não.

 

Uma das coisas mais bem construídas, ao fim, foram as relações familiares, tanto de Andy com o avô quanto Andy e a Rose, mesmo que no segundo caso fosse somente unilateral. As cartas de amor dele. Onde que a pessoa arranja tanto elogio.

Rose era pra estar a mulher mais feliz do mundo. Cacete.

 

*ainda inconformada*

 

A religião do livro seguiu uma diretriz que não se contradisse em ponto algum, e no final do livro teve um tipo de festival parecido com o Dia de Los Muertos, ou foi o que me lembrou, e adivinhem: eu li isso nos feriados de 02 e 03 de novembro, dia dos mortos. Eu estava conversando com a autora e ela quem reparou nisso, eu fiquei: MEU DEUS DO CÉU!

Se eu tivesse planejado, isso jamais iria acontecer.

 

A conclusão é que: valeu a pena sim. Apesar do início lento que pode "fazer a gente desistir", do meio pro fim as coisas engatam e tudo se torna bastante curioso. É como viver numa era dessas mesmo.

Estou com um vácuo de "que que eu leio agora!?", já que terminei em uma semana.

Talvez eu dê um tempo, já que preciso fazer outras coisas, e quando pego pra ler algo, eu realmente fico grudada. hahaha

 

Espero que tenham gostado da resenha.

A nota em sapinhos psicóticos, de 1 a 5, é:

Seria ruim dar 3 porque teve partes, principalmente a ambientação e os diálogos, que me fizeram gostar muito (e as partes engraçadas, sério).

5 não, pois não foi perfeito, o início do livro realmente pode afastar, eu não estou contando a Rose, eu juro.

Acho isso justo. Eu tenho que odiar muito um livro para dar um único sapo. Esse seria o caso d'A Chama e a Flor, que não lembro a autora, com romantização de estupro que eu não consegui nem continuar lendo.

Mas esse foi uma ótima experiência. Andy, foi um prazer conhecê-lo.

Novamente, para comprar o livro impresso e o artbook, é só enviar um e-mail para a autora: marinagimenes@gmail.com

Link para o livro em e-book na Amazon: AQUI!

 

Bye bye.

Bonjourrrrr.

Resenha de livro nacional hoje, como há muuuuuito tempo não lia nada, senti de pegar esse livro no iBooks bonitinho.

Capa:

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*sussurra* eu gosto do efeito de couro na capa *sussurra*

Sinopse: O Feiticeiro é uma saga de ficção fantástica que acompanhará a vida de Andy Mideline, nativo da pequena aldeia de Ecklacia que se descobre portador de poderes inimagináveis. 
 
Sua história se passa no Continente de Elion, cenário de uma Terra pós-apocalíptica onde a Natureza triunfou sobre a humanidade.
Humanidade que, outrora quase extinta, acabara de se encontrar, enfim, em um período de calmaria depois da longa tormenta. Reorganizada, se multiplicou e voltou a formar reinos cada vez maiores, com reis cada vez mais ambiciosos e inclinados a cometer os mesmos erros do passado.
 
O Estrangeiro é o primeiro volume dessa jornada em busca do equilíbrio entre a Natureza e o Espírito, entre o Poder e o Dever, entre a coroa e os pés descalços.

 

A autora é uma amiga, uma ilustradora muito competente e que eu estava bastante ansiosa de saber como escrevia. Então como estava com saudades de ler... Vamos lá! *sapinho psicótico intensifies*

O livro até a metade, na presente anotação, se desenvolve bastante lentamente. Vou publicar por partes, então é isso.
Tem spoilers, sabem disso. Eu nunca poupo spoiler pelo sentido de que: lê quem quer. E tem gente que só pega um livro pra ler ao saber de spoilers. Eu, muitas vezes, sou assim.
Andy é o protagonista que fala com fadas assim como o pai (falo mais das fadas embaixo). E é isso o que até agora me incomodou. Para quê? Metade do livro e as fadas não se mostram úteis para nada.
Eu não vou mudar minhas palavras e com certeza vou colar na íntegra minhas impressões na segunda parte.
Na íntegra se eu tiver alguma surpresa.
Até agora seguiu o rumo que eu esperava, aldeão que descobre que é príncipe. É um clichê que eu não ligo que sigam, até eu faço isso (até eu como se eu fosse grandes coisa, hahahaha. Eu nem conto a quantia de clichê que uso, porque simplesmente não estou nem aí). Eu sempre gosto das renovações que são feitas nesse tipo de história quando se segue um clichê.


Infelizmente muitos pontos me incomodaram de maneira negativa (repetindo, até agora): não encontro motivo para Andy ser O Escolhido além de ser um rapaz gentil, mas aí, no gentil, um contrasenso: ele matou uma pessoa e fez morrer outra, mesmo sem querer, e por medo, mas a razão foi bastante boba dentro do enredo, e quando ele se levantou do estado de choque, quis cuidar primeiro de si. Um rapaz gentil não me parece realmente agir assim. Falando por mim e meu próprio protagonista ao se levantar, tomaria a culpa para si inconsequente e humanamente e daria aos mortos seus enterros. Isso é, na minha construção de personagens, que difere da dela. Não sei se é proposital ou não, pode ser a esse ponto. Pode ser que de alguma forma o mocinho seja a encarnação medonha do vilão e esse sentimento aflore às vezes. Mas para um príncipe bonzinho, achei-o egoísta e frio para com a morte.


Outro ponto antecessor a esse é a proatividade do príncipe. Ele tomou as rédeas do castelo com dezessete anos e, pior, isso lhe foi permitido. Uma pessoa que nunca presenciou guerras, que nunca viu alguém morrer diante de si que não fosse uma morte natural. Alguém que não saberia as consequências de sua "estratégia" militar ao vivo, se falhasse, deixarem-no tomar conta desse tipo de decisão e isso dar certo deve ser o que chamam de "protagonismo", ou eu estou sendo muito crítica e talvez um pouco cruel. Mas eu já me desculpo, eu não estaria prestando tanto atenção ou lendo prontamente se não fosse o livro de alguém importante pra mim.


O cliché de ele se apaixonar pela noiva desconhecida é perdoável e fofo, eu gostei disso.


E para com alguém que está sendo gentil, a menina de seus quinze anos teme bastante. Mas essa foi a parte mais humana dali, é certo ela temer, mesmo que na cabeça dela ela tenha alguém (um personagem que só me causou antipatia até agora), ela ter medo de se entregar a um estranho é bastante compreensível. Eu também "perdoo" a cabeça de Andy, ele está acostumado e a história é de teor medieval, mas achei uma falha ele não notar isso para o jovem gentil que ele se propõe a ser. A cena de núpcias é bem escrita (eu vou dizer mais sobre à frente), e quando eu digo "erro" aqui, eu digo um erro bom, um erro do personagem e não da escritora e da narrativa. Ele errou como um humano erra e se mostrou humano. Aqui eu fico indecisa se ele ser "frio" quanto à matar complementa essa característica aqui ou simplesmente destoa. Eu me incomodei com a primeira, da morte, mas essa segunda soou como um garoto imaturo faria. Então está okay.


O ponto mais recente do qual não gostei é a "desculpa" para a repugnância da princesa, como se seus sentimentos de fato não lhe pertencessem genuinamente (ou foi a impressão que tive). Mas não apenas isso, isso foi o de menos, mas o fato de que a profecia e o medo da velhinha (sim, tem uma velhinha simpática, falo dela depois) foi revelado de repente. Nada tinha sido mencionado além de Andy ser O Escolhido. Nada. De repente, ele é amaldiçoado e nunca poderá ser amado. O modo como a poção foi feita e para quem foi dada eu deixo a encargo de lerem, mas eu dei risada. É uma poção inusitada, mas que tem sentido.
As únicas vezes em que o nome do que provavelmente é o vilão foi mencionado foi pelo pai quando eram crianças e agora, nessa profecia. Com a diferença de umas 180 páginas, por aí. Isso dá um gosto de que nada vai acontecer.

Parece que aconteceu bastante coisa se lermos assim, a críticas tecidas, mas não é a impressão que eu tenho. Como escritora, eu teria feito isso em cem páginas, talvez menos, ou posto mais detalhes de coisas diversas porque sou dessas.

Agora vou dizer o que eu gostei.


Eu gostei muito da escrita da autora, por mais que não goste da alternância entre verbos no presente e no passado e falta do pretérito perfeito (que são coisas opcionais nessa narrativa, então é bem pessoal). O modo que ela narra os sentimentos é bastante sensível a quem lê, e faz poucas analogias, e quando as faz, achei-as certeiras. A descrição de rios, castelos, mobílias, vestidos, comidas, tudo muito encantado, mas sem exagero ou palavras difíceis demais. É ótimo para entendermos, e melhor ainda para nos sentirmos em casa.
Fiquei muito, muito feliz e muito impressionada, e nada entediada, com a descrição da aldeia inicial e do método como viviam os aldeões. Eu me senti em casa e quis ir trabalhar com eles de pés descalços e livres.
A coisa com o caixeiro-viajante, puxa! Eu adoraria ver um desses. De verdade. Barganhar coisas com ele, talvez desenhar algumas coisas pra ele.
Foram detalhes muito bem construídos.
Adoro os diálogos bem feitos também, não vi nada que não condissesse com a idade das personagens ou suas personalidades.
Adorei o Poler, um dos personagens paternos muito carinhoso e interessante.
A personagem velhinha é realmente um amor, eu adoro velhinhas. Eu também tenho uma velhinha no meu livro, velhas são fofas. Velhas sábias são ainda mais.
Andy... Andy, a puberdade faz milagres! O cara simplesmente espichou, hahahaha. Eu gostei dele, principalmente criança. Ele olhando o furacão com tanta emoção e a tempestade e o raio! Foi a puxada mística para o livro que mais me chamou atenção. A descrição de tudo isso é bastante imersiva e eu gostei muito.

Fiquei curiosíssima com uma pequena narrativa no início do livro, um livro de terror sobre tigres brancos e Morte Branca. É o personagem que mais chama atenção em quem acompanha a escritora, hahahaha. Não sei, mas não acho que vá ser abordado nesse livro, talvez seja uma ligação para chamar outro, como um spin-off próprio. Mas gostei disso.

 

E sobre as fadas (que no livro são chamados Elementais) que disse que falaria: elas são descritas com muita distinção, bem pouco, eu tenho quase certeza que é um mistério a ser abordado mais à frente, quando tivermos quase esquecido dele. Tem insetos e seres pequenininhos, se querem me pegar pela perna e me fazer gostar de um livro é colocar seres pequenininhos e insetos (foi o que aconteceu). Eu adoro besouros.

 

Sobre algo de última hora: a religião/crenças dentro do livro são muito interessantes também, eu não conheço muito de religiões nem daqui, mas me pareceu uma reimaginação de umas religiões daqui. De toda forma, achei criativo e combinou muito com o universo criado.

Essa foi a resenha da primeira parte. Daqui uns dias vem a segunda. Porque, caras, eu li isso num dia. Vou ler mais hoje a noite, provavelmente 300 páginas num dia. Quando eu pego pra ler algo, eu leio, hahaha.

 

Beijos. Ainda não vou distribuir sapinhos porque não acabou.

Para comprar o livro impresso e o artbook, é só enviar um e-mail para a autora: marinagimenes@gmail.com

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EROTISMO e o fim da vida de capa nova

por Laura SaintCroix, em 17.05.17

Bonjouice ~

Esqueci de dizer que mudei a capa de um dos meus livros. É que agora tenho aquarelinhas para dar um ar mais profissional ao negócio. Profissional e simples, até. E antes que a Amazon visse que aquilo na capa era um mamilo.

 

coverrrr.jpg

Acho que o esquema será esse a partir daqui. Uma cor crua que faça parte da paleta do desenho + um desenho e fontes que combinem, não necessariamente a mesma sempre.

Isso se eu não mudar de ideia, mas gosto dessa simplicidade, acho que não vou mudar não.

E rosas porque: rosas. [imaginem que é uma rosa]

 

Fora que recebi, esses tempos atrás, uma resenhinha maravilhosa na Amazon, assim, sem pedir. Tenho comigo que descobri quem fez, mas já agradeci na rede social azul e acho que a pessoa viu. Achei isso lindo, porque a pessoa também não me avisou.

 

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LINK BONITO PARA A COMPRA DO LIVRO: A Q U I.

Dois rapazes anteontem compraram esse livro expontaneamente, graças a uma terceira amiga que apresentou, e disseram que gostaram muito do primeiro conto que puderam ler. E ela, amiga, disse que leu tudo e que gostou.

Cara, feedback em palavras é tão imensamente gratificante!

Eu me sinto bem, vocês não têm nem ideia (ou têm haha).

Muito obrigada!

Vocês todinhos merecem: ad infinitum!


AGHARRIN A ROSA E O UIVO LANÇADO (!!!)

por Laura SaintCroix, em 03.05.17

MEU DEUS DO CÉU EU NÃO CONSEGUI PARAR PARA ESCREVER NO BLOG

 

E BONJOUR TAMBÉM

 

Man, por onde eu começo?

 

Esse é o livro da minha vida. Que nem eu comentei no facebook, é o livro de quando eu nem sabia o que era escrever, não sabia o que era ter um "personagem" ou criar. Eu achava que todo mundo tinha algum assim, que todo mundo criava alguém para si, e não que isso era coisa de escritor.

Eu queria desenhar mangá, sabem, mas aos meus nove anos, eu nem sabia que era isso que eu queria.

Depois, já com Agharrin, eu decidi que seria melhor escrever um livro. Por uma razão estranha: eu tinha assistido Junjou Romantica e Sekai Icchi Hatsukoi e fiquei com medo da rotina de trabalho dos mangakás. Sério.

Então eu quis escrever.

Mal sabendo que a realidade de um escritor é, senão semelhante, pior em sentidos diversos.

No Brasil você tem que ser seu próprio marketing, seu próprio agente, seu próprio "publisher". Editoras vão ir atrás de você quando você conseguir se sustentar sozinho e puder sustentar eles.

Quando você tiver "público".

Eu quero muito trabalhar com isso, sério, mas eu não sou boa com marketing ou publicação. Sei só fazer coisas que amo no Photoshop, em desenho, mas me promover? Eu quero escrever.

Queria pagar outra pessoa para fazê-lo por mim (promover).

Então com quadrinhos seria o mesmo. Mas eu estou com uma ideia de quadrinhos na cabeça, mangá, propriamente, e eu vou fazer isso. Só estou esperando na moita like a Sebastian, hahaha.

Então Agharrin é isso, esse sonho, essa realização, esse futuro. Esse pouco de cada coisa que me compõe, um pouco por vez em cada aspecto da vida.

Lançar o livro é um pontapé para que todos saibam dele. Todos com bastante pretensão.

Pessoas o suficiente para que eu não precise mais chamar ele só pelo apelido, Rin.

Perguntaram sobre a origem do nome, haha. Bem, eu lia errado o nome de um dos vilões de Zelda. Agahnim. Lia com a pronúncia do H como sendo RR e ignorava o N. Daí eu gostei do nome e a ideia veio não sei de onde. Absolutamente.

 

As ideias desse primeiro livro são de manuscritos de 2010 ou 2011. O meu eu daquela época.

Hoje eu só aprimorei os textos, e hoje faria diferente alguns aspectos. Mas não quis alterar o texto na raiz, para não desrespeitar a menininha que escreveu tudo aquilo com tanto carinho.

Laura amadureceu junto com Minhrrat. Minhrrat um dia era o alterego de Laura.

Minha personagem que era como eu queria ser e nunca tive coragem.

Ela ficava na minha cabeça falando o que eu poderia fazer em determinadas situações. O nome dela naquela época era Miyu, do anime que eu tinha visto, Vampire Princess Miyu.

Miyu era uma feiticeira com cajado, do jeito que eu gostava e queria ser.

 

Quando comecei a escrever, impulsionada (ohhhhhh) por uma letra do Versailles, porque é claro que eu queria escrever, mas queria escrever coisas de maneira tão lindas quanto o KAMIJO conseguia escrever, Miyu não tinha nada a ver com Agharrin.

Agharrin era para ser o vilão de um rapaz. Assim como em Zelda. Eu não tinha um plot certo, só sabia que Agharrin não era bom. Ele tinha uma aura sedutora e perversa. Era um deus em forma de vampiro que atormentaria a vida de alguém até que esse alguém desistisse de toda luz.

Não era esse um plano fixo, mas era a impressão que eu queria transmitir numa história de aventura.

Daí minha mãe (e posso dizer, sem querer ofender ou ser taxativa, mas - como sempre) deu um palpite de que queria algo com romance. Eu revirei meus olhos. Na época eu já sabia que todo santo filme tinha romance e não estava afim.

Mas eu sempre fui do tipo que quer agradar e acabei colocando.

Precisava de uma menina que eu não fosse ter ciúmes (meu eu da época era assim, e na verdade, você não deve mexer muito comigo ainda hoje *sapinho psicótico intensifies*) e que fosse ser digna de Agharrin de alguma maneira. Isso soa como spoiler, hahaha. Mas eu só podia escolher aquela que eu aceitava - eu mesma.

Escolhi a Miyu, uma outra OC.

Mudei para que não fosse tanto o meu eu ali. Lembro que ia mudar o cabelo, mas pensei bem e disse: "Bem, eu conheço cabelo cacheado porque o meu é assim, e nossa, toda santa história a moça tem cabelo liso! Eu quero uma com cabelo cacheado". E assim ficou. Não era eu ali, era, então, Minhrrat.

Nós amadurecemos juntas, de certa forma. Eu tinha medo de escrever coisas e que as pessoas a iriam julgar assim como eu tinha medo que me julgassem um pouco.

Perdemos esse medo juntas.

Talvez, na verdade, Minhrrat nunca tenha tido medo.

 

Não tenho mais o que falar nessa postagem enorme.

Essas coisas foram transcritas o melhor que pude.

Desejo que gostem, que odeiem, que se rebelem, que puxem os cabelos ou que chorem. Só que não ignorem. Isso é o pior.

 

Resolvi publicar agora por duas razões:

Pintei um quadro que me deu um enorme desejo de fazer uma capa. Fiz, o teste me agradou tanto que eu tinha que publicar.

Perdi um pouco da ilusão de ser publicada por editora. Eu nem cheguei a tentar muito por outras, mas eu sei no fundo que é difícil demais ser notado, como eu falei ali em cima. E sei também que coisas só veem na hora certa, e que elas preferem vir quando estamos lutando.

 

Tem um booktrailer:

 

Demorei uma eternidade fazendo isso. E amo essa música.

 

E aqui a capa.

first book cover.jpg

Link para compra AQUI.

Link para adicionar no Skoob AQUI.

 

Sinopse:

Minhrrat, uma garota de um vilarejo, deseja se tornar uma feiticeira. Diferente da filha de outros vilaneiros, ela não pode vender flores ou espantar galinhas: tem o cabelo branco e olhos amarelos, e isso é assustador.

Após uma fatalidade, com um vampiro em seu encalço, feiticeiras amigas e um silfo diminuto como confidente, Minhrrat buscará o lugar a que verdadeiramente pertence em seu mundo.

 

Passei por tantas motherfucking sinopses antes dessa que eu nem sei mais se está boa, se está ruim, se está uma merda ou se está maravilhosamente na medida certa. Só me lembro que essa foi a que não deu muito spoiler. Espero que seja a boa. Se você leu e tiver sugestão, honey, eu serei muito grata.

 

Agharrin é um vampiro de uma espécie diferente, própria e única do livro. Falar que ele é um "vampiro" apenas é quase uma ofensa para ele.

O universo do livro é um universo criado. É muita coisa pra explicar, mas se eu fosse pôr em palavras, é quase como se muitos dos reinos de fantasias que existem por aí afora pudessem ser englobados dentro desse universo. Não é prepotência, mas é um tipo de lógica ali dentro. Eu só não mexi com, sei lá, viagens no tempo ou coisas muito científicas porque não é minha área e eu iria fazer caca. Não mexi por enquanto, leia-se, por enquanto. O dia que der na telha eu faço algo. *voz do Cosmo OU SERÁ QUE NÃO?*

Agharrin não é embasado ou inspirado em absolutamente ninguém. Nem mesmo o KAMIJO, minha inspiração-mor para qualquer coisa que eu faça. Foi uma terrível coincidência apenas eles terem os olhos brancos parecidos. Eu nem sabia disso quando o criei.

E nos desenhos, de início, roubei o traço da sobrancelha do KAMIJO, mas é só isso. Não podem me acusar de mais nada num tribunal.

Isso significa que também não é inspirado em nenhum vampiro. Após conhecer a ideia de Dracula e algumas fraquezas de vampiros por uma história de vampiros infantil num livrinho de criança, eu sabia que gostava de vampiros, então o meu me veio dessa maneira. Mas não é inspiração direta de Dracula também, eu nem tinha visto filme ou lido o livro integralmente.

Não que seja ruim se inspirar. Outros personagens no decorrer do livros são inspirados, homenagens ou outras coisas.

 

Acho que é isso.

Cogitando mudar o nome do blog. Depois eu vejo direito.

 

Beijos, até a próxima. Eu fiquei meia hora redigindo isso aqui. Deus!

 

AAAAAAH, ESQUECI. MUITO OBRIGADA MESMO AOS AMIGOS QUE ME DISSERAM PALAVRAS DE APOIO E AMIZADE NO FACEBOOK, e ao vivo também. Sério, aquilo foi muito importante para mim. Sinto que tenho por perto as melhores pessoas que poderia ter.


EROTISMO e o fim da vida publicado!

por Laura SaintCroix, em 18.12.16

Bonjour! Cara, eu não sei nem por onde eu começo.

Publiquei algo na Amazon, finalmente.

O livro entrou num rankizinho fofo logo no primeiro dia.

Os amiguinho tudo compraram, me fazendo feliz pra caramba.

Estou procurando blogs pra divulgar o livro agora, meu estoque de óleo de peroba está acabando.

E ESTOU COM UMA IDEIA PRA UM LIVRETO NA CABEÇA, ESTÁ PULSANDO.

E É ANIVERSÁRIO DO SONO, AQUELE LINDO.

 

*respira*

 

Vou deixar aqui o link maroto pra Amazon BR (ainda não tenho tutano pra bancar lá fora, por ora).

E um link pro Wattpad com o conto Monólogo Fúnebre, que é o primeiro.

E A CAPA, QUE TEM UM MAMILO, PORQUE EU ADORO MAMILOS. E porque achei que, na capa, isso não daria gênero algum à obra.

 

~le capa~

cover_ERO2.jpg

 

A sinopse vou deixar também, por motivos de: facilidade.

 

O amor de um coveiro é tão grande em si que torna-se mudo, sendo capaz de vivê-lo somente às sombras, onde não pode ser visto.

A vilaneza de um guarda ruge e evanesce ao se apaixonar pelo prisioneiro inocente, e ao percebê-lo, o castigo já batia à porta.

A honradez de uma dama japonesa é posta à prova aos pés da luxúria; um mergulho numa essência ser-lhe-á mortal.

Monólogo Fúnebre, Margarida em flor, O vendedor de essências, Anjo Caído e outros contos. Histórias que respiram o suave erotismo do amor ou sua pesada luxúria, suas facetas, o desequilíbrio inerente à humanidade e os raros arroubos de alegria que a acometem.

 

 

A capa pro conto do Wattpad eu já postei aqui. O conto está nessa postagem também, se optarem por ler por aqui.

 

Aqui o link pra Amazon. Eu não preciso dizer que é erótico, né?

CLIQUE AQUI. *setinhas neon*