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Bienvenue Blog

Maresia de inspirações, disparates, aventuras, desabafos, misturas. Aquarelo por aí também. Mantendo a alma livre o mais que posso.

Dor de cabeça e felicidade?

por Laura SaintCroix, em 16.01.18

bonjourrrrrrr

Sou tão habituada a cumprimentar com "bonjour" que eu acho que não sou eu mesma se não fizer isso.

E tem de ser online. Eu raramente falo "bonjour" de fato.

 

Minha mãe sempre diz que "a gente se habitua com tudo" e é a mais pura verdade. Acho que isso é um tipo de resiliência, você se habituar com uma merda até que isso se esvai e você nem percebe.

 

Tenho tido dores de cabeça e acho que se isso não for energia, é falta de beber água. Porque eu me esqueço de levantar e ir tomar um copo d'água. Eu tomo mais água quando estou escrevendo.

 

Nesses tempos eu tenho pintado aquarela, bastante, e me descoberto e desvendado. Desvendado o meu cerne. E desvendado por mim mesma as "bases" da arte. Eu tenho uma maneira estranha de aprender, as coisas não se encaixam em mim até eu mesma vivenciar isso. Eu via todo mundo estudando os famigerados valores (uma imagem em preto e branco) e eu ficava "mas por quê?", e até que entendi. É o contraste, o quanto o preto se encaixa sutilmente no branco para dar uma imagem harmoniosa ao resultado. Eu entendi isso "por mim mesma" ao observar meus resultados falhos e me perguntar o que eu não havia gostado neles. Essa cor e outra cor não ficaram bem juntas, a imagem não ficou centralizada, não havia harmonia de um elemento e outro. Fora o fato de eu pintar rápido demais algumas coisas porque fico ansiosa e com pressa de fazer, mas é algo mais que pressa, é uma necessidade de resultado e de sentir que estou fazendo algo. Eu paro e me analiso e vejo que isso volta e meia domina minha mente ao ponto de eu não conseguir sentar e ver um filme sem ficar analisando e puxando ideias feito louca.

Não é uma ansiedade boa porque oitenta por cento das vezes em que isso ocorre é porque eu quero provar a mim mesma que posso. Os outros vinte por cento é quando eu de fato quero pôr uma ideia em prática, e essa é uma ansiedade boa, por assim dizer. Os resultados dessas vezes costumam ser bons, mas há uma diferença entre esses vinte por cento e os oitenta. Nos vinte, eu consigo sentar e ver um filme, e posso ir fazer minha ideia depois com a mesma animação. Nos oitenta, não, eu preciso ir. Eu preciso ir como se fosse perder um trem e não dar atenção a mais nada. Sair me irritaria.

Novamente, mas, eu estou melhorando isso ao estudar meu próprio comportamento. Ontem eu me senti assim e fiz de propósito tentar praticar a tal ideia na minha mente. E dito e feito, eu a visualizei de um jeito e saiu de outro porque fiz com um pouco de pressa. Mas como eu estava já "pronta" para isso, eu não me decepcionei ou irritei com o resultado, porque então eu aproveitei e fiz outras experiências artísticas nisso, hahaha. Misturei óleo, acrílico, e só não incrementei decoupage porque eu não tenho a cola (e nem papéis bons).

 

Hoje, ou amanhã, não sei, vou experimentar fazer uma outra ideia para um fanart do Sono. A luz e a sombra estão tão bonitas aqui dentro.

 

Com o tempo de escrita da postagem, agora estou com azia.

 

Acho que vou transformar esse blog num centro de autoajuda para pintores de aquarela se descobrindo.

Preciso mencionar minha pequena crise criativa em que eu não conseguia me surpreender com minha escrita, e eu não ria verdadeiramente do que escrevia. Justamente por me lembrar do que escrevia. Já que eu já tinha lido o meu próprio livro quase onze vezes num curto período. Se torna maçante, mas é comigo. Então isso é uma ilusão, não é? Eu sei o quanto me diverti lendo e escrevendo isso. E um dia isso volta, porque me esqueço das coisas e as redescubro com alegria depois.

Isso já passou, só precisava mencionar o jeito de o meu cérebro processar as coisas.

Esses acontecimentos devem estar em algum lugar na ansiedade sobre as aquarelas também, mas é bem menor, sabe, porque não há o fator de gastar material. Eu só gasto no mínimo um pouco de energia elétrica, haha.

 

Um amigo acabou de revisar um livreto infanto-juvenil e eu estou bem feliz de ele ter gostado. Isso me lembra que eu vou ter que reescrever uma coisa que nem eu mesma lembrei pra dar a resposta a ele.

Por isso, tenham revisores, crianças.

 

Hoje vai ser um daqueles dias em que eu quero fazer várias coisas, várias ideias, continuar meu livro principal, pintar aquarela praquele fanart, pintar aquarela para meu livro infantil sobre corruíras (yep, eu tenho isso agora, e está ficando tão lindinho), pintar uma aquarela para o KAMIJO porque eu quero, pintar uma aquarela para o artbook de Agharrin, revisar o livro e consertar os erros, fazer uma aquarela divertida para a capa desse livro... E passar raiva com Castlevania antigo, mas esse está por último, sério, aquilo não é de Deus.

Ah, e ficar sentada vendo anime.

Viram quantas coisas? Quantas ideias? E eu tenho vontade de fazer todas, e nenhuma. Vontade de Schrödinger.

Ah, eu tenho muitas coisas a compartilhar agora, mas vou só gravar uma postagem automática. Escrever no blog tem sido uma das vontades, e a mais fácil de concretizar.

Não perca na próxima postagem uma lista de percepções criativas acerca da pintura.

 

Cara da postagem:

the_virgine_027.jpg

Yoshitaka Amano.

É de um dos artbooks de mulheres, virgens se não me engano, ou posso estar falando groselha.

Inté a próxima. Onde eu falarei mais e mais acerca disso tudo.