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Bienvenue Blog

Maresia de inspirações, disparates, aventuras, desabafos, misturas. Aquarelo por aí também. Mantendo a alma livre o mais que posso.

Eu estou muito no pique de escrever no blog, que milagre, hahaha. Bonjour!

O post passado foi uma série de percepções pessoais acerca de aprender a pintar.

 

Nada definitivo, se existe algo nesse mundo, isso é que nada é definitivo mesmo, hahaha. O desafio às percepções constante é ótimo.

 

Vim aqui falar de mim e fazer um aparte sobre Yoshitaka Amano e o que aprendi com ele e Gustav Klimt.

A primeira vez que ouvi (li) o nome do Amano foi pelo KAMIIJO. (NOVIDADE! ÁGUA MOLHADA!)

Ele disse que gostava e queria ter ido a uma exibição que teve no Japão, mas que não pôde ir.

Eu, xereta, fui ver quem era, claro. Falei um ligeiro "Uau!" pras obras dele e pronto.

Daí comecei a de fato jogar Final Fantasy por motivos de: joguinho de celular, e me deparei de novo com as ilustras dele, claro. Mas não fui atrás.

 

Ilustra vai, ilustra vem, abracei meu lado "desenha mangá, filha da puta, é o que você quer" e comecei a treinar desenhar a caneta, direto.

Fiz uma arte do Vincent Valentine e uma amiga disse que parecia inspirado nas obras do Amano. Eu fiquei "hmmmm, esse é o..." e fui buscar de novo, porque sou péssima de memória. Ah, sim, o cara que o KAMIJO gosta das ilustrações. Guardei o nome.

 

Eu sempre tive vontade de pintar em aquarela, um dia desses minha mãe viu meus olhinhos brilhando enquanto eu via alguns videos e quando fomos na loja comprar não lembro o quê, eu perguntei de aquarela, só pra saber dos preços, e a velha comprou pra mimi, hahaha. Eu fiquei "omg minha mãe é a melhor", claro.

Daí comecei a pintar, toda felizinha. Procurei algumas pessoas que também pintassem aquarela, e até mesmo o Amano, olhei algumas coisas. Mas nunca fiquei com isso fixado na cabeça, nem dele, nem de qualquer outro artista. Talvez um pouco do amarelo do Klimt, vai.

Pintei umas coisas e o segundo que fiz eu mostrei em um grupo de arte no Facebook. Não me lembro bem, mas umas quatro ou cinco pessoas disseram "nossa, lembra as artes do Yoshitaka Amano".

Eu fiquei "EEEEH?" bem de anime mesmo. Imaginem o Luffy aqui falando "Heeee, hontoka?"

Não tinha levado as coisas ditas antes muito a sério, daí com essas pessoas eu fiquei pensativa. Será que parecia mesmo? hahaha

 

Então comecei a estudar o jeito dele de fazer as coisas, e por increça que parível, ele foi quem mais me ajudou numa coisa inédita, não foi nem na aquarela, nem nas cores, foi a anatomia e composição de cenário. Eu tinha um traço muito preso, muito temeroso de errar e sair das normas. E olhando as artes do Amano, eu fiquei "eu posso treinar com isso", e eu nunca amei tanto meus desenhos quanto agora, desenhando livremente, sem me preocupar em acertar. E sabe o que é mais legal? A anatomia não está errada (não algo que se diga "nossa, que errado"). Não deixei de treinar, adoro os rascunhos do Da Vinci com cavalos para treinar também.

 

E com o Klimt, li um artigos sobre ele, que ele rascunhava em grafite o que ia pintar antes de transpôr à tela. Eu vi que eu estava errando muito as cores no que eu desejava, justamente por não visualizar bem o que eu queria. E rascunhar é exatamente isso.

 

E não posso deixar de mencionar o canal do Crás Conversa, do Thiago, onde eu aprendi que passar a lineart em caneta, ou mesmo quando você transpõe um rascunho para uma folha, seu trabalho não acabou, sabe? Eu entendi isso tão profundamente que era o que eu estava precisando. Entender o porquê de o rascunho muitas vezes sair tão legal e você transpôr ele e a coisa perder a magia. É porque você faz a transposição de maneira muito robótica, procurando acertar e perdendo a naturalidade.

Foi balsâmico entender isso, que você precisa soltar a mão também na hora de passar a limpo.

Um amigo pediu nos comentários o link para o vídeo do Crás, e ei-lo aqui: [AQUI]

Foi a maneira que eu entendi o video, aliás, então acho que ele é aberto a interpretações diversas.

 

Bom, o conjunto dessas inspirações e resoluções me fizeram abraçar meu cerne (beijos, Guardiões) e gostar do que eu faço e até querer trabalhar com isso.

 

Hoje em dia eu tenho pastinha de inspiração com algumas obras do Amano, algumas do Klimt, algumas obras aleatórias. Uma amiga disse que se lembrou de Marc Chagall e eu também guardei coisas dele.

 

É aquilo de olhar para fora para enxergar melhor o que está dentro de nós.

Obrigada pro pessoal que diz que algo meu se parece com o do Amano. Eu ainda não acredito em vocês, mas amo vocês mesmo assim, hahaha.

E não é ofensa de maneira alguma. (Digo isso porque o pessoal acha que ser comparado a outro artista é uma ofensa à sua originalidade.) Eu não acho. Comparem sim, comparem um monte com outros artistas, eu adoro estar unida a essa galera. E no caso do Amano, isso é um lisonjeio sem tamanho pra mim, já que fiquei fã dele depois de tudo isso.

Comparar com pessoas reais e outros personagens já são outros quinhentos, embora eu não me importe particularmente, entendo os outros se importarem.

 

Nada disso deixa de ser culpa do KAMIJO, mas eu dou um desconto porque também é culpa de Final Fantasy.

 

E ainda hoje acho que aquela arte do Vincent que eu fiz, e que minha amiga achou semelhante ou que lembrava do Amano, era o meu jeito de fazer o cabelo do personagem, que eu tentei imitar e aprender com o jeito que faziam o cabelo do Kusuriuri-san no anime de Mononoke.

 

O tiro nunca saiu tão pela culatra.

457940.jpg

Se algum dia estiverem na dúvida sobre qual presente me dar, me deem um artbook dele. Eu não tenho nenhum.

Sabiam que eu um dia cismei que o nome do Klimt era Ernest? Volta e meia eu falo errado na minha voz mental.

 

Beijos e espero que meu falatório sirva de algo algum dia além de esvaziar minha cabeça.

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