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Bienvenue Blog

O lugar secreto de escritos, artes, disparates, filosofias vãs, musicalidade de alma e merchan de segunda categoria.

Bonjourrrrr~

Dividi a resenha em dois [dã] porque eu fiz a de ontem/anteontem no meio do livro, literalmente, sem lê-lo todo. Acabei hoje, no mercado, e vou dizer em detalhes o que não gostei e o que gostei, como ontem.

Lembrando: tem spoiler sim sim sim senhor.

Recapitulada na capa:

cover.jpg

Onde eu tinha parado, Andy, o protagonista, estava prestes a começar uma viagem porque surgiu um motivo de guerra entre os reinos. Sem muitos detalhes, já que você pode ler depois, as pessoas têm um Pacto que é explicado bem melhor pro final do livro, falo disso adiante, e esse Pacto não permite de jeito algum que as pessoas façam pólvora. A populaça não sabe o que são armas de fogo, praticamente. Isso um dia ajudou a destruir o mundo (lembrando que é uma história pós-apocalíptica), então é isso, sem armas de fogo.

 

Pontos que eu não gostei nessa parte não são muitos, bem menos que a primeira parte da resenha. O livro engata um ritmo bom, sem reclamações quanto a isso. A minha reclamação/queixa/whatever também pode ser considerada um ponto positivo se essa foi a intenção: QUE ÓDIO DA ROSE. Ponto. Apesar de isso significar que eu estava imersa na história, eu preciso me queixar em algum lugar e esse lugar é o meu blog onde as pessoas podem ficar com raiva junto comigo e receber spoiler: MEU DEUS DO CÉU, SE VOCÊ NÃO GOSTA DELE, NÃO PRECISA SER GROSSA, NÃO MALTRATE O ANDY *protege o bebê precioso*.

Aquela história da maldição mostrada abruptamente no enredo é emendado com esse "desprezo" dela. Isso foi abordado nas entrelinhas, já que o leitor faria essa ligação sozinho. Não é dito claramente quase vez nenhuma "ela o odeia por isso", mas a gente entende isso.

Mas meu motivo de raiva da personagem, e de não engoli-la por isso, é: ENTÃO NÃO FICA DE PUTARIA COM OUTRO, CÁSPITA.

Cê tem quinze anos, pirralha. O cara só falta se jogar de um penhasco por você, e tu fica de fricote com outro. Não goste dele, tudo bem, mas é de uma vilaneza terrível ofender ele, ser grosseira e ainda ficar de putaria com outro. Por mais que não goste de um, acho que ter sinceridade é mais legal.

Eu não a vi ser sincera uma única vez no livro todo. Sincera com o Andy, sem ser dando chilique. Cada vez que ela afastava ele dela eu tinha vontade de tacar o celular no chão e dar na cara dela. "Fala que não depende do seu sentimento, fala que não gosta dele, fala qualquer coisa, fala que quer umas férias, cara, mas não faz dessas, não precisa falar que tem nojo e ficar dando uma de fria EU VOU DAR NA SUA CARA"

 

*respira*

 

Mas pra ficar de putaria com outro, fica. Fora que, pra alguém que estuda, e essa crítica pode ir pra área de construção da personagem, ela quase não é mostrada fazendo isso. Ela teria menos tempo e cabeça de dar chilique se estivesse com a cara nos livros. *sapinho de desprezo*

A parte que entendo do sentimento dela e tive pena é o fato de que ela não sabe o que está acontecendo consigo, e é como se fosse um sentimento externo de repúdio. Dá pra notar exatamente isso nas cenas do final, na última vez que a madame sai correndo.

Não gosto de você e só por uma ação muito fofa da sua parte eu vou te perdoar. Eu ainda tô pistola.

 

Mudando o foco. Não vi nenhuma mudança abrupta ou informação dada de repente.

Confesso que o ritmo lento que o começo do livro e as descrições imersivas nos lugares fizeram com que o que acontece no final da trama seja impactante. Em nenhum momento no começo nós sentimos a vida de Andy ou das outras pessoas ameaçadas, daí de repente PÁ. Não vou falar qual o pá, fiquem curiosos nessa.

Esse contraste foi benéfico ao livro.

 

Já entrando mais nas coisas boas, sem ordem cronológica porque sou péssima nisso: a delicadeza com que a Natureza é exaltada fica em você. Como eu posso explicar... hoje de manhã eu estava olhando os brotos de uma árvore que tinha sido podada aqui em casa e me lembrei do livro, e do quanto a Natureza  é bonita, mesmo vendo esse tipo de coisa todo dia, porque onde moro é assim, tem bastante verde. Eu simplesmente pensei "Meu Deus, eu não conseguiria, ou muito dificilmente viveria, em um lugar onde não pudesse ver uma árvore ou alguns beija-flores". Então é um ponto super-positivo. Eu adoro quando um livro me deixa com essa impressão.

 

Os lugares pelos quais Andy viaja são lindos, com uma excessão, que é explicada no livro, mas os tecidos e coisas coloridas... Depois do banho, quando eu tinha lido o dia inteiro, eu senti como se eu mesma tivesse passado o dia viajando. No meu próprio livro tenho algumas viagens assim, e desejei intimamente que qualquer um que leia o que eu escrevi possa se sentir bem, ou tendo viajado, do jeito que eu me senti ao ler esses trechos.

Só espero que nenhuma ninfa roube sua cueca.

 

Isso dá margem às cenas engraçadas, porque teve. Eu me vi gargalhando numa delas, mas vocês vão ter que ler, eu realmente não quero estragar a surpresa.

 

Sobre vilões: SATANÁS. É sério, eu dei risada quando vi, mas isso é bastante plausível, no decorrer. Eu ri porque meu eu de cinco anos lembrou da Dona Clotilde chamando o cachorro dela, HAHAHAHA. É sério, tem uma cena com o mago vilão e Satanás que é uma das melhores do livro. Satanás é um jovem adulto quando o relógio desperta e ele faz cara azeda.

 

Andy no resto do livro se mostrou o que se propunha a ser desde o início, uma pessoa gentil. De modo que achei, ou confirmei, que a cena dos cadáveres na parte um da resenha destoou mais ainda, pela linha de pensamento dele. Foi essa a impressão. Ele, nos finais, se preocupava sempre e sempre mais com os outros. Achei lindo ele se lembrar de uma pessoa a qual ele tinha causado problemas, mesmo que sem querer, e até chorou por ela.

Foi essa característica que me fez gostar dele do meio pro final, além de ter achado uma gracinha quando criança, mas na fase adulta, temos que ter algo pra gostar na continuidade da história. Algo pelo qual idenfiticamos o personagem.

Por isso que eu quis dar na cara da Rose, não magoa esse coraçãozinho lindo, sua insensível.

 

Os Elementais não apareceram muito mais, mesmo. Talvez eu particularmente tenha dado uma importância que não era o caso, ou talvez e quase certamente isso vá ser tratado no segundo livro.

 

Tem vampiros. Tem provavelmente um vampiro charmoso chamado Jade, ele deve ser vampiro. O filho da puta, com todo respeito, tem só uma cena, mas eu fiquei curiosíssima porque vampiros são meu ponto fraco.

Teve um vampiro que atacou Andy, mas se deu mal porque o cara era bruxo, hahahaha. Bem feito.

Tem ciganos, mas dizer mais que isso é surpresa.

 

As pontas soltas foram sendo preenchidas de maneira bastante natural e dentro do tempo, como as explicações para o Pacto, a importância da pólvora, detalhes subentendidos da maldição, detalhes sobre os vampiros e sobre o que eles planejam (mesmo que isso fique mais pra próxima vez)... Ah, e o fato de ele ser pró-ativo acabou ficando bem natural. Daí já não sei se foi porque acostumei com ele ser workahollic ou não.

 

Uma das coisas mais bem construídas, ao fim, foram as relações familiares, tanto de Andy com o avô quanto Andy e a Rose, mesmo que no segundo caso fosse somente unilateral. As cartas de amor dele. Onde que a pessoa arranja tanto elogio.

Rose era pra estar a mulher mais feliz do mundo. Cacete.

 

*ainda inconformada*

 

A religião do livro seguiu uma diretriz que não se contradisse em ponto algum, e no final do livro teve um tipo de festival parecido com o Dia de Los Muertos, ou foi o que me lembrou, e adivinhem: eu li isso nos feriados de 02 e 03 de novembro, dia dos mortos. Eu estava conversando com a autora e ela quem reparou nisso, eu fiquei: MEU DEUS DO CÉU!

Se eu tivesse planejado, isso jamais iria acontecer.

 

A conclusão é que: valeu a pena sim. Apesar do início lento que pode "fazer a gente desistir", do meio pro fim as coisas engatam e tudo se torna bastante curioso. É como viver numa era dessas mesmo.

Estou com um vácuo de "que que eu leio agora!?", já que terminei em uma semana.

Talvez eu dê um tempo, já que preciso fazer outras coisas, e quando pego pra ler algo, eu realmente fico grudada. hahaha

 

Espero que tenham gostado da resenha.

A nota em sapinhos psicóticos, de 1 a 5, é:

Seria ruim dar 3 porque teve partes, principalmente a ambientação e os diálogos, que me fizeram gostar muito (e as partes engraçadas, sério).

5 não, pois não foi perfeito, o início do livro realmente pode afastar, eu não estou contando a Rose, eu juro.

Acho isso justo. Eu tenho que odiar muito um livro para dar um único sapo. Esse seria o caso d'A Chama e a Flor, que não lembro a autora, com romantização de estupro que eu não consegui nem continuar lendo.

Mas esse foi uma ótima experiência. Andy, foi um prazer conhecê-lo.

Novamente, para comprar o livro impresso e o artbook, é só enviar um e-mail para a autora: marinagimenes@gmail.com

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Bye bye.

Bonjourrrrr.

Resenha de livro nacional hoje, como há muuuuuito tempo não lia nada, senti de pegar esse livro no iBooks bonitinho.

Capa:

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*sussurra* eu gosto do efeito de couro na capa *sussurra*

Sinopse: O Feiticeiro é uma saga de ficção fantástica que acompanhará a vida de Andy Mideline, nativo da pequena aldeia de Ecklacia que se descobre portador de poderes inimagináveis. 
 
Sua história se passa no Continente de Elion, cenário de uma Terra pós-apocalíptica onde a Natureza triunfou sobre a humanidade.
Humanidade que, outrora quase extinta, acabara de se encontrar, enfim, em um período de calmaria depois da longa tormenta. Reorganizada, se multiplicou e voltou a formar reinos cada vez maiores, com reis cada vez mais ambiciosos e inclinados a cometer os mesmos erros do passado.
 
O Estrangeiro é o primeiro volume dessa jornada em busca do equilíbrio entre a Natureza e o Espírito, entre o Poder e o Dever, entre a coroa e os pés descalços.

 

A autora é uma amiga, uma ilustradora muito competente e que eu estava bastante ansiosa de saber como escrevia. Então como estava com saudades de ler... Vamos lá! *sapinho psicótico intensifies*

O livro até a metade, na presente anotação, se desenvolve bastante lentamente. Vou publicar por partes, então é isso.
Tem spoilers, sabem disso. Eu nunca poupo spoiler pelo sentido de que: lê quem quer. E tem gente que só pega um livro pra ler ao saber de spoilers. Eu, muitas vezes, sou assim.
Andy é o protagonista que fala com fadas assim como o pai (falo mais das fadas embaixo). E é isso o que até agora me incomodou. Para quê? Metade do livro e as fadas não se mostram úteis para nada.
Eu não vou mudar minhas palavras e com certeza vou colar na íntegra minhas impressões na segunda parte.
Na íntegra se eu tiver alguma surpresa.
Até agora seguiu o rumo que eu esperava, aldeão que descobre que é príncipe. É um clichê que eu não ligo que sigam, até eu faço isso (até eu como se eu fosse grandes coisa, hahahaha. Eu nem conto a quantia de clichê que uso, porque simplesmente não estou nem aí). Eu sempre gosto das renovações que são feitas nesse tipo de história quando se segue um clichê.


Infelizmente muitos pontos me incomodaram de maneira negativa (repetindo, até agora): não encontro motivo para Andy ser O Escolhido além de ser um rapaz gentil, mas aí, no gentil, um contrasenso: ele matou uma pessoa e fez morrer outra, mesmo sem querer, e por medo, mas a razão foi bastante boba dentro do enredo, e quando ele se levantou do estado de choque, quis cuidar primeiro de si. Um rapaz gentil não me parece realmente agir assim. Falando por mim e meu próprio protagonista ao se levantar, tomaria a culpa para si inconsequente e humanamente e daria aos mortos seus enterros. Isso é, na minha construção de personagens, que difere da dela. Não sei se é proposital ou não, pode ser a esse ponto. Pode ser que de alguma forma o mocinho seja a encarnação medonha do vilão e esse sentimento aflore às vezes. Mas para um príncipe bonzinho, achei-o egoísta e frio para com a morte.


Outro ponto antecessor a esse é a proatividade do príncipe. Ele tomou as rédeas do castelo com dezessete anos e, pior, isso lhe foi permitido. Uma pessoa que nunca presenciou guerras, que nunca viu alguém morrer diante de si que não fosse uma morte natural. Alguém que não saberia as consequências de sua "estratégia" militar ao vivo, se falhasse, deixarem-no tomar conta desse tipo de decisão e isso dar certo deve ser o que chamam de "protagonismo", ou eu estou sendo muito crítica e talvez um pouco cruel. Mas eu já me desculpo, eu não estaria prestando tanto atenção ou lendo prontamente se não fosse o livro de alguém importante pra mim.


O cliché de ele se apaixonar pela noiva desconhecida é perdoável e fofo, eu gostei disso.


E para com alguém que está sendo gentil, a menina de seus quinze anos teme bastante. Mas essa foi a parte mais humana dali, é certo ela temer, mesmo que na cabeça dela ela tenha alguém (um personagem que só me causou antipatia até agora), ela ter medo de se entregar a um estranho é bastante compreensível. Eu também "perdoo" a cabeça de Andy, ele está acostumado e a história é de teor medieval, mas achei uma falha ele não notar isso para o jovem gentil que ele se propõe a ser. A cena de núpcias é bem escrita (eu vou dizer mais sobre à frente), e quando eu digo "erro" aqui, eu digo um erro bom, um erro do personagem e não da escritora e da narrativa. Ele errou como um humano erra e se mostrou humano. Aqui eu fico indecisa se ele ser "frio" quanto à matar complementa essa característica aqui ou simplesmente destoa. Eu me incomodei com a primeira, da morte, mas essa segunda soou como um garoto imaturo faria. Então está okay.


O ponto mais recente do qual não gostei é a "desculpa" para a repugnância da princesa, como se seus sentimentos de fato não lhe pertencessem genuinamente (ou foi a impressão que tive). Mas não apenas isso, isso foi o de menos, mas o fato de que a profecia e o medo da velhinha (sim, tem uma velhinha simpática, falo dela depois) foi revelado de repente. Nada tinha sido mencionado além de Andy ser O Escolhido. Nada. De repente, ele é amaldiçoado e nunca poderá ser amado. O modo como a poção foi feita e para quem foi dada eu deixo a encargo de lerem, mas eu dei risada. É uma poção inusitada, mas que tem sentido.
As únicas vezes em que o nome do que provavelmente é o vilão foi mencionado foi pelo pai quando eram crianças e agora, nessa profecia. Com a diferença de umas 180 páginas, por aí. Isso dá um gosto de que nada vai acontecer.

Parece que aconteceu bastante coisa se lermos assim, a críticas tecidas, mas não é a impressão que eu tenho. Como escritora, eu teria feito isso em cem páginas, talvez menos, ou posto mais detalhes de coisas diversas porque sou dessas.

Agora vou dizer o que eu gostei.


Eu gostei muito da escrita da autora, por mais que não goste da alternância entre verbos no presente e no passado e falta do pretérito perfeito (que são coisas opcionais nessa narrativa, então é bem pessoal). O modo que ela narra os sentimentos é bastante sensível a quem lê, e faz poucas analogias, e quando as faz, achei-as certeiras. A descrição de rios, castelos, mobílias, vestidos, comidas, tudo muito encantado, mas sem exagero ou palavras difíceis demais. É ótimo para entendermos, e melhor ainda para nos sentirmos em casa.
Fiquei muito, muito feliz e muito impressionada, e nada entediada, com a descrição da aldeia inicial e do método como viviam os aldeões. Eu me senti em casa e quis ir trabalhar com eles de pés descalços e livres.
A coisa com o caixeiro-viajante, puxa! Eu adoraria ver um desses. De verdade. Barganhar coisas com ele, talvez desenhar algumas coisas pra ele.
Foram detalhes muito bem construídos.
Adoro os diálogos bem feitos também, não vi nada que não condissesse com a idade das personagens ou suas personalidades.
Adorei o Poler, um dos personagens paternos muito carinhoso e interessante.
A personagem velhinha é realmente um amor, eu adoro velhinhas. Eu também tenho uma velhinha no meu livro, velhas são fofas. Velhas sábias são ainda mais.
Andy... Andy, a puberdade faz milagres! O cara simplesmente espichou, hahahaha. Eu gostei dele, principalmente criança. Ele olhando o furacão com tanta emoção e a tempestade e o raio! Foi a puxada mística para o livro que mais me chamou atenção. A descrição de tudo isso é bastante imersiva e eu gostei muito.

Fiquei curiosíssima com uma pequena narrativa no início do livro, um livro de terror sobre tigres brancos e Morte Branca. É o personagem que mais chama atenção em quem acompanha a escritora, hahahaha. Não sei, mas não acho que vá ser abordado nesse livro, talvez seja uma ligação para chamar outro, como um spin-off próprio. Mas gostei disso.

 

E sobre as fadas (que no livro são chamados Elementais) que disse que falaria: elas são descritas com muita distinção, bem pouco, eu tenho quase certeza que é um mistério a ser abordado mais à frente, quando tivermos quase esquecido dele. Tem insetos e seres pequenininhos, se querem me pegar pela perna e me fazer gostar de um livro é colocar seres pequenininhos e insetos (foi o que aconteceu). Eu adoro besouros.

 

Sobre algo de última hora: a religião/crenças dentro do livro são muito interessantes também, eu não conheço muito de religiões nem daqui, mas me pareceu uma reimaginação de umas religiões daqui. De toda forma, achei criativo e combinou muito com o universo criado.

Essa foi a resenha da primeira parte. Daqui uns dias vem a segunda. Porque, caras, eu li isso num dia. Vou ler mais hoje a noite, provavelmente 300 páginas num dia. Quando eu pego pra ler algo, eu leio, hahaha.

 

Beijos. Ainda não vou distribuir sapinhos porque não acabou.

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CASTRATO [カストラート]

por Laura SaintCroix, em 19.05.17

Bonjour!

Que na verdade é noite, mas e daí.

Ouvi finalmente o single do KAMIJO, Castrato, e vou dizer o que achei de cada música. É naquele esquema, não sou profissional e escrevo com base no sentimento transmitido. Ponto. Não vou fazer como fiz com o Matenrou porque é noite e eu não posso ligar o som alto. E apesar de ter gostado da experiência, eu acho que prefiro me habituar a música antes de falar sobre ela, para ter melhor assimilação. Não é uma resenha de primeiras impressões, é só uma resenha.

 

Castrato

A faixa título, que espera-se ser a grande faixa. E obviamente não dá para se decepcionar com o KAMIJO estando por trás disso, hahaha. A música é em Inglês, o clipe é como um filme, a sonoridade é a trilha sonora de um filme de vampiros. É impressionante! De início eu achei que em Inglês iria me incomodar, mas sabe o que é? EU AMEI O SOTAQUE DO KAMIJO. Sério, o acento dele e o modo de pronúncia estão tão interessantes e gostosos de ouvir que me deu o maior orgulho. Quero guardar o KAMIJO num potinho chamado "meu coração". A única coisa que me incomodou, e estou sendo sincera, é que em dado momento da música há uma mulher narrando. Eu não iria me importar se fosse uma intro, mas é no meio da música, interrompendo o fluxo. E a voz dela não é muito agradável também...

A letra da música continua a história de Louis, e agora, ao que vi, introduz a personagem de uma mulher, se entendi bem. Eu não sei a história a fundo porque me parece que é contada juntamente com panfletos de shows, e eu não os tenho. Mas a letra é incrível, eu decorei o refrão, hahaha. "Why don't you embrace me? Beauty is all you've got. My Art is history. Guiding you to amazing days. True presence comes to you. When you make up your future. Someone like me would light up your way. Cause they sang in Castrato." Eu não tenho palavras para o quanto essa música vai ficar na tua cabeça, hahaha. Para Descendentes da Rosa é uma música maravilhosa, que mesmo o KAMIJO tendo muitos anos de carreira, é uma coisa bem diferente.

 

-361-

ESSA MÚSICA LEMBRA TANTO NEW SODMY. Eu pensei que era só eu até conversar com minha amiga e ela comentar comigo "Nossa, me lembrou New Sodmy". É uma música aceleradinha, acho que a faixa que me lembra ela é algo entre Thirteen's in the beauty e Catwalk. E para ser sincera eu amei fortemente, hahaha. Adoro New Sodmy.

 

Battle of the tower -16-

Não sei qual foi a do KAMIJO com números nesse CD, hahaha. Essa faixa é a trilha sonora para um jogo lançado no Nihon, mas não lembro o nome. É a faixa de um dos trechos do jogo. Essa já me lembra, não no som em si, mas o fato de ser uma OST que soa "perseguição", então é como as OST de Ascendead Master e aqueles CDs de OST de Vampire Stories: Brothers. Ouçam logo, é claro que vão gostar. lol

 

E é isso. Vou dar:

Isso porque estou com dó de diminuir um pela interrupção daquela voz narrando.

E porque eu editei, para mim, uma versão de Castrato sem aquela voz. Utilizei as faixas off-vocal do CD, hahaha. Ficou um brinco.

Se alguém quiser essa faixa sem a narração, apenas com o instrumental de fundo naquela parte, entra em contato comigo.

Não vou upar para todo mundo, acho isso... Isso pesa na minha consciência, e ela já é bem pesada por cada coisa que não consigo apoiar verdadeiramente (com money). Isso porque sou uma artista independente (indie), sei o quanto faz falta o apoio, mesmo que seja um artista maravilhoso já em alta.

Mas ele tem o meu amor.

 

Bonne nuit!

Imagem para a postagem, e espero que os servidores do sapo não encham tão cedo.

KAMI_17_ERO_WEB_07_02 - Copia.png

 


about PANTHEON -PART 1-

por Laura SaintCroix, em 12.04.17

Estou ouvindo o album novo do Matenrou Opera. Já ouvi uma vez no carro, a primeira, mas minha mommy () estava conversando comigo, e depois outras pessoas.

Estou ouvindo uma segunda vez e vou escrever o que acho de cada uma na íntegra.

 

Pantheon.

É a música mais nostálgica que já vi. Heróica, trágica, esperançosa, nostálgica. Tudo isso. Terminei a prévia de mãos trêmulas. E ela inteira é sublime, no patamar de Kassai. A emoção que o Sono passa na voz é espetacular (isso não é nenhuma novidade para quem é fã do Matenrou, quando ele quer fazer a gente chorar ele faz).

 

Curse of Blood.

É a faixa mais pesada do álbum, se me lembro bem. Ele grita pacas (não aqueles berros guturais, mas tom alto). Tem picos, e o "aaaahhhh ahhh curse of blood" fica na sua cabeça. E tem um coro atrás dos meninos mesmo, que parecem guerreiros, algo assim. lol

É fantasiosa. Bem Matenrou.

(três, porque ela é muito curtinha, tipo Dolce, maravilhosa e curta; e porque poderia ser mais marcante ainda, mesmo que o "eh oh curse of blood fique na cabeça)

 

Icarus.

O que dizer dessa, cara? Vão ouvir essa obra de arte e abandonem essa humilde resenha. Essa ganha só pela intro. Arranjos lindos+Sono=perfection.

(kanpai!)

 

Mammon Will Not Die.

A letra dessa deve ser bem significativa. Pelo nome. Ela é pesada nos arranjos, digo, tem bastante grave. No refrão adquire um arzinho de aventura, mas continua acelerada como no começo. Os caras sabem variar as músicas, dentro dela mesma. E pfvr, solo de teclado. Ela tem uma impressão de corrida, corrida, corrida.

 

Excalibur.

PURA AVENTURA. Próxima.

Brincadeira. É acelerada também, mas essa mantém o tom de aventura/ingresso numa jornada a música inteira. Aquele ar de "você não pode perder daquele seu inimigo" ou "faça como você aprendeu". E claro, Sono+tons altos=amor. Daí tem uns sons eletrônicos que fazem você duvidar de você estar ouvindo power metal sinfônico pelo tom de aventura, lol. Não é bem, faltou os coros para ser do "gênero", mas sei lá, não precisa, hahahaha. O ritmo do refrão pode ficar na cabeça. E eu desafio vocês a conseguirem cantar essa no tom do Sono. Guitarra aqui é bem legal, aliás, mas eu acabo me impressionando mais com o teclado.

 

Rokujin ni shinro wo tore.

A mais alegrinha. Acelerada também, mas faz você ficar com vontade de pular, não de correr. :')

O "oh oh" vai ficar na sua cabeça, ficou na minha só nas prévias. Novamente, arranjos diferentões, guitarra "ininterrupta". Podem ver que não sou boa resenhando, desculpem.

(quatro porque o oh oh vai ficar na cabeça, mas o resto é difícil de aprender e você via ficar só no oh oh o dia inteiro)

 

Symposion.

Faixa instrumental pro Sono ter descanso no meio dos shows, hahahaha. Lindíssima, super diferente e boa. Uma mistura de teclado, sons eletrônicos, algo que parece flauta, e a guitarra/baixo/bateria combinam com isso. Digo combinam porque já vi arranjos que meio que parece que não encaixa uma coisa noutra, mas não é esse o caso.

 

Nan-dome ka no prologue.

Ele faz tanto charme pra cantar o início dessa música que vai levar cinco sapinhos psicóticos só por isso.

A música? Ela é uma das mais marcantes do álbum, exatamente por não ser pesada como as outras. O refrão pega, vou estar cantarolando isso assim que aprender, porque o ritmo é solto, leve, ao tempo que quando para, é uma música nostálgica. Eu não sei como esses caras fazem isso. Ah, solinho de teclado=amor.

 

Shine On.

É puro amor, eu amo demais, já amei quando ela saiu naquele single. Música natalina cheia de esperança e brilho, uma pequena luz para quem ouve, como se nos tornássemos capazes de algo bom um pouquinho por vez (?).

 

Tomarun janee.

O nome fala por si, aceleradíssima, com adrenalina a mil. E tons altos e uma fala imperativa como em Kumo no Ito. Ela me lembrou a impressão daquela, não o ritmo/letra. É bem diferente. Na verdade não tem músicas iguais nesse álbum. Em nenhum outro.

(eu não estou sendo boazinha, tá linda, diferente, mas também poderia ser mais marcante de algum modo, é que nem aquela "RUSH". Você vai acabar adorando ela depois)

 

Nota final:

Obviamente . Mas vou apontar os """""defeitos""""", pra falar que eu não sou puxa-saco. Esperava uma mais lenta, como em Eien no Blue, Designer Baby. Esse álbum está como Justice, as músicas são bem diferentes umas das outras, mas não são todas que vão pegar todo mundo de primeira. Nem todas são uma Helios da vida. As que fizeram isso, para mim, foram Pantheon e a Nan-dome ka prologue. Mais Pantheon. Assim como Phoenix. As faixas título/que têm PV são sempre sublimes. Ouvi duas vezes o álbum, então isso são intrinsecamente primeiras impressões. Eu não sou boa com resenhas, vocês já sabem, eu descrevo por sentimentos, sou pouco técnica. Pior ainda fazendo as coisas no "ato" da coisa, com a música tocando. Mas fiz isso por questão de não perder as impressões, espero não ter acabado por perdê-las justamente por não conseguir descrevê-las.

Estou com a cabeça cansada, e a que mais ouvi foi a prévia de Pantheon, então ela é o que me fica em mente. Porém, ao ouvir as outras, você sai cantarolando se ela for a última, elas são muito peculiares, gosto do Matenrou por isso. A maioria é questão de decorar/habituar com o ritmo, e habituar não quer dizer começar a gostar de algo que não era bom, creio que às vezes você só não está pronto para aquela música ainda, e um álbum inteiro é uma carga de informações alta para o cérebro assimilar as melodias numa única ouvida. Eu demorei um ano inteiro a gostar e ouvir AVALON decentemente, e cara, é um dos álbuns mais lindos deles. Eu não estava pronta para a beleza daquilo. Esse álbum pode estar como ele, mais ainda até que como Justice, porque nesse aqui ele esculacha (no bom sentido) no high tone vibratto, como ele havia dito, hahaha.

Claramente, Sono e cia só fazem música para eles mesmos performarem, porque pra alcançar aquelas notas, meu chegado, o cara tem que ter fibra, sem baixar a nota para se adequar a própria voz.

 

Agora minhas desculpinhas: eu não estudo/estudei música, não sei termos técnicos, pode haver coisa errada, então peço que não me cobrem algo profissional, porque sou amadora. E amador quer dizer que ama, independente do profissionalismo da resenha. Eu amo Matenrou Opera.

 

Agora, Matenrou... Sono, façam uma só de pianinho/arranjo com a voz. Isso é a coisa mais linda que há.

 

Espero que tenham curtido.

Bonjour!

Estou com vontade de pintar mais rosas, e na verdade, de pintar um quadro pequeno para deixar na minha mesa. Um quadro em específico. Eu tive uma ideia ontem, hoje saiu uma foto nova e agora a ideia se multiplicou em duas e eu quero pintar duas pessoas. Para mim, para minha mesa.

Mas não tenho o tamanho de tela ideal.

Quero coisinhas pequeninas e quadradinhas, como porta retratos.

Vou ver com a minha véia se ela descola uma ida a um lugar e comprar tela assim da próxima vez que formos à cidade.

 

Hoje saiu dois PVs do Matenrou Opera, de Phoenix e Pantheon. Phoenix já estava gravado, provavelmente, e eles estão muito bonitos, eu adorei aquelas roupas. Espero que com o PV inteiro, apareça mais as cores. E o Sono andando na floresta é interessante.

O PV de Pantheon foi o que eu mais gostei, música nova. Eles estão incríveis, completamente de preto.

Pffff, EU AMEI. A M E I.

Terminei a prévia e as minhas mãos estavam tremendo. A música foi nostálgica como se eu já conhecesse.

 

E isso me lembra que eu estou devendo uma review de Lineage. Não é exatamente review, talvez outro dia eu seja mais objetiva.

Vou falar da música Lineage em si, que foi minha preferida. E olha que as outras estão lindas também, Marionette é minha segunda preferida, Inheritence tem seu quê de especial. Shadow Fang é praticamente um tema para o Cloud, a letra é todinha ele. La Musique é uma ode à beleza. A Day Without You foi a menos chamativa, faltou um quê nela para ser tão lembrada, apesar de tudo.

Mas Lineage me pegou porque é perfeita. Ela pode ser o que representa Versailles, o poder, soberania de uma banda de estética perfeita. E parece um tema de jogo épico, eu me senti jogando Symphony of The Night, HAHAHA. A letra é todinha o Rin, a personalidade dele e a história, eu acho que o KAMIJO hackeou meu pc e pegou minha história para ler, porque mesmo se fosse baseado não descreveria tão bem e tão intimamente.

Então eu amei. Ela entrou no podium de Love from a Dead Orchestra e God Palace para mim. Ela entrou em primeiro lugar.

 

La Musique preciso citar o finalzinho com o KAMIJO se superando cada vez mais na voz, o homem é imparável.

Que orgulho. Ele é meu orgulho.

 

Então Versailles e Matenrou Opera merecem:

Cinco sapinhos psicóticos.

Depois:

Cinco coraçõeszinhos!

 

Na verdade mais, até.

Sempre mais.

 

Já eu, estou sentindo evoluir de nível nas pinturas. Cara, foi tão gostoso pintar sem se preocupar em preencher 100% a tela com grossas camadas de tinta. Acho que na realidade, os pintores não estão muito aí para preenchimento. A estética é o que deve contar. Sem regras.

 

Evoluindo meu "aestheticism" com o KAMIJO. Rosas devem ser o caminho.

Foto da minha pintura. Me sigam no insta, tá ali do lado. -->

 

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Eu só não falo "nem parece coisa minha" porque tem rosa, deve parecer um pouco comigo.

Beijitos.