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Bienvenue Blog

Maresia de inspirações, disparates, aventuras, desabafos, misturas. Aquarelo por aí também. Mantendo a alma livre o mais que posso.

Bonjourrrr

Hoje estou feliz e toda doki doki waku waku porque minha mãe cortou meu cabelo para diminuir a "quantia" e eu estou me sentindo mais leve. Eu tenho muito cabelo, a quantia que eu tenho deve dar pra umas três pessoas tranquilo. E isso sem deixar de estar longo, então estou feliz.

Eu fico feliz bem fácil. Hahahaha

Outra que vou iniciar a resenha do outro livro que ganhei , do mesmo amigo da última resenha, mas hoje é só o início porque tem muitos contos, e eu quero estrinchar cada um deles. **sapinho psicótico intensifies**

 

First above all, faço essas resenhas descontraídas porque gosto, não tenho comprometimento com regras, editoras, parcerias, nothing. Eu dou spoilers, leia por conta. Eu mesma gosto de ler com spoilers algumas coisas, exceto quando sei que algo será legal dentro de uma franquia que eu já sigo. Têm muitas resenhas por aí afora que não falam spoilers, então eu faço uma diferenciada, beleza? Beleza. E é legal ler a opinião de outra pessoa quando você mesmo já leu esse livro.

 

Mas quem sou eu, tadãdadã, eu sou escritora e ilustradora indie.

"Não, Laura, não é isso, quem é tu para estar metendo o pau no trabalho alheio."

Ah, tá, esse eu. Aprendi com um amigo que a gente nunca perde em fazer um marketing em postagens aleatórias, hahaha. Esse livro do Tratado tem um bocado de autores nele, e eu vou nomeá-los, porque, afinal, estão no livro, não acho justo pôr só o nome dos contos sendo que eles têm autoria.

Porventura, seu conto será criticado aqui na resenha, criticado entre aspas, resenhado, eu não faço críticas. Nem sou estudada pra isso, ou curto tanto algo ao ponto de me tornar especialista. Longe disso, bem longe.

Então, se você quiser saber como eu escrevo (e ajudar a dar um up nas visualizações do meu wattpad, que é a verdadeira intenção, eu sou cara de pau), deixo o link de um conto erótico AQUI e um conto de mistério AQUI. Gratuitos. O segundo é mistério/sobrenatural, acho, mas não tenho lá muita certeza. Eu costumo só escrever e depois ver o que é.

Além de ter visualização, que eu estou mais brincando , é que vocês possam ter um direito de resposta, algo do tipo. Não é justo eu sair falando do conto alheio e ninguém ver o meu, é?

Sejamos honrados. [[pessoa que fala como samurai, de novo]]

 

Ah, eu não conheço os autores, acho que apenas três ou quatro deles estão no meu facebook. Yasu e Claudia são com quem já falei, os outros acho que não me lembro nem de conhecer ou conversar. Portanto, resenhas imparciais, como sempre. Não estou falando dos autores aqui, só dos contos e, no máximo, a forma de escrever. Ponto.

 

A partir daí vocês decidem se vão confiar no que eu estou dizendo, se irritar, agradecer, achar legal... Bora lá. **estrala os dedos**

 

Capa:

capa_tratadooculto.jpg

Sinopse:

Todo aquele que abrir este livro cruzará o limiar do horror, ficando desde já acordado que todo sangue derramado será usado como combustível para pesadelos, dores e lágrimas. É um pacto pessoal, porém transferível. O leitor deixará sua carne, sua alma, mas poderá condenar alguém a tomar seu lugar tão logo entregue este tratado a outra pessoa. No entanto, tudo tem um preço.

 

O organizador é Alfer Medeiros, pela editora Andross da corujinha simpática. :>

 

Sobre a capa, eu achava ela linda quando via nas redes, mas ao vê-la impressa, achei realmente escura demais. Não sei se foi a versão que eu recebi, mas os detalhes vermelhos são sugados pro escuro. A capa é fosca (acho lindo), mas tudo ficou realmente escuro. Bom, o efeito das letras é bacanão.

 

1- O Laboratório - Girotto Brito

Um início bem rápido, eu fiquei surpresa porque achei que seria mais longo (não perguntem o porquê). Gostei da ambientação desse e não achei o conto pesado, sendo ou não a intenção. Talvez não fosse. Eu não senti exatamente medo, também não senti nojo, justamente porque esperava algo do tipo estar escondido. É, foi um pouco previsível, mas admito que pessoas que se chocam com as coisas poderiam se sentir assim, o que não é bem meu caso. Meio previsível, então não me comoveu particularmente. E como é válido dar um conselho, apesar de eu ter gostado da ambientação, do lugar em que se passa, um pouco mais de descrições nos lugares certos, como texturas, nos faria sentir pelo menos náusea, hahaha. Eu sou a maníaca das descrições, desculpem.

Nota: 3 (de 0 a 5)

 

2- O Julgamento da Sra. Heart - Nádia Regina Almeida Manzon

Até meio do conto, o tempo da narrativa é propositalmente dúbio, não dá pra saber se está acontecendo no momento ou se ela está contando a alguém, sendo em primeira pessoa. Esse aqui me surpreendeu positivamente, então eu não vou contar spoiler, perde a graça nesse caso. Mas digo uma coisa: bom desenvolvimento de personagem em curto espaço de tempo. Muito bom, causou um bom medinho psicológico (se é que isso não é redundância), e nem usou descrições tão fortes assim, então foi na medida. A profissão dessa pessoa dá medo e o fato de a escritora usar de pequenas maldades para o desenvolvimento. Pequenas maldades é o que faz nosso instinto se amedrontar porque é algo que pode acontecer com mais "facilidade" no nosso dia a dia, das pessoas mais comuns. Quem ler saberá ao que me refiro.

Nota: 4

 

3- O Gesto de Agradecimento - M. T. A. Moreira

Esse conto parece com algo que eu escreveria pelo lugar e personagens escolhidos. Deu suspense, mas não medo propriamente. Eu ficaria com mais medo do personagem desse conto em seu "auge", antes de virar padre. Seria o caso de o pior monstro que existe é o próprio homem. Em contrapartida, me senti perdida quanto à criança que surge no conto, pode ser a intenção do autor, mas não pareceu ao todo, então o perdido pode ser algo meio ruim. Uma vírgula a mais de indução na escrita e ficaria perfeito.

Nota: 3

 

4- O Pecado do Morto - Gabriel T. Machado

A lenda desse conto pega muito bem, eu gostei pra caramba, mas pra perto do final achei que desandou um pouquinho. Explico, me deixou muito curiosa para o que iria acontecer, o tempo de suspense do "é, funcionou". Funcionou o quê? É, esse suspense funcionou, hahahaha **ba dum tss**, mas a revelação lá no finalzinho me fez ficar meio não muito empolgada. Mas ainda assim eu gostei desse conto, algo diferente do que eu faria, bastante atual.

Nota: 3

 

 

5- O andar - D. Direna

Wow, eu gosto de D. Um dia uso um pseudônimo assim, hahaha. Focando no conto, infelizmente foi o que menos gostei até aqui. A escrita e as palavras usadas no texto foram bem diferentes, e precisas para o que se propunha, isso me chamou atenção, por isso gostei. O que "falhou" aqui foi a história em si (entre aspas porque é uma opinião, então está necessariamente ruim pra todo mundo). Muito previsível, bem escrito, mas previsível. Eu já sabia que ela estaria em algum lugar como um limbo, morrendo, algo assim. Isso até estaria tudo bem, mas o negócio de área recreativa, alas de ginástica???? Não me empolgou. E a pessoa no conto é uma coisinha bem insuportável, não nos faz querer estar do lado dela ou nos importarmos o bastante, não criou um vínculo, mesmo que curtinho. Nossos interiores um pouco (ou muito) egoístas preferem personagens que gostemos. Isso não é um defeito, na verdade é um mérito do autor/a fazê-la chata e conseguir transmitir isso.

Meu maior problema é que o rumo foi sem graça.

Nota 2

 

6- Boi da Cara Preta - Isabela Vieira

Esse conto parece eu cozinhando. Começa tudo direitinho e desanda no final.

Ficou óbvio que era o avô, e isso nem foi ruim. No geral, foi quase assustador, mas não atingiu o objetivo porque ficou saltitando nos pontos de vista, sem aprofundar muito nenhum. A parte que era para ser mais assustadora, digamos, era a parte da criança, mas em tudo isso eu fiquei me perguntando: "que idade a criança tinha?", porque para os pensamentos e sensações, pareciam todas supostas, tudo uma suposição onde não pudemos entrar na pele da criança para sentir, porque ora parecia um bebê, ora poderia ter dez anos. Se a autora tivesse focado num dos personagens e mantivesse o mistério por mais umas duas noites, o suspense teria tempo de brotar. Não sei se dá pra entender bem o que senti falta aqui. Só não conseguimos nos importar com os personagens o bastante pra ter medo por eles.

Porém, uma coisa que gostei foram as palavras usadas entre os pontos, isso funcionou muito bem. Queria ter gostado mais desse aqui, porque a estética da escrita é boa.

Nota 1

 

7- Mãe Patrícia - Lily Silva

Oh my, esse conto é uma série de eventos montado preguiçosamente. É a impressão que tive.

Sempre se passa num lugar distante e fácil de ocultar qualquer coisa. Depois, a escrita com falta de descrições/sensações chega a ser pecaminosa pra fazer a gente sentir o que o conto quer passar.

A coisa mais preguiçosa e estranha aqui foi o cara chegar no lugar vazio, subir até o quarto e, ao invés de continuar explorando, IR OLHAR EMBAIXO DA CAMA.

Cara, quem é que faz isso? "Nossa, tá tudo vazio, bem, eu vou olhar embaixo da cama, vai que estão se escondendo de mim rsrsrs".

Eu estava em público quando estava lendo e falei um "puta que pariu" audível quando o cara fez isso do nada.

E pra completar, ele derruba as moedas, se enfia debaixo da cama, vê um par de pés e, ao invés da besta sair de debaixo da cama, ele tira só metade do corpo pra falar com a mulher. É FALTA DE EDUCAÇÃO FALAR COM AS PESSOAS ENFIADO EMBAIXO DA CAMA.

SUA ANTA (o cara do conto).

Passada a boa gargalhada que dei com isso (sério), não sei se a autora se deu conta ou não, mas essa sequência de ações foi só para dar um susto no cara. A decisão de olhar embaixo da cama para criar o clichê das pernas, isso é um pouco preguiçoso se o leitor perceber.

Depois, falta um pouco de tato para criar o clima do conto. Justamente por parecer que a autora teve pressa em mostrar a parte gore. Se eu tivesse escrito isso, eu teria usado as crianças, isso é um clichê também, mas pelo menos um mais interessante

Agora vem a segunda parte absurda, mas que não teve graça: quem nesse mundo tem a bacia e pernas esmagadas por uma marreta e continua consciente até pra comer uma sopinha? Cara, suas artérias são feitas de quê?

E a parte do fim é preguiçosa, ele ficou louco. Bem, pra mim ele já estaria um tanto quanto morto a essa altura do campeonato.

Eu não gostei mesmo desse conto.

Nota 0

 

8- Pequeno Lino - Paola Giometti

Amo contos que começam com a vibe de sonho que esse aqui começou. Lembrando agora, pareceu um pouco Silent Hill, mas sem imitar. O modo descritivo, quase poético, me lembrou da escrita da minha amiga Yasu, ela poderia ter escrito algo nesse estilo. Então eu gostei muito (por mérito próprio, não só porque me lembrou, obviamente). A temática, o local, as imagens passadas pelas palavras, tudo me agradou. Eu adoro essas coisas bizarras.

Muito obrigada por isso, senhorita Paola. Eu não vou falar spoilers para não cortar a surpresa.

Eu fiquei me perguntando o que era Lino no começo... É... interessante...

Nota 5

 

Por hoje é só, pessoal. Amanhã eu publico a segunda parte. Fiquem ligados. :B

 

Bjims

 

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