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Bienvenue Blog

Maresia de inspirações, disparates, aventuras, desabafos, misturas. Aquarelo por aí também. Mantendo a alma livre o mais que posso.

Bonjourrrrr~

Dividi a resenha em dois [dã] porque eu fiz a de ontem/anteontem no meio do livro, literalmente, sem lê-lo todo. Acabei hoje, no mercado, e vou dizer em detalhes o que não gostei e o que gostei, como ontem.

Lembrando: tem spoiler sim sim sim senhor.

Recapitulada na capa:

cover.jpg

Onde eu tinha parado, Andy, o protagonista, estava prestes a começar uma viagem porque surgiu um motivo de guerra entre os reinos. Sem muitos detalhes, já que você pode ler depois, as pessoas têm um Pacto que é explicado bem melhor pro final do livro, falo disso adiante, e esse Pacto não permite de jeito algum que as pessoas façam pólvora. A populaça não sabe o que são armas de fogo, praticamente. Isso um dia ajudou a destruir o mundo (lembrando que é uma história pós-apocalíptica), então é isso, sem armas de fogo.

 

Pontos que eu não gostei nessa parte não são muitos, bem menos que a primeira parte da resenha. O livro engata um ritmo bom, sem reclamações quanto a isso. A minha reclamação/queixa/whatever também pode ser considerada um ponto positivo se essa foi a intenção: QUE ÓDIO DA ROSE. Ponto. Apesar de isso significar que eu estava imersa na história, eu preciso me queixar em algum lugar e esse lugar é o meu blog onde as pessoas podem ficar com raiva junto comigo e receber spoiler: MEU DEUS DO CÉU, SE VOCÊ NÃO GOSTA DELE, NÃO PRECISA SER GROSSA, NÃO MALTRATE O ANDY *protege o bebê precioso*.

Aquela história da maldição mostrada abruptamente no enredo é emendado com esse "desprezo" dela. Isso foi abordado nas entrelinhas, já que o leitor faria essa ligação sozinho. Não é dito claramente quase vez nenhuma "ela o odeia por isso", mas a gente entende isso.

Mas meu motivo de raiva da personagem, e de não engoli-la por isso, é: ENTÃO NÃO FICA DE PUTARIA COM OUTRO, CÁSPITA.

Cê tem quinze anos, pirralha. O cara só falta se jogar de um penhasco por você, e tu fica de fricote com outro. Não goste dele, tudo bem, mas é de uma vilaneza terrível ofender ele, ser grosseira e ainda ficar de putaria com outro. Por mais que não goste de um, acho que ter sinceridade é mais legal.

Eu não a vi ser sincera uma única vez no livro todo. Sincera com o Andy, sem ser dando chilique. Cada vez que ela afastava ele dela eu tinha vontade de tacar o celular no chão e dar na cara dela. "Fala que não depende do seu sentimento, fala que não gosta dele, fala qualquer coisa, fala que quer umas férias, cara, mas não faz dessas, não precisa falar que tem nojo e ficar dando uma de fria EU VOU DAR NA SUA CARA"

 

*respira*

 

Mas pra ficar de putaria com outro, fica. Fora que, pra alguém que estuda, e essa crítica pode ir pra área de construção da personagem, ela quase não é mostrada fazendo isso. Ela teria menos tempo e cabeça de dar chilique se estivesse com a cara nos livros. *sapinho de desprezo*

A parte que entendo do sentimento dela e tive pena é o fato de que ela não sabe o que está acontecendo consigo, e é como se fosse um sentimento externo de repúdio. Dá pra notar exatamente isso nas cenas do final, na última vez que a madame sai correndo.

Não gosto de você e só por uma ação muito fofa da sua parte eu vou te perdoar. Eu ainda tô pistola.

 

Mudando o foco. Não vi nenhuma mudança abrupta ou informação dada de repente.

Confesso que o ritmo lento que o começo do livro e as descrições imersivas nos lugares fizeram com que o que acontece no final da trama seja impactante. Em nenhum momento no começo nós sentimos a vida de Andy ou das outras pessoas ameaçadas, daí de repente PÁ. Não vou falar qual o pá, fiquem curiosos nessa.

Esse contraste foi benéfico ao livro.

 

Já entrando mais nas coisas boas, sem ordem cronológica porque sou péssima nisso: a delicadeza com que a Natureza é exaltada fica em você. Como eu posso explicar... hoje de manhã eu estava olhando os brotos de uma árvore que tinha sido podada aqui em casa e me lembrei do livro, e do quanto a Natureza  é bonita, mesmo vendo esse tipo de coisa todo dia, porque onde moro é assim, tem bastante verde. Eu simplesmente pensei "Meu Deus, eu não conseguiria, ou muito dificilmente viveria, em um lugar onde não pudesse ver uma árvore ou alguns beija-flores". Então é um ponto super-positivo. Eu adoro quando um livro me deixa com essa impressão.

 

Os lugares pelos quais Andy viaja são lindos, com uma excessão, que é explicada no livro, mas os tecidos e coisas coloridas... Depois do banho, quando eu tinha lido o dia inteiro, eu senti como se eu mesma tivesse passado o dia viajando. No meu próprio livro tenho algumas viagens assim, e desejei intimamente que qualquer um que leia o que eu escrevi possa se sentir bem, ou tendo viajado, do jeito que eu me senti ao ler esses trechos.

Só espero que nenhuma ninfa roube sua cueca.

 

Isso dá margem às cenas engraçadas, porque teve. Eu me vi gargalhando numa delas, mas vocês vão ter que ler, eu realmente não quero estragar a surpresa.

 

Sobre vilões: SATANÁS. É sério, eu dei risada quando vi, mas isso é bastante plausível, no decorrer. Eu ri porque meu eu de cinco anos lembrou da Dona Clotilde chamando o cachorro dela, HAHAHAHA. É sério, tem uma cena com o mago vilão e Satanás que é uma das melhores do livro. Satanás é um jovem adulto quando o relógio desperta e ele faz cara azeda.

 

Andy no resto do livro se mostrou o que se propunha a ser desde o início, uma pessoa gentil. De modo que achei, ou confirmei, que a cena dos cadáveres na parte um da resenha destoou mais ainda, pela linha de pensamento dele. Foi essa a impressão. Ele, nos finais, se preocupava sempre e sempre mais com os outros. Achei lindo ele se lembrar de uma pessoa a qual ele tinha causado problemas, mesmo que sem querer, e até chorou por ela.

Foi essa característica que me fez gostar dele do meio pro final, além de ter achado uma gracinha quando criança, mas na fase adulta, temos que ter algo pra gostar na continuidade da história. Algo pelo qual idenfiticamos o personagem.

Por isso que eu quis dar na cara da Rose, não magoa esse coraçãozinho lindo, sua insensível.

 

Os Elementais não apareceram muito mais, mesmo. Talvez eu particularmente tenha dado uma importância que não era o caso, ou talvez e quase certamente isso vá ser tratado no segundo livro.

 

Tem vampiros. Tem provavelmente um vampiro charmoso chamado Jade, ele deve ser vampiro. O filho da puta, com todo respeito, tem só uma cena, mas eu fiquei curiosíssima porque vampiros são meu ponto fraco.

Teve um vampiro que atacou Andy, mas se deu mal porque o cara era bruxo, hahahaha. Bem feito.

Tem ciganos, mas dizer mais que isso é surpresa.

 

As pontas soltas foram sendo preenchidas de maneira bastante natural e dentro do tempo, como as explicações para o Pacto, a importância da pólvora, detalhes subentendidos da maldição, detalhes sobre os vampiros e sobre o que eles planejam (mesmo que isso fique mais pra próxima vez)... Ah, e o fato de ele ser pró-ativo acabou ficando bem natural. Daí já não sei se foi porque acostumei com ele ser workahollic ou não.

 

Uma das coisas mais bem construídas, ao fim, foram as relações familiares, tanto de Andy com o avô quanto Andy e a Rose, mesmo que no segundo caso fosse somente unilateral. As cartas de amor dele. Onde que a pessoa arranja tanto elogio.

Rose era pra estar a mulher mais feliz do mundo. Cacete.

 

*ainda inconformada*

 

A religião do livro seguiu uma diretriz que não se contradisse em ponto algum, e no final do livro teve um tipo de festival parecido com o Dia de Los Muertos, ou foi o que me lembrou, e adivinhem: eu li isso nos feriados de 02 e 03 de novembro, dia dos mortos. Eu estava conversando com a autora e ela quem reparou nisso, eu fiquei: MEU DEUS DO CÉU!

Se eu tivesse planejado, isso jamais iria acontecer.

 

A conclusão é que: valeu a pena sim. Apesar do início lento que pode "fazer a gente desistir", do meio pro fim as coisas engatam e tudo se torna bastante curioso. É como viver numa era dessas mesmo.

Estou com um vácuo de "que que eu leio agora!?", já que terminei em uma semana.

Talvez eu dê um tempo, já que preciso fazer outras coisas, e quando pego pra ler algo, eu realmente fico grudada. hahaha

 

Espero que tenham gostado da resenha.

A nota em sapinhos psicóticos, de 1 a 5, é:

Seria ruim dar 3 porque teve partes, principalmente a ambientação e os diálogos, que me fizeram gostar muito (e as partes engraçadas, sério).

5 não, pois não foi perfeito, o início do livro realmente pode afastar, eu não estou contando a Rose, eu juro.

Acho isso justo. Eu tenho que odiar muito um livro para dar um único sapo. Esse seria o caso d'A Chama e a Flor, que não lembro a autora, com romantização de estupro que eu não consegui nem continuar lendo.

Mas esse foi uma ótima experiência. Andy, foi um prazer conhecê-lo.

Novamente, para comprar o livro impresso e o artbook, é só enviar um e-mail para a autora: marinagimenes@gmail.com

Link para o livro em e-book na Amazon: AQUI!

 

Bye bye.