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Bienvenue Blog

Maresia de inspirações, disparates, aventuras, desabafos, misturas. Aquarelo por aí também. Mantendo a alma livre o mais que posso.

Mais um bla bla bla

por Laura SaintCroix, em 18.12.17

Segunda postagem de hoje.

Esses dias eu fiz um quadro e outra vez me estressei ao ponto de quase chorar. E agradeci profundamente minha mãe de me aconselhar com as palavras certas. É quando o navio se perde e precisamos de alguém mais forte no timão. Aos poucos estou aprendendo a ser esse alguém eu mesma.

 

O negócio é que me sinto mais forte no dia de hoje, sem querer enganar a mim mesma.

 

E me sinto super, mega, ultra ansiosa com uma coisa.

Explico:

Eu nem ia participar disso, na real. Um seminário com um escritor nacional, André Vianco. Li um único livro dele e não gostei muito da escrita, não por nada que fosse verdadeiramente ruim, eu só gosto de coisas mais longas, descritivas. E achei ele meio seco nisso. Coisa pessoal. A história fluiu bem, era Os Sete, aliás. Livro de vampiro, obvious. Ganhei de aniversário uns anos atrás.

 

A proposta é a seguinte: uma série de aulas online e em seguida um concurso de como montar um book proposal (uma proposta apresentando seu livro). Eles querem séries, livrões, tijolinhos.

 

Eu assinei essa Vivendo de Inventar uns meses atrás e nem acompanhava, porque mandavam muitos e-mails e eu fiquei triggered. Daí um amigo veio me dizer sobre isso, pela proposta de ajuda em montar um book proposal. Só as aulas ao vivo em si seriam ótimas, já, mas daí veio o melhor: ele dará a chance de apresentar quatro escolhidos a grandes editoras. Não é garantia de aceitação, mas é algo.

 

E eu tenho sete livros escritos de Agharrin. Meu receio, insegurança, ansiedade, seja lá a mistura que isso for, reside em me perguntar: "Será que o que escrevo já não está o que eles chamam de saturado?", ou pior, "Será que a história em si é forte?".

 

Nos chats, meu amigo, amiga e eu demos muita risada em privado. Vianco é um cara muito legal de ouvir e conversar. Ele é até extrovertido e mudou totalmente a visão de pré-julgamento que tínhamos, pelo menos nós. Ele sabe muito bem a teoria das coisas. Explica sem pestanejar e não perdoa de dizer o que está ou não saturado, e falou até de editoras vanity press, gráficas picaretas, etc. Isso foi a melhor parte.

 

Eu não consigo deixar de me perguntar isso por um ponto: pela primeira vez na vida quero muito ingressar em algo para ser apresentado. Eu desisti bem fácil de editoras grandes porque a maioria que pesquisei não aceitava original. O telefone sempre toca de lá pra cá e você precisa de um público razoável. E eu não consigo muito público nem no Wattpad. Eu não sei encher o saco das pessoas com o famigerado "VOCÊ TERIA UM TEMPO PARA LER A MINHA HISTÓRIA?"

 

Mas dessa vez estou um pouco doki doki waku waku. Acabei de mandar uma mensagenzinha para o KAMIJO no LINE, onde ele disse que ia responder algumas perguntas. Eu não perguntei nada, só agradeci e comentei sobre essas coisas, e sobre termos que ir em frente, e sobre o quanto ele é importante. E ele retribuiu com um Arigatou fofinho. To meio boba por isso. É.

 

Meu segundo ponto é: eu estou enxergando certo a minha história? Eu amo essa bagaça. O meu amor basta para que outros amem isso? Sabe, ainda tem uma chamazinha dentro de mim falando "vai lá, você ainda pode viver de escrever" *insira aqui o final da entrevista com o Draccon*. A gente sempre quer isso de alguma forma. Quero estar na linha da confiança sem arrogância e sem me achar um lixo. Ah, não, lixo. Eu jamais usaria essa palavra para o que eu escrevo, eu amo escrever. Tenho que ligar o modo crítico sem exagero para não acabar com tudo. E onde é que achamos o equilíbrio para o não exagero? Estudando, simple like that.

 

A chave é só continuar e aprender. É isso o que eu quero.

Eu só fico meio "assim" porque eu sou uma pessoa instintiva nesse aspecto (isso inclusive foi abordado no webnário e foi muito interessante). Eu aprendo olhando o que outros fazem e no fundo tenho o meu senso estético (????) de sempre, o que me guiou quando eu comecei a fazer aquelas montagens de imagens mil anos atrás, e depois a fazer capas, edições de imagens. Eu faço isso desde que aprendi a usar um computador. Gosto bastante das minhas capas, aliás.

 

De vez em quando eu sou meio Luffy, por instinto. Mas mesmo esse macaquinho aprendeu e treinou. Tenho que ser mais como ele na confiança das habilidades. É que chega uma hora na aventura que só o instinto não aguenta. Ele ainda estará lá sempre para te salvar, mas não pode ser seu único navegador. Velho, sabem o pai do Flint do Tá Chovendo Hambúguer com as metáforas de pescador? Eu uso metáfora de pirata.

 

Cara da postagem:

TREJ-53XzXI.jpg

Watching the world burning