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Bienvenue Blog

O lugar secreto de escritos, artes, disparates, filosofias vãs, musicalidade de alma e merchan de segunda categoria.

EROTISMO e o fim da vida de capa nova

por Laura SaintCroix, em 17.05.17

Bonjouice ~

Esqueci de dizer que mudei a capa de um dos meus livros. É que agora tenho aquarelinhas para dar um ar mais profissional ao negócio. Profissional e simples, até. E antes que a Amazon visse que aquilo na capa era um mamilo.

 

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Acho que o esquema será esse a partir daqui. Uma cor crua que faça parte da paleta do desenho + um desenho e fontes que combinem, não necessariamente a mesma sempre.

Isso se eu não mudar de ideia, mas gosto dessa simplicidade, acho que não vou mudar não.

E rosas porque: rosas. [imaginem que é uma rosa]

 

Fora que recebi, esses tempos atrás, uma resenhinha maravilhosa na Amazon, assim, sem pedir. Tenho comigo que descobri quem fez, mas já agradeci na rede social azul e acho que a pessoa viu. Achei isso lindo, porque a pessoa também não me avisou.

 

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LINK BONITO PARA A COMPRA DO LIVRO: A Q U I.

Dois rapazes anteontem compraram esse livro expontaneamente, graças a uma terceira amiga que apresentou, e disseram que gostaram muito do primeiro conto que puderam ler. E ela, amiga, disse que leu tudo e que gostou.

Cara, feedback em palavras é tão imensamente gratificante!

Eu me sinto bem, vocês não têm nem ideia (ou têm haha).

Muito obrigada!

Vocês todinhos merecem: ad infinitum!


O que aprendi sobre aquarela esses dias

por Laura SaintCroix, em 15.04.17

Primeiramente, que eu sou meio lerdinha.

Segundamente, que eu estou morrendo de saudades de escrever!

Pintei aquarela quando ganhei, depois em tela uns tempos, depois fui para caneta nanquim e desenvolvi arte para o meu furuto ebook, fiz um booktrailer no photoshop, depois voltei para aquarela... O que significa que há meses não escrevo!

Fiz umas páginas entre um arroubo e outro, mas nada muito significativo em quantia.

 

Aprendi que papel de aquarela tem lado para pintar. Francamente, primeiro pensei que era gramatura que estava errada, depois que era a cor (diferença entre branco e creme), e agora descobri a verdade: eu não havia percebido que andava pegando as folhas ao avesso. Fui pesquisar por ter achado estranho a razão ser a cor. Então a verdade veio.

Eu não sou tão ruim em aquarela, eu sou só meio lenta e azarada. (O lado certo sempre tem umas ranhuras/ruguinhas a mais! e o avesso é mais liso, mesmo nas folhas lisas)

Aprendi combinações de cores que ficam legais e não enjoativas também. Aprendi a usar o roxo. Hoje, meu último achievement foi fazer o cabelo do Rin sem estragar tudo. Vitória.

Aprendi também que eu não curto muito a folha branca.

As cores da pele do Rin ficam bem mais legais no papel creme. E, agora estranhamente, o papel creme meio que não escurece com a água. O branco, sim. E isso atrapalha um pouco, ter que esperar secar. Ah, é claro, é que esses papéis não são os tão próprios, gramatura 150. Mas o creme não enruga quase nada, o branco enruga mais, mesmo a gramatura sendo a mesma. Acho que o pólen é naturalmente mais duro, sei lá.

 

Eu não tenho como - nem por quê - pedir aos meus pais um papel mais proprício, o preço não é agradável e meu ramo principal é a pintura em tela. Mesmo que eu esteja amando aquarela, a probabilidade de haver venda para isso aqui é mais baixa que tela, eu acho. Não vou oferecer esse serviço, tampouco.

Faço aquarela por pura troça e vontade. Quero aprender o maior número de pinturas que me for possível, eu também pinto em tecido, quero aprender a pintar em vidro um dia, e porcelana. São pinturas bem mais delicadas.

 

Mas há esse papel creme, e nas oportunidades que eu vejo ele à venda, eu pego. O preço é 12 à 14 ou 16, depende do humor do Extra. Agora já aprendi que o creme é mais agradável para pintura, para a minha pintura.

 

Aprendi também que o papel absorve o óleo da sua mão, e que se for o caso, deixa até sua impressão digital. Sim, meus desenhos são meus, sem dúvida, tenho prova disso.

 

Aquarela é uma coisa bem mágica. Upei algumas no meu Dev. :B

Desenhinho sem censura porque, né, é o meu blog.

Esse é meu preferido.

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Não sei o quanto vai durar esses arroubos, quero prosseguir, mas quero ideias. Ainda há o que eu queira realizar para mim (eu gosto de desenhar o Rin, na verdade isso é automático, mas estou com vontade de fazer o Sono).

 

As pequeninas aqui embaixo são feitas em papel branco.

 

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Acho que vou deixar o branco para grafites.

 

Beijinhos, té mais.


EROTISMO e o fim da vida publicado!

por Laura SaintCroix, em 18.12.16

Bonjour! Cara, eu não sei nem por onde eu começo.

Publiquei algo na Amazon, finalmente.

O livro entrou num rankizinho fofo logo no primeiro dia.

Os amiguinho tudo compraram, me fazendo feliz pra caramba.

Estou procurando blogs pra divulgar o livro agora, meu estoque de óleo de peroba está acabando.

E ESTOU COM UMA IDEIA PRA UM LIVRETO NA CABEÇA, ESTÁ PULSANDO.

E É ANIVERSÁRIO DO SONO, AQUELE LINDO.

 

*respira*

 

Vou deixar aqui o link maroto pra Amazon BR (ainda não tenho tutano pra bancar lá fora, por ora).

E um link pro Wattpad com o conto Monólogo Fúnebre, que é o primeiro.

E A CAPA, QUE TEM UM MAMILO, PORQUE EU ADORO MAMILOS. E porque achei que, na capa, isso não daria gênero algum à obra.

 

~le capa~

cover_ERO2.jpg

 

A sinopse vou deixar também, por motivos de: facilidade.

 

O amor de um coveiro é tão grande em si que torna-se mudo, sendo capaz de vivê-lo somente às sombras, onde não pode ser visto.

A vilaneza de um guarda ruge e evanesce ao se apaixonar pelo prisioneiro inocente, e ao percebê-lo, o castigo já batia à porta.

A honradez de uma dama japonesa é posta à prova aos pés da luxúria; um mergulho numa essência ser-lhe-á mortal.

Monólogo Fúnebre, Margarida em flor, O vendedor de essências, Anjo Caído e outros contos. Histórias que respiram o suave erotismo do amor ou sua pesada luxúria, suas facetas, o desequilíbrio inerente à humanidade e os raros arroubos de alegria que a acometem.

 

 

A capa pro conto do Wattpad eu já postei aqui. O conto está nessa postagem também, se optarem por ler por aqui.

 

Aqui o link pra Amazon. Eu não preciso dizer que é erótico, né?

CLIQUE AQUI. *setinhas neon*

 

 

 


Monólogo Fúnebre

por Laura SaintCroix, em 05.08.16

Eu esqueci de postar aqui meu conto de divulgação de escrita (quê?). Eu publiquei porque meus amigos estavam pedindo para conhecer a minha forma de escrever.

Fiquei imensamente feliz pela resposta das diversas pessoas que eu marquei e que leram, pois eu não esperava que, mesmo marcando, alguém se desse ao trabalho de ler. Eu gostei dessa consideração.

Então vou publicar aqui também, porque só faltou aqui. Links para ler e favoritar no Wattpad e nyah estão aquiaqui respectivamente. E aqui tem a postagem do Facebook onde eu postei o anúncio do conto, se quiserem ler o feedback. Meu perfil é público.

A história por trás do conto é que eu iria tentar a publicação numa antologia de contos de uma editora por aí, mas não gostei do contrato deles (yup, sou chata e superprotetora), então não enviei. Mas postei, já que tenho outros contos. Vou até escrever um hoje, porque estou na vibe.

É erótico suave, sem palavras chulas. E sim, eu sou melosa em primeira pessoa, gosto disso, de certa forma.

Separei os parágrafos porque o espaçamento da postagem é pequeno e fica tudo acumulado demais.

Obrigada por ler, desde já.

 

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Amava-a, e era como se seus olhos fossem o espelho do que havia de melhor em mim, inexistente em mim mesmo, mas tão bem criado no espelho de ilusões.

 

Ilusões azuis, pouco acastanhadas, negras. Como eram seus olhos, pele e cabelo.

 

O brilho do azul de quando mirava as rosas da catedral era sua alma, desbordando para as pétalas de la reine, a mais bela flor que há de nascer e ser criada. Transformava, vez ou outra, o rosado das mil pétalas em azul só com o olhar fulgurante; não sei se era só eu quem via esses detalhes.

 

Mas que pecador eu sou, por olhá-la sem ter a decência de entreabrir os lábios de despudor e dizer-lhe:

— Como são belas as flores que cuida com tanto carinho.

 

E que são belas como a mestra delas, e a mestra, bela como as pupilas, todas a encantar.

 

Só não consigo. Sou um incapaz. É infinitamente mais fácil cair de joelhos e amá-la daqui, amá-la de minha visão da janela, cada amanhecer, amá-la quando me deito e quando acordo.

 

Ela, minha Virgem Maria, à beleza e perfeição do que conheço de mais sagrado! Moldada à semelhança, ou paulatina equidade, ao que nascemos amando desde o ventre. Virgem Maria. Por ela, só por ela, é que eu conhecera a personificação do sagrado.

 

Eu não haveria de espantá-la com meus dizeres, nem com minha voz, nem com minha aparência, não. Mas com meu feio eu, impuro, que, servindo a Deus nesse local sagrado, sou indecente ao mundo, pois desfaço-me dos mortos do mundo. Não tão impuro quanto o coração do Monsieur de Paris, que, amaldiçoado e abandonado por Deus, ceifa a vida dos semelhantes, mas pútrido o bastante para ser o último a assistir o corpo que cai, que desce, a morte disfarçada por madeirames.

 

Sou como os mortos que observam do féretro sem luxo. Meus olhos são o negror que espia de lá, mas ao invés de contemplar o horror (que sou eu), contemplam Ècatherine.

 

É um nome atraente, aos moldes do que é seu corpo, velado pelos panos humildes do vestido, da chemise fina, quiçá puída e diáfana, mal mascarando a juventude arrebitada dos seios, tão doces.

 

Oh! Como não serão? Pequenos botões, alinhados, malemente pesados à mão, quentes, em pé de igualdade com as rosas que rega dia após dia, sol após sol, a menos que chova no solo seco. Pouco menos seco que eu. Que vontade de vê-los em riste ao meu primeiro toque, desabrochados.

 

Ela andou alguns passos curtos, recalcados. A pele das coxas (que, certamente, são feitas da mais quente porcelana) resvala uma na outra quando anda. Os quadris de Ècatherine são como se beijados por Deus.

 

Blasfêmia! O homem santo grita, minha consciência. Respondo com uma pergunta sem confiança: acaso os arcanjos vissem-me tremendo em sua admiração, ficando cada vez mais corado, lívido, com sangue, vida em seu amor, haveriam de me perdoar?

 

Um pobre como eu há de ser condenado por se desdobrar a esconder o próprio amor, contorcendo-se em ilusão? Isso é castigo por si só. A espada do executor não há de me chegar à vértebra por isso.

 

Ela conversa com alguém, outra moça.

 

Meus olhos são o fundo de um lago, e os dela, a beira do céu. Sentenciados a viver um contra o outro, distantes demais para se encontrarem além da admiração. Quem contempla o céu e o reflete sou eu, e o céu é apenas pintado em mil outros lagos e mares, muito maiores e mais profundos que eu. Os olhos dela, azuis, o céu. Minha deidade.

Meu fundo “eu” é a cova da morte do corpo, da lascívia, da paixão nauseabunda. Ao contrário do que disse, ela correria em desespero conforme minha proximidade. Meus dizeres são podres, minha voz é o gemido do que agoniza, minha aparência é o demônio da punição. O cabelo que tenho é puro sebo. A pele de meu pudendo é por demais salgada e fedorenta para ousar adentrá-la.

 

Quão bela não deve ser sua carne virginal? A cor, rubra, com raros tons mais escuros na comissura e mais claros nas bordas cintilantes. Ah! O orvalho, que seria apenas um sonho intangível para mim e meus dedos calejados; umedecer a aspereza deles, fazê-los deslizar... Até em minha boca ressequida.

 

A tez vil que possuo, que cobre a alma que tem cheiro de humor de doenças, é grossa, de uma vida escarpada e torpe. Quem me dera fazê-la soltar seu gentil sumo! Talvez apenas em olhar para mim. A fealdade em mim é demasiada, e demasiada é minha maldade.

 

O sangue que viria dela me seria sagrado! Pudera eu bebê-lo; seria imortal por seu amor. O mais vermelho e intenso, de um portal para sua alma, benquerendo a entrada de seu amor mais casto. Eu a despiria, a sentaria em meu colo após inúmeras carícias e a deixaria escorrer ali, com alguns delicados espasmos de moça…

 

Que sequer despida seria pecadora. Não. Arde-me só de pensar. Entre suas pernas com textura de maçãs, a porta ao Paraíso para o pecador que sou, que tudo isso pensa, mas não é corajoso para falar-lhe.

 

Tornar-me santo pelo seu amor não me cabe; eu mal conseguiria afagar seu cabelo de ébano, trilhas infinitas de obsidianas brilhantes.

 

Então, que eu esteja vivo para enterrar seu corpo, minha amada Ècatherine. Peço ao Salvador dos homens que esteja vivo, e que depois de morto, eu possa vislumbra-la antes do sono eterno, para ver sua boca de pétala sorrir para mim ao menos uma vez, diretamente.

 

Ela virou-se para perto das cruzes do mausoléu, e deve ter visto um vulto assombroso de um amor de fantasia.