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Bienvenue Blog

Maresia de inspirações, disparates, aventuras, desabafos, misturas. Aquarelo por aí também. Mantendo a alma livre o mais que posso.

Dawn of a new day

por Laura SaintCroix, em 04.01.18

Tenho noventa e nove por cento de certeza que já usei essa frase nalgum título, mas e daí, haha.

Bonjour.

O ano passou e outro se iniciou e só agora parei de comer coisas de fim de ano e estou voltando minha circulação sanguínia ao normal.

 

Não estou me sentindo nostálgica o bastante para filosofar, acho que exagerei brincando em algo com um amigo e me sinto meio "será que foi um exagero e eu podia brincar assim?", mas na maior parte do tempo isso é meu eu ansioso achando que pisou na bola. Tanto que é a primeira coisa que precisei escrever ligeiro antes de mais nada.

 

Antes de acabar de me abrir num local online que é tão liberto, legível e solitário, quase mais fechado que tendo um cadeado. As camadas de desinteresse são mais pesadas e sufocantes que ferro.

 

Mas oh, eu estou me sentindo tão bem com o que ando pintando em aquarela que sou capaz de ignorar isso.

Pintei fogo pela segunda vez. A primeira vez foi no último dia do ano. A segunda, no primeiro. Foi meu momento de teste, de transição e evolução, do tipo "agora você faz dessa forma", como um modo de me dizer que não vou errar ou regredir daquela maneira nunca mais.

 

Mas nunca é tempo de mais, ou tempo que não existe.

 

Posso errar e não vou me recriminar por isso. Mas também acredito que não vou mais errar assim se seguir minhas resoluções próprias para pintar da maneira que o resultado vá me agradar.

 

Estou pensando em fazer um livrinho para crianças e eu deveria na verdade estar escrevendo ou rascunhando isso, mas estou aqui me abrindo para o nada.

 

Também há uma seleção de contos LBGT pra uma antologia repentina e eu estou interessada em escrever algo para.

 

Aquele negócio do Vianco furou, não vou mais participar. Dá pra ler em três ou quatro postagens atrás o quanto eu estava empolgada e o quanto isso morreu.

 

E o quanto não está fazendo diferença, já que estou focada em outras coisas.

 

Sobre minhas resoluções de ano novo:

- Fazer um artbook de Agharrin, ou ao menos iniciar um, o que é mais provável. Já iniciei, a primeira ilustração do primeiro capítulo está feita.

- Trabalhar com encomendas de aquarela. Bem, estou fazendo um livreto de ilustração infantil justamente para um portfólio útil.

 

E é. Poucas resoluções, é, mas possíveis. E intimamente, vou tentar me controlar e ser menos o eu escandaloso e que acaba falando demais ao se empolgar. Não quero fazer brincadeiras bobas, mesmo que isso talvez me torne estranha. Eu não gosto de exagerar, isso fica na minha cabeça depois. Você podia ter falado diferente, assim pegou mal. Vai parecer outra coisa. Está sendo inconveniente. Coisas assim. Acontece com pessoas que eu quero que me achem uma pessoa amiga. Com estranhos também, mas mais essas pessoas.

E eu quero mudar um pouco isso. Uma regra pequena de "quando tiver dúvida, não dê o passo", como quando eu aprendi a dirigir. Sem dúvida, sem medo. Só franqueza e um bom instinto que sempre me alerta (depois ou antes disso está meu guardião).

 

Falando em guardião, reprisei duas vezes A Origem dos Guardiões esse fim de ano. Como eu amo esse desenho.

Fico estranhamente emocionada quando o Jack está tentando brincar com a irmã enquanto na verdade ele sabe que um dos dois pode morrer.

Fico mais emocionada ainda quando o Jamie consegue vê-lo e ele se sente "acreditado" a primeira vez.

Eu não sei o porquê.

 

Esse desenho me ajudou a achar o meu "cerne" na ilustração, de não me preocupar com o que os outros iam achar, apenas o que eu gosto de fazer e arrisco a dizer que nasci para isso. Meus traços, linhas tremidas, por vezes. Um pouco, ou muito, mangá. Aprendendo aos poucos sombra e luz cada vez melhores. Deus me ajude. Meu cerne é fazer até achar a beleza no que faço.

 

Exerço o auto perdão na minha própria cabeça para me convencer que tudo é impressão minha e que não, as pessoas não vão me detestar só por isso, porque eu não sou o centro do mundo. Aprendi isso em House, ou com a minha mãe, minha cabeça não é boa. Você não é o umbigo do mundo para tudo ser culpa sua. Você é só uma pessoa que no máximo tem culpa pelas próprias cagadas, não pelo que os outros vão sentir na maior parte do tempo.

 

É muito bom mergulhar em mim mesma e enxergar essa miríade de "o que está acontecendo?" até contar e conectar os pontinhos. Só para descobrir depois que eu sou péssima em matemática e que está tudo errado.

 

Para encerrar, minha resolução é ser alguém mais prudente, acomedido, paciente e que desenha cada dia melhor para o bem da beleza do mundo, mesmo que seja só o mundinho do meu coração.

 

fireee.jpg

Foto do Sebby, não é scan. Tenho o scan já, e descobri inclusive como scannear sem as sombras das texturas ficarem visíveis. As da foto é a cor espalhada pela textura, diferente de aparecer a sombra da textura em si. É um spoilerzinho de leve do primeiro capítulo do primeiro livro, mas não tem problema.

 

Usei algumas referências para a cor, ou para o jeitão que eu queria minha ilustração. Ela não é quadrada exatamente, é uma A5, só que tirei foto quadrada porque: ????????

Saiu bem melhor que eu havia concebido.

 

Preciso comprar máscara para aquarela.

Graças a Deus também vendemos bem esse fim de ano. Mommy e eu trabalhamos com Natura, e cara, é bastante gostoso lidar com as pessoas. Será que já posso dizer que tenho experiência em venda direta? hahaha