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Bienvenue Blog

Desde 2011 tentando achar um nome decente! :D

Bienvenue Blog

Desde 2011 tentando achar um nome decente! :D


03.11.17

Bonjourrrrr~

Dividi a resenha em dois [dã] porque eu fiz a de ontem/anteontem no meio do livro, literalmente, sem lê-lo todo. Acabei hoje, no mercado, e vou dizer em detalhes o que não gostei e o que gostei, como ontem.

Lembrando: tem spoiler sim sim sim senhor.

Recapitulada na capa:

cover.jpg

Onde eu tinha parado, Andy, o protagonista, estava prestes a começar uma viagem porque surgiu um motivo de guerra entre os reinos. Sem muitos detalhes, já que você pode ler depois, as pessoas têm um Pacto que é explicado bem melhor pro final do livro, falo disso adiante, e esse Pacto não permite de jeito algum que as pessoas façam pólvora. A populaça não sabe o que são armas de fogo, praticamente. Isso um dia ajudou a destruir o mundo (lembrando que é uma história pós-apocalíptica), então é isso, sem armas de fogo.

 

Pontos que eu não gostei nessa parte não são muitos, bem menos que a primeira parte da resenha. O livro engata um ritmo bom, sem reclamações quanto a isso. A minha reclamação/queixa/whatever também pode ser considerada um ponto positivo se essa foi a intenção: QUE ÓDIO DA ROSE. Ponto. Apesar de isso significar que eu estava imersa na história, eu preciso me queixar em algum lugar e esse lugar é o meu blog onde as pessoas podem ficar com raiva junto comigo e receber spoiler: MEU DEUS DO CÉU, SE VOCÊ NÃO GOSTA DELE, NÃO PRECISA SER GROSSA, NÃO MALTRATE O ANDY *protege o bebê precioso*.

Aquela história da maldição mostrada abruptamente no enredo é emendado com esse "desprezo" dela. Isso foi abordado nas entrelinhas, já que o leitor faria essa ligação sozinho. Não é dito claramente quase vez nenhuma "ela o odeia por isso", mas a gente entende isso.

Mas meu motivo de raiva da personagem, e de não engoli-la por isso, é: ENTÃO NÃO FICA DE PUTARIA COM OUTRO, CÁSPITA.

Cê tem quinze anos, pirralha. O cara só falta se jogar de um penhasco por você, e tu fica de fricote com outro. Não goste dele, tudo bem, mas é de uma vilaneza terrível ofender ele, ser grosseira e ainda ficar de putaria com outro. Por mais que não goste de um, acho que ter sinceridade é mais legal.

Eu não a vi ser sincera uma única vez no livro todo. Sincera com o Andy, sem ser dando chilique. Cada vez que ela afastava ele dela eu tinha vontade de tacar o celular no chão e dar na cara dela. "Fala que não depende do seu sentimento, fala que não gosta dele, fala qualquer coisa, fala que quer umas férias, cara, mas não faz dessas, não precisa falar que tem nojo e ficar dando uma de fria EU VOU DAR NA SUA CARA"

 

*respira*

 

Mas pra ficar de putaria com outro, fica. Fora que, pra alguém que estuda, e essa crítica pode ir pra área de construção da personagem, ela quase não é mostrada fazendo isso. Ela teria menos tempo e cabeça de dar chilique se estivesse com a cara nos livros. *sapinho de desprezo*

A parte que entendo do sentimento dela e tive pena é o fato de que ela não sabe o que está acontecendo consigo, e é como se fosse um sentimento externo de repúdio. Dá pra notar exatamente isso nas cenas do final, na última vez que a madame sai correndo.

Não gosto de você e só por uma ação muito fofa da sua parte eu vou te perdoar. Eu ainda tô pistola.

 

Mudando o foco. Não vi nenhuma mudança abrupta ou informação dada de repente.

Confesso que o ritmo lento que o começo do livro e as descrições imersivas nos lugares fizeram com que o que acontece no final da trama seja impactante. Em nenhum momento no começo nós sentimos a vida de Andy ou das outras pessoas ameaçadas, daí de repente PÁ. Não vou falar qual o pá, fiquem curiosos nessa.

Esse contraste foi benéfico ao livro.

 

Já entrando mais nas coisas boas, sem ordem cronológica porque sou péssima nisso: a delicadeza com que a Natureza é exaltada fica em você. Como eu posso explicar... hoje de manhã eu estava olhando os brotos de uma árvore que tinha sido podada aqui em casa e me lembrei do livro, e do quanto a Natureza  é bonita, mesmo vendo esse tipo de coisa todo dia, porque onde moro é assim, tem bastante verde. Eu simplesmente pensei "Meu Deus, eu não conseguiria, ou muito dificilmente viveria, em um lugar onde não pudesse ver uma árvore ou alguns beija-flores". Então é um ponto super-positivo. Eu adoro quando um livro me deixa com essa impressão.

 

Os lugares pelos quais Andy viaja são lindos, com uma excessão, que é explicada no livro, mas os tecidos e coisas coloridas... Depois do banho, quando eu tinha lido o dia inteiro, eu senti como se eu mesma tivesse passado o dia viajando. No meu próprio livro tenho algumas viagens assim, e desejei intimamente que qualquer um que leia o que eu escrevi possa se sentir bem, ou tendo viajado, do jeito que eu me senti ao ler esses trechos.

Só espero que nenhuma ninfa roube sua cueca.

 

Isso dá margem às cenas engraçadas, porque teve. Eu me vi gargalhando numa delas, mas vocês vão ter que ler, eu realmente não quero estragar a surpresa.

 

Sobre vilões: SATANÁS. É sério, eu dei risada quando vi, mas isso é bastante plausível, no decorrer. Eu ri porque meu eu de cinco anos lembrou da Dona Clotilde chamando o cachorro dela, HAHAHAHA. É sério, tem uma cena com o mago vilão e Satanás que é uma das melhores do livro. Satanás é um jovem adulto quando o relógio desperta e ele faz cara azeda.

 

Andy no resto do livro se mostrou o que se propunha a ser desde o início, uma pessoa gentil. De modo que achei, ou confirmei, que a cena dos cadáveres na parte um da resenha destoou mais ainda, pela linha de pensamento dele. Foi essa a impressão. Ele, nos finais, se preocupava sempre e sempre mais com os outros. Achei lindo ele se lembrar de uma pessoa a qual ele tinha causado problemas, mesmo que sem querer, e até chorou por ela.

Foi essa característica que me fez gostar dele do meio pro final, além de ter achado uma gracinha quando criança, mas na fase adulta, temos que ter algo pra gostar na continuidade da história. Algo pelo qual idenfiticamos o personagem.

Por isso que eu quis dar na cara da Rose, não magoa esse coraçãozinho lindo, sua insensível.

 

Os Elementais não apareceram muito mais, mesmo. Talvez eu particularmente tenha dado uma importância que não era o caso, ou talvez e quase certamente isso vá ser tratado no segundo livro.

 

Tem vampiros. Tem provavelmente um vampiro charmoso chamado Jade, ele deve ser vampiro. O filho da puta, com todo respeito, tem só uma cena, mas eu fiquei curiosíssima porque vampiros são meu ponto fraco.

Teve um vampiro que atacou Andy, mas se deu mal porque o cara era bruxo, hahahaha. Bem feito.

Tem ciganos, mas dizer mais que isso é surpresa.

 

As pontas soltas foram sendo preenchidas de maneira bastante natural e dentro do tempo, como as explicações para o Pacto, a importância da pólvora, detalhes subentendidos da maldição, detalhes sobre os vampiros e sobre o que eles planejam (mesmo que isso fique mais pra próxima vez)... Ah, e o fato de ele ser pró-ativo acabou ficando bem natural. Daí já não sei se foi porque acostumei com ele ser workahollic ou não.

 

Uma das coisas mais bem construídas, ao fim, foram as relações familiares, tanto de Andy com o avô quanto Andy e a Rose, mesmo que no segundo caso fosse somente unilateral. As cartas de amor dele. Onde que a pessoa arranja tanto elogio.

Rose era pra estar a mulher mais feliz do mundo. Cacete.

 

*ainda inconformada*

 

A religião do livro seguiu uma diretriz que não se contradisse em ponto algum, e no final do livro teve um tipo de festival parecido com o Dia de Los Muertos, ou foi o que me lembrou, e adivinhem: eu li isso nos feriados de 02 e 03 de novembro, dia dos mortos. Eu estava conversando com a autora e ela quem reparou nisso, eu fiquei: MEU DEUS DO CÉU!

Se eu tivesse planejado, isso jamais iria acontecer.

 

A conclusão é que: valeu a pena sim. Apesar do início lento que pode "fazer a gente desistir", do meio pro fim as coisas engatam e tudo se torna bastante curioso. É como viver numa era dessas mesmo.

Estou com um vácuo de "que que eu leio agora!?", já que terminei em uma semana.

Talvez eu dê um tempo, já que preciso fazer outras coisas, e quando pego pra ler algo, eu realmente fico grudada. hahaha

 

Espero que tenham gostado da resenha.

A nota em sapinhos psicóticos, de 1 a 5, é:

Seria ruim dar 3 porque teve partes, principalmente a ambientação e os diálogos, que me fizeram gostar muito (e as partes engraçadas, sério).

5 não, pois não foi perfeito, o início do livro realmente pode afastar, eu não estou contando a Rose, eu juro.

Acho isso justo. Eu tenho que odiar muito um livro para dar um único sapo. Esse seria o caso d'A Chama e a Flor, que não lembro a autora, com romantização de estupro que eu não consegui nem continuar lendo.

Mas esse foi uma ótima experiência. Andy, foi um prazer conhecê-lo.

Novamente, para comprar o livro impresso e o artbook, é só enviar um e-mail para a autora: marinagimenes@gmail.com

Link para o livro em e-book na Amazon: AQUI!

 

Bye bye.


01.11.17

Bonjourrrrr.

Resenha de livro nacional hoje, como há muuuuuito tempo não lia nada, senti de pegar esse livro no iBooks bonitinho.

Capa:

cover.jpg

*sussurra* eu gosto do efeito de couro na capa *sussurra*

Sinopse: O Feiticeiro é uma saga de ficção fantástica que acompanhará a vida de Andy Mideline, nativo da pequena aldeia de Ecklacia que se descobre portador de poderes inimagináveis. 
 
Sua história se passa no Continente de Elion, cenário de uma Terra pós-apocalíptica onde a Natureza triunfou sobre a humanidade.
Humanidade que, outrora quase extinta, acabara de se encontrar, enfim, em um período de calmaria depois da longa tormenta. Reorganizada, se multiplicou e voltou a formar reinos cada vez maiores, com reis cada vez mais ambiciosos e inclinados a cometer os mesmos erros do passado.
 
O Estrangeiro é o primeiro volume dessa jornada em busca do equilíbrio entre a Natureza e o Espírito, entre o Poder e o Dever, entre a coroa e os pés descalços.

 

A autora é uma amiga, uma ilustradora muito competente e que eu estava bastante ansiosa de saber como escrevia. Então como estava com saudades de ler... Vamos lá! *sapinho psicótico intensifies*

O livro até a metade, na presente anotação, se desenvolve bastante lentamente. Vou publicar por partes, então é isso.
Tem spoilers, sabem disso. Eu nunca poupo spoiler pelo sentido de que: lê quem quer. E tem gente que só pega um livro pra ler ao saber de spoilers. Eu, muitas vezes, sou assim.
Andy é o protagonista que fala com fadas assim como o pai (falo mais das fadas embaixo). E é isso o que até agora me incomodou. Para quê? Metade do livro e as fadas não se mostram úteis para nada.
Eu não vou mudar minhas palavras e com certeza vou colar na íntegra minhas impressões na segunda parte.
Na íntegra se eu tiver alguma surpresa.
Até agora seguiu o rumo que eu esperava, aldeão que descobre que é príncipe. É um clichê que eu não ligo que sigam, até eu faço isso (até eu como se eu fosse grandes coisa, hahahaha. Eu nem conto a quantia de clichê que uso, porque simplesmente não estou nem aí). Eu sempre gosto das renovações que são feitas nesse tipo de história quando se segue um clichê.


Infelizmente muitos pontos me incomodaram de maneira negativa (repetindo, até agora): não encontro motivo para Andy ser O Escolhido além de ser um rapaz gentil, mas aí, no gentil, um contrasenso: ele matou uma pessoa e fez morrer outra, mesmo sem querer, e por medo, mas a razão foi bastante boba dentro do enredo, e quando ele se levantou do estado de choque, quis cuidar primeiro de si. Um rapaz gentil não me parece realmente agir assim. Falando por mim e meu próprio protagonista ao se levantar, tomaria a culpa para si inconsequente e humanamente e daria aos mortos seus enterros. Isso é, na minha construção de personagens, que difere da dela. Não sei se é proposital ou não, pode ser a esse ponto. Pode ser que de alguma forma o mocinho seja a encarnação medonha do vilão e esse sentimento aflore às vezes. Mas para um príncipe bonzinho, achei-o egoísta e frio para com a morte.


Outro ponto antecessor a esse é a proatividade do príncipe. Ele tomou as rédeas do castelo com dezessete anos e, pior, isso lhe foi permitido. Uma pessoa que nunca presenciou guerras, que nunca viu alguém morrer diante de si que não fosse uma morte natural. Alguém que não saberia as consequências de sua "estratégia" militar ao vivo, se falhasse, deixarem-no tomar conta desse tipo de decisão e isso dar certo deve ser o que chamam de "protagonismo", ou eu estou sendo muito crítica e talvez um pouco cruel. Mas eu já me desculpo, eu não estaria prestando tanto atenção ou lendo prontamente se não fosse o livro de alguém importante pra mim.


O cliché de ele se apaixonar pela noiva desconhecida é perdoável e fofo, eu gostei disso.


E para com alguém que está sendo gentil, a menina de seus quinze anos teme bastante. Mas essa foi a parte mais humana dali, é certo ela temer, mesmo que na cabeça dela ela tenha alguém (um personagem que só me causou antipatia até agora), ela ter medo de se entregar a um estranho é bastante compreensível. Eu também "perdoo" a cabeça de Andy, ele está acostumado e a história é de teor medieval, mas achei uma falha ele não notar isso para o jovem gentil que ele se propõe a ser. A cena de núpcias é bem escrita (eu vou dizer mais sobre à frente), e quando eu digo "erro" aqui, eu digo um erro bom, um erro do personagem e não da escritora e da narrativa. Ele errou como um humano erra e se mostrou humano. Aqui eu fico indecisa se ele ser "frio" quanto à matar complementa essa característica aqui ou simplesmente destoa. Eu me incomodei com a primeira, da morte, mas essa segunda soou como um garoto imaturo faria. Então está okay.


O ponto mais recente do qual não gostei é a "desculpa" para a repugnância da princesa, como se seus sentimentos de fato não lhe pertencessem genuinamente (ou foi a impressão que tive). Mas não apenas isso, isso foi o de menos, mas o fato de que a profecia e o medo da velhinha (sim, tem uma velhinha simpática, falo dela depois) foi revelado de repente. Nada tinha sido mencionado além de Andy ser O Escolhido. Nada. De repente, ele é amaldiçoado e nunca poderá ser amado. O modo como a poção foi feita e para quem foi dada eu deixo a encargo de lerem, mas eu dei risada. É uma poção inusitada, mas que tem sentido.
As únicas vezes em que o nome do que provavelmente é o vilão foi mencionado foi pelo pai quando eram crianças e agora, nessa profecia. Com a diferença de umas 180 páginas, por aí. Isso dá um gosto de que nada vai acontecer.

Parece que aconteceu bastante coisa se lermos assim, a críticas tecidas, mas não é a impressão que eu tenho. Como escritora, eu teria feito isso em cem páginas, talvez menos, ou posto mais detalhes de coisas diversas porque sou dessas.

Agora vou dizer o que eu gostei.


Eu gostei muito da escrita da autora, por mais que não goste da alternância entre verbos no presente e no passado e falta do pretérito perfeito (que são coisas opcionais nessa narrativa, então é bem pessoal). O modo que ela narra os sentimentos é bastante sensível a quem lê, e faz poucas analogias, e quando as faz, achei-as certeiras. A descrição de rios, castelos, mobílias, vestidos, comidas, tudo muito encantado, mas sem exagero ou palavras difíceis demais. É ótimo para entendermos, e melhor ainda para nos sentirmos em casa.
Fiquei muito, muito feliz e muito impressionada, e nada entediada, com a descrição da aldeia inicial e do método como viviam os aldeões. Eu me senti em casa e quis ir trabalhar com eles de pés descalços e livres.
A coisa com o caixeiro-viajante, puxa! Eu adoraria ver um desses. De verdade. Barganhar coisas com ele, talvez desenhar algumas coisas pra ele.
Foram detalhes muito bem construídos.
Adoro os diálogos bem feitos também, não vi nada que não condissesse com a idade das personagens ou suas personalidades.
Adorei o Poler, um dos personagens paternos muito carinhoso e interessante.
A personagem velhinha é realmente um amor, eu adoro velhinhas. Eu também tenho uma velhinha no meu livro, velhas são fofas. Velhas sábias são ainda mais.
Andy... Andy, a puberdade faz milagres! O cara simplesmente espichou, hahahaha. Eu gostei dele, principalmente criança. Ele olhando o furacão com tanta emoção e a tempestade e o raio! Foi a puxada mística para o livro que mais me chamou atenção. A descrição de tudo isso é bastante imersiva e eu gostei muito.

Fiquei curiosíssima com uma pequena narrativa no início do livro, um livro de terror sobre tigres brancos e Morte Branca. É o personagem que mais chama atenção em quem acompanha a escritora, hahahaha. Não sei, mas não acho que vá ser abordado nesse livro, talvez seja uma ligação para chamar outro, como um spin-off próprio. Mas gostei disso.

 

E sobre as fadas (que no livro são chamados Elementais) que disse que falaria: elas são descritas com muita distinção, bem pouco, eu tenho quase certeza que é um mistério a ser abordado mais à frente, quando tivermos quase esquecido dele. Tem insetos e seres pequenininhos, se querem me pegar pela perna e me fazer gostar de um livro é colocar seres pequenininhos e insetos (foi o que aconteceu). Eu adoro besouros.

 

Sobre algo de última hora: a religião/crenças dentro do livro são muito interessantes também, eu não conheço muito de religiões nem daqui, mas me pareceu uma reimaginação de umas religiões daqui. De toda forma, achei criativo e combinou muito com o universo criado.

Essa foi a resenha da primeira parte. Daqui uns dias vem a segunda. Porque, caras, eu li isso num dia. Vou ler mais hoje a noite, provavelmente 300 páginas num dia. Quando eu pego pra ler algo, eu leio, hahaha.

 

Beijos. Ainda não vou distribuir sapinhos porque não acabou.

Para comprar o livro impresso e o artbook, é só enviar um e-mail para a autora: marinagimenes@gmail.com

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03.05.17

MEU DEUS DO CÉU EU NÃO CONSEGUI PARAR PARA ESCREVER NO BLOG

 

E BONJOUR TAMBÉM

 

Man, por onde eu começo?

 

Esse é o livro da minha vida. Que nem eu comentei no facebook, é o livro de quando eu nem sabia o que era escrever, não sabia o que era ter um "personagem" ou criar. Eu achava que todo mundo tinha algum assim, que todo mundo criava alguém para si, e não que isso era coisa de escritor.

Eu queria desenhar mangá, sabem, mas aos meus nove anos, eu nem sabia que era isso que eu queria.

Depois, já com Agharrin, eu decidi que seria melhor escrever um livro. Por uma razão estranha: eu tinha assistido Junjou Romantica e Sekai Icchi Hatsukoi e fiquei com medo da rotina de trabalho dos mangakás. Sério.

Então eu quis escrever.

Mal sabendo que a realidade de um escritor é, senão semelhante, pior em sentidos diversos.

No Brasil você tem que ser seu próprio marketing, seu próprio agente, seu próprio "publisher". Editoras vão ir atrás de você quando você conseguir se sustentar sozinho e puder sustentar eles.

Quando você tiver "público".

Eu quero muito trabalhar com isso, sério, mas eu não sou boa com marketing ou publicação. Sei só fazer coisas que amo no Photoshop, em desenho, mas me promover? Eu quero escrever.

Queria pagar outra pessoa para fazê-lo por mim (promover).

Então com quadrinhos seria o mesmo. Mas eu estou com uma ideia de quadrinhos na cabeça, mangá, propriamente, e eu vou fazer isso. Só estou esperando na moita like a Sebastian, hahaha.

Então Agharrin é isso, esse sonho, essa realização, esse futuro. Esse pouco de cada coisa que me compõe, um pouco por vez em cada aspecto da vida.

Lançar o livro é um pontapé para que todos saibam dele. Todos com bastante pretensão.

Pessoas o suficiente para que eu não precise mais chamar ele só pelo apelido, Rin.

Perguntaram sobre a origem do nome, haha. Bem, eu lia errado o nome de um dos vilões de Zelda. Agahnim. Lia com a pronúncia do H como sendo RR e ignorava o N. Daí eu gostei do nome e a ideia veio não sei de onde. Absolutamente.

 

As ideias desse primeiro livro são de manuscritos de 2010 ou 2011. O meu eu daquela época.

Hoje eu só aprimorei os textos, e hoje faria diferente alguns aspectos. Mas não quis alterar o texto na raiz, para não desrespeitar a menininha que escreveu tudo aquilo com tanto carinho.

Laura amadureceu junto com Minhrrat. Minhrrat um dia era o alterego de Laura.

Minha personagem que era como eu queria ser e nunca tive coragem.

Ela ficava na minha cabeça falando o que eu poderia fazer em determinadas situações. O nome dela naquela época era Miyu, do anime que eu tinha visto, Vampire Princess Miyu.

Miyu era uma feiticeira com cajado, do jeito que eu gostava e queria ser.

 

Quando comecei a escrever, impulsionada (ohhhhhh) por uma letra do Versailles, porque é claro que eu queria escrever, mas queria escrever coisas de maneira tão lindas quanto o KAMIJO conseguia escrever, Miyu não tinha nada a ver com Agharrin.

Agharrin era para ser o vilão de um rapaz. Assim como em Zelda. Eu não tinha um plot certo, só sabia que Agharrin não era bom. Ele tinha uma aura sedutora e perversa. Era um deus em forma de vampiro que atormentaria a vida de alguém até que esse alguém desistisse de toda luz.

Não era esse um plano fixo, mas era a impressão que eu queria transmitir numa história de aventura.

Daí minha mãe (e posso dizer, sem querer ofender ou ser taxativa, mas - como sempre) deu um palpite de que queria algo com romance. Eu revirei meus olhos. Na época eu já sabia que todo santo filme tinha romance e não estava afim.

Mas eu sempre fui do tipo que quer agradar e acabei colocando.

Precisava de uma menina que eu não fosse ter ciúmes (meu eu da época era assim, e na verdade, você não deve mexer muito comigo ainda hoje *sapinho psicótico intensifies*) e que fosse ser digna de Agharrin de alguma maneira. Isso soa como spoiler, hahaha. Mas eu só podia escolher aquela que eu aceitava - eu mesma.

Escolhi a Miyu, uma outra OC.

Mudei para que não fosse tanto o meu eu ali. Lembro que ia mudar o cabelo, mas pensei bem e disse: "Bem, eu conheço cabelo cacheado porque o meu é assim, e nossa, toda santa história a moça tem cabelo liso! Eu quero uma com cabelo cacheado". E assim ficou. Não era eu ali, era, então, Minhrrat.

Nós amadurecemos juntas, de certa forma. Eu tinha medo de escrever coisas e que as pessoas a iriam julgar assim como eu tinha medo que me julgassem um pouco.

Perdemos esse medo juntas.

Talvez, na verdade, Minhrrat nunca tenha tido medo.

 

Não tenho mais o que falar nessa postagem enorme.

Essas coisas foram transcritas o melhor que pude.

Desejo que gostem, que odeiem, que se rebelem, que puxem os cabelos ou que chorem. Só que não ignorem. Isso é o pior.

 

Resolvi publicar agora por duas razões:

Pintei um quadro que me deu um enorme desejo de fazer uma capa. Fiz, o teste me agradou tanto que eu tinha que publicar.

Perdi um pouco da ilusão de ser publicada por editora. Eu nem cheguei a tentar muito por outras, mas eu sei no fundo que é difícil demais ser notado, como eu falei ali em cima. E sei também que coisas só veem na hora certa, e que elas preferem vir quando estamos lutando.

 

Tem um booktrailer:

 

Demorei uma eternidade fazendo isso. E amo essa música.

 

E aqui a capa.

first book cover.jpg

Link para compra AQUI.

Link para adicionar no Skoob AQUI.

 

Sinopse:

Minhrrat, uma garota de um vilarejo, deseja se tornar uma feiticeira. Diferente da filha de outros vilaneiros, ela não pode vender flores ou espantar galinhas: tem o cabelo branco e olhos amarelos, e isso é assustador.

Após uma fatalidade, com um vampiro em seu encalço, feiticeiras amigas e um silfo diminuto como confidente, Minhrrat buscará o lugar a que verdadeiramente pertence em seu mundo.

 

Passei por tantas motherfucking sinopses antes dessa que eu nem sei mais se está boa, se está ruim, se está uma merda ou se está maravilhosamente na medida certa. Só me lembro que essa foi a que não deu muito spoiler. Espero que seja a boa. Se você leu e tiver sugestão, honey, eu serei muito grata.

 

Agharrin é um vampiro de uma espécie diferente, própria e única do livro. Falar que ele é um "vampiro" apenas é quase uma ofensa para ele.

O universo do livro é um universo criado. É muita coisa pra explicar, mas se eu fosse pôr em palavras, é quase como se muitos dos reinos de fantasias que existem por aí afora pudessem ser englobados dentro desse universo. Não é prepotência, mas é um tipo de lógica ali dentro. Eu só não mexi com, sei lá, viagens no tempo ou coisas muito científicas porque não é minha área e eu iria fazer caca. Não mexi por enquanto, leia-se, por enquanto. O dia que der na telha eu faço algo. *voz do Cosmo OU SERÁ QUE NÃO?*

Agharrin não é embasado ou inspirado em absolutamente ninguém. Nem mesmo o KAMIJO, minha inspiração-mor para qualquer coisa que eu faça. Foi uma terrível coincidência apenas eles terem os olhos brancos parecidos. Eu nem sabia disso quando o criei.

E nos desenhos, de início, roubei o traço da sobrancelha do KAMIJO, mas é só isso. Não podem me acusar de mais nada num tribunal.

Isso significa que também não é inspirado em nenhum vampiro. Após conhecer a ideia de Dracula e algumas fraquezas de vampiros por uma história de vampiros infantil num livrinho de criança, eu sabia que gostava de vampiros, então o meu me veio dessa maneira. Mas não é inspiração direta de Dracula também, eu nem tinha visto filme ou lido o livro integralmente.

Não que seja ruim se inspirar. Outros personagens no decorrer do livros são inspirados, homenagens ou outras coisas.

 

Acho que é isso.

Cogitando mudar o nome do blog. Depois eu vejo direito.

 

Beijos, até a próxima. Eu fiquei meia hora redigindo isso aqui. Deus!

 

AAAAAAH, ESQUECI. MUITO OBRIGADA MESMO AOS AMIGOS QUE ME DISSERAM PALAVRAS DE APOIO E AMIZADE NO FACEBOOK, e ao vivo também. Sério, aquilo foi muito importante para mim. Sinto que tenho por perto as melhores pessoas que poderia ter.


18.03.17

Dia marcado para os livros e editoras independentes.

Deixei em promoção meu livrinho, EROTISMO E O FIM DA VIDA.

MAS É SÓ HOJE (18/03/2017)

CLICA.

 

Fiz uma ilustra para promover.

ero-colour.png

Combo breaker de primeiras vezes: primeira vez que faço um cara batendo uma, primeira vez que faço um pavão, e primeira vez que faço uns grafite tão rápido. hahaha

 

Adorei o resultado.

Três corações pra mim mesma.


28.01.17

Bonjour hana-tachi ~

Estou estranhamente triste e animada.

Estou triste porque dois das minhas peixas estão com algo desconhecido, e que ainda não sarou.

E feliz porque estou escrevendo um livro com minha amiga.

 

Está tomando forma, a forma é bonita como uma flor.

O gênero é biopunk. Há o novo e o antigo em harmonia. Ou, mais precisamente, desarmonia, porque todos querem voltar ao passado.

O título, eu estou absolutamente louca para revelar.

Mas é um segredo por ora.

 

As personagens também são interessantes. Espero que gostem, eu vou tentar comprar aquarela para produzir a capa desse livro. Porque é a ideia que tenho, é o que está pulsando na mente.

Escrever em conjunto é uma experiência nova, e ela está no início. É como estar numa banda, eu acho, só que somos uma dupla. Eu sou incrivelmente chata, ela também, então duas chatas devem se entender.

BEIJÃO PRA TI, YASU, PORQUE TE CHAMEI DE CHATA, sorry not sorry.

Se culpe por ter intimidade com gemini e asc em sagita para o resto da vida.

 

Fotinho do KAMIJO.

 

C3NbJyLXAAEy1hH.png

Olha essa cara de quem está subestimando você, olha esse deboche, olha essa cara de pau.

 

EU AMO ESSE HOMEM.

Ele merece cinco sapinhos psicóticos. (É uma resenha de humanos)

E cinco corações.


22.11.16

Bonjour! ~

Estou, ou estava, tomando suco de uva integral. Eu já adorava isso e, depois de ler sobre os benefícios, fiquei ainda mais feliz. Só queria que fosse um pouco mais barato, hahaha.

 

Retomei a escrita, já devo ter falado isso, e é o livro bio-punk, estava criando agora há pouco alguns detalhes antes de prosseguir.

Eu anoto coisas de forma avulsa em cadernos, criando detalhes que saem mais fácil da cabeça com uma caneta que digitando no notebook. É divertido, porque eu desenho junto, e fica uma coisa doida que eu consigo entender às vezes. Às vezes.

Então, para o documento do livro, anoto entre colchetes. Estava conversando com a Yasu-chan sobre isso, que cada um faz de uma forma. Acho que não há fórmula para fazer o cérebro de cada um funcionar que funcione para o cérebro de outro. Alguns podem coincidir, ou dizer que a maioria faz assim, mas vai saber os detalhes...

 

aaaaaaaaaaaaaaa.png

O arquivo tem nomes censurados para um bem maior (o da surpresa), aproveitem a palhinha do livro VI, haha. Se eu esqueci de censurar algo, ignorem. Nem se lembrarão mesmo. Cliquem na foto para abrir na outra guia, e cacem a lupa para 100% da visualização. Outra que não dá pra entender nada se estiver por fora. Uma coisa não parece muito ligada à outra, não é?

 

Minha forma preferida quando a ideia está "enroscada" e precisa nascer verdadeiramente é usando uma caneta. A caneta é uma que eu usurpei carinhosamente da minha tia quando passei uns dias lá, hahaha, é uma caneta preta muito forte que acho que já era até para ter acabado. Vou olhar a marca e ver se compro outra, eu amo canetas pretas com escrita forte. Azuis e vermelhas são para raros destaques nas anotações malucas.

 

Também anoto no iPhone, nas notas do notebook. Ou no arquivo do próprio livro se forem notas que não precisem de nenhum desenvolvimento.

 

É bom ter pontos chave para escrever, porque depois você só encaixa no livro através de frases ou fazendo algum mistério. Eu me sinto e sentiria estranha se me chamassem para algum tipo de seminário ou palestra, porque me parece tão comum anotar as coisas assim que não é bem uma técnica a ser explanada, hahahaha.

 

Só estava com vontade de escrever no blog.

 

Uma foto aleatória de um samurai-san.

 

TzziDnMqor0.jpg

É de algum lugar, minha memória de merda está quase lembrando de onde. Parei de tomar omeprazol porque uma colega disse que prejudicava a memória de curto prazo, e de fato, eu estava pior quando tomava. Mas descobri que eu não lembro muito bem das coisas mesmo.  *sapo nerd intensifies*

 

Só do que me interessa muito, mas por exemplo, hoje de manhã esqueci de comprar um par de chinelos novos, porque o meu eu fiz o favor de arrebentar. Francamente, as coisas arrebentam facilmente hoje em dia. Isso foi gancho para uma conversa filosófica de "oh, arrebentam como os laços humanos", mas eu vou me abster, hahaha.

 

Bye bye. Vou arrumar minhas anotações, eu realmente não gostei da cura para uma das doenças do livro. Achei um motivo muito fraco e pouco crível, e isso é péssimo e broxante.


01.10.16

Bonjour! Essa resenha era pra ter saído faz tempo! Mas eu não esperava ficar doente ao ponto de não conseguir ficar quase nada no pc pra escrever ao menos uma resenha, então vou postar agora e pedir perdão pelo atraso.

 

Essa conto é da Anna Fagundes Martino, comprei pela Amazon. Quis comprar porque é de uma editora nacional competente, que [risca] não cobra o valor de uma calça para uma jovem de 16 anos [/risca] é tradicional e de uma colega estimada (ela nem deve saber disso hahahaha).

Como é de praxe, a capa, feita pela Marina Ávila:

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Achei essa imagem para comprar ainda outro dia, haha. Só achei meio chato a cor das flores não baterem com as do conto.

A sinopse:

Flores não crescem do nada - ou crescem? Para Eleanor, era o mistério que não conseguia responder: qual era o truque daquele jardineiro contratado para cuidar da estufa em sua casa e que transformara o lugar em uma floresta imaginária. Sebastian, o tal estranho, parece um homem como qualquer outro - exceto pelas perguntas desconcertantes que faz, ou pelo fato de que as plantas obedecem seus comandos de maneira muito intrigante...

 

A escrita é em terceira pessoa, no passado. Meu preferido. Gostei da escrita da autora, é uma maneira simples e poética (eu reforço isso à frente), e embora em algumas vezes eu tenha precisado reler alguns trechos para compreender se o que estava acontecendo era sonho ou realidade, eu gostei dessa sensação de descoberta. Ela está presente no conto inteiro, o que o faz lembrar um conto de fadas à moda mais pura. E eu amo contos de fadas. Eu terminei essa leitura querendo viver algo parecido, e tenho predileção por livros que me façam sonhar e ter a impressão de um sonho.

Sim, a escrita é envolvente a esse ponto, por isso gostei.

Detalhe que o tempo dos capítulos vai indo e voltando, presente e passado (não o tempo narrativo), e isso dá um toque a mais para sua curiosidade em descobrir o que está acontecendo.

O conto mexeu muito com flores, E EU AMO FLORES, SE VOCÊ QUER ME CONQUISTAR, ME DÊ FLORES PARA LER (?).

 

Vamos falar do nome do personagem: Sebastian! Eu sou apaixonada por esse nome, e como devem saber, adoro Kuroshitsuji, então qualquer Sebastian vai me lembrar o Sebastian Michaelis, o que basta pra eu gostar do personagem. Eu não estou sendo nem um pouco imparcial nessa resenha, eu adorei o personagem e sua melancolia, a sua descrição. Aliás, na aparência, ele me lembrou o Hagi, de Blood+, quando ele se disfarça de jardineiro. E eu sou completamente apaixonada pelo Hagi, chorei pra caramba por causa dele no anime, ai que vergonha, hahahaha.

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É essa a importância de se descrever um personagem, porque eu sou uma leitora que prefere infinitamente que o autor dê uma descrição ao personagem. Não tem essa de imaginar, eu quero provar o que está escrito. Eu sou o Anton Ego dos livros, quero provar.

Tirei print do que me pareceu referência para Kuro, hahahahaha. Mesmo que só na minha cabeça de merda.

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Sério, eu rolei de rir quando ela perguntou se ele era um demônio.

 

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Aqui pode ser SPOILER, então fica em azul e já avisado. Adorei a forma como o sexo foi retratado, de maneira sutil e muito apaixonante, eu gostei de verdade dessa maneira poética da autora pôr, mesmo que simples, mas poética. Não só nesse trecho, mas esse me conquistou de maneira que o li mais de uma vez.

 

Por último, para não dizer que foi perfeito, achei erros. De repetição e de digitação, bem poucos e precisaria reler para achá-los, mas uma revisão mais cuidadosa teria posto um fim a eles. Nada que atrapalhe de fato a leitura, no entanto.

 

Gostei muito e a quantia de sapos é:

De 0 a 5, está ótimo!

Vocês podem adquirir o livro AQUI na Amazon.

No Kobo.

No Google.

 

Té mais.


18.09.16

Bonjour! ~

Hoje trago uma resenha de um livro que eu revisei (tadãm, eu reviso romances. Não me aventuro em artigos acadêmicos e postagens porque não é minha praia, mas quem sabe um dia?). A autora é uma gracinha e um amor de pessoa, então why not? Gostei muito do livro, também, então deixarei minhas impressões aqui.

Detalhe: faz um tempo que li, mas as impressões continuam bem vivas. Isso é bom.

O livro sairá pela editora Multifoco, sob o selo Desfecho Romances.

A capa (com uma lombadinha de lado, que eu não quis recortar):

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Está um chuchu. A imagem de flores em vetor ficou muito legal.

O nome da autora é Nicoli Alexandre.

Bio:

Nicoli Alexandre mora em Poços de Caldas, MG. Deu-se por escrever pelo seu amor por livros, iniciado pela irmã. A presente história é inspirada num relacionamento amoroso real.

 

Agora a sinopse com trecho do livro, que é o que está atrás, na quarta capa.

"Rodo mais algumas vezes a loja, até que encontro escondido um pequeno girassol, está murchando, não sei quanto tempo ainda dura, mas quero levá-lo comigo, quero colocá-lo na biblioteca. Ela tinha essas manias, dizia estar “salvando” as coisas, se achava flores abandonadas nas ruas, pegava-as, mesmo quando estavam praticamente mortas. E sempre conseguia recuperá-las, pois depois de alguns dias as flores estavam lindas e revigoradas, era um dom.”
Após perder quem mais amava, Anna tem que aprender a seguir em frente. Entre discussões e lembranças dolorosas,
cuidar de seu filho sozinha não será fácil.

 

Bom, a história tem como protagonista a Anna. É uma mulher com uma personalidade um pouco "difícil", porque está muito deprimida. É esforçada, e é do tipo que você pode se identificar com ela, com seus pensamentos, com o seu desânimo, porque é uma coisa muito "atual".

Depois há o filho dela, Enzo. Isso não é spoiler e é um fato interessante para o leitor, ele foi adotado. Tem uma personalidade muito dócil, mas não deixa de ser um adolescente, hahaha. Só que é lindo como ele ajuda e tem "paciência" com a mãe tanto quanto ela com ele.

Anna perdeu a esposa, Natalie, e para Anna só havia Natalie no mundo, literalmente, porque era um sentimento muito, muito forte, praticamente imensurável. Isso é denotado pelo livro de maneira palpável. É por isso que você se identifica com a protagonista, de certa forma.

Apresentados os personagens, temos o rumo da história. Particularmente, não achei nada cliché, tanto a história em si quanto a maneira de ela ser contada, com muitas nuances sobre sentimentos familiares e aqueles conflitos internos, que às vezes parecem insignificantes, mas que acontecem. A narrativa é em primeira pessoa, no tempo presente (uma forma mais difícil de escrever, eu mesma não me sinto à vontade escrevendo desse jeito, mas em contrapartida, se bem escrito, como é o caso, é gostoso de se ler).

A profissão da Anna é muito interessante, não vou falar qual, seria estragar a surpresa. É que é uma profissão que eu gosto. Achei muito legal ela interagir com os clientes, a autora fez isso direitinho, e há uns clientes irritantes... Eles certamente vão irritar você também.

No decorrer da história, além de haver a apresentação dos conflitos, há a evolução da personagem como um todo. Nos sentimentos, principalmente. Quando eu digo "evolução", quero dizer prosseguimento, não estagnação. Não é que ela se torna "uma pessoa melhor" ou que a história fique cheia de coisas fofinhas, hahaha, mas que os sentimentos não ficam parados.

Não há piadinhas forçadas, mas você pode rir com algumas situações cotidianas. Sério, eu ri porque alguns dias antes aquilo havia acontecido comigo EXATAMENTE. Até comentei com a autora, hahaha.

 

Eu não sei se isso é spoiler, na verdade acho que é mais como um atrativo a mais, que não vemos comumente nos livros, então é legal falar aqui, mas pule esse parágrafo se quiser. Vou trocar a cor da letra. Há receitas no meio do livro, inseridas com cuidado no decorrer da história. Eu achei isso muito original, e me deu vontade de fazer algumas, admito.

 

O final do livro é muito bonito.

A explicação para o título está embutida na história, não vou dizer, mas é um detalhe que dá peculiaridade à história, de modo que eu ainda me lembro muito bem das coisas que aconteceram, mesmo tendo lido há algum tempo. Acho que não há nada melhor para um livro que nos marcar de alguma forma.

 

Agora estou dando sapos para os livros/coisas que resenho, então aqui vai, de 0 a 5 sapos:

Cinco sapos psicóticos que pedem para você ler! (sério, olha o sorriso desse filho da mãe) Nota máxima porque foi uma experiência boa. Inclusive em termos da minha profissionalização, hahaha, pois a autora escrevia como é costume nos países afora, não com travessões, mas com aspas. Eu deixei dessa forma na revisão, mas a editora educadamente (e eu não estou sendo irônica, ela foi educada de verdade haha) disse que seria melhor com travessões, julguei que pelo hábito dos brasileiros lerem falas com travessões e pensamentos com aspas. No caso do livro, alguns pensamentos de início até estavam em aspas, mas as falas também. Eu iria editar os pensamentos e embutir na narrativa na segunda revisão, pois alguns eu havia deixado passar porque não julguei necessária a mudança, e fiz a mudança, mas também mudei para travessão as falas para se adequar. Pessoalmente, eu tinha curtido as aspas, mas para a leitura da maioria, travessões é o melhor mesmo.

 

Já está disponível para curtir a página do livro. CLIQUE AQUI.

Em breve haverá o lançamento em algum lugar, e quando houver algum link para compra, eu edito a postagem. Por ora, é isso.

Inté mais.


14.09.16

Bonjour!

Uns tempos desses, quando eu *ativa indireta* ainda fazia parte de um tal de grupo secreto de escritores no facebook, antes de ser expulsa *desativa indireta* uma escritora apareceu pedindo para que alguns blogueiros fizessem resenha do conto dela, muito educadamente, porque queria divulgação. Ela pareceu bacana, eu gosto de ler contos, então aceitei. É perfeitamente plausível querer divulgação, e pedir por isso com educação torna um prazer em ajudar.

Antes que fuja ao prazo, li e estou fazendo a resenha. Capa e os detalhes:

 

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Já aviso que achei a capa bonita pacas.

Detalhes:

Título: Memento Mori
Autora: Y. M. Dias
Sinopse:
No início do século XX, uma jovem da alta sociedade mexicana luta contra os desígnios de seu pai para viver ao lado de seu grande amor. Ela só não esperava despertar a obsessão de um ser ancestral que fará de tudo para possui-la. 
 
"[...] uma figura encapuzada portando uma foice, ou uma bela dama de face cadavérica. Independentemente de sua interpretação, é de comum acordo que não há maneira de escapar quando ela resolve encontrá-lo." 
 
Conheça a origem da emblemática La Catrina.
 
Well, well, primeiramente, achei muito interessante o tema, por isso até quis fazer a resenha, gosto de temas que tratam da morte e da vida. Eu não sabia a origem dessa caveirinha simpática das lendas mexicanas, do Dia de Los Muertos. Aliás, nem o nome dela. Então é uma porta interessante, esse conto, para o leitor que também não saiba adentrar essa lenda imergindo numa narrativa.
É em primeira pessoa, pois conversa com o leitor de início, mas essa personagem que conversa é externa, não da história. Isso torna as coisas acolhedoras.
Começa contando a história do "ser ancestral" mencionado na sinopse, e se desenrola de maneira ligeira, ao menos foi ligeira para mim, porque sou admiradora de descrições extensas e parágrafos gordos. MAS isso não siginifica que a autora tenha errado a mão para menos, é só a maneira dela escrever, uma escrita fluída e facilmente entendível.
Gostei das partes em Espanhol, com certeza, porque ornou com a fala dos personagens, sem estar em exagero ou faltando. E SIM, TEM PALAVRINHAS EM ESPANHOL.
Particularmente, prefiro narrativas mais longas e com mais profundidade, mas gostei muito da história de La Catrina contada assim. Com poucas palavras, é possível imaginar os personagens também, e isso é ponto positivo pra mim. Sabe, não curto muito não saber como é a aparência de quem eu estou lendo sobre. É incômodo.
 
Aqui no blog não tenho notinhas, mas posso começar a dar sapos de notas.
De 0 a 5 sapos, está decidido:
Três, pois como disse, aprecio profundidade e isso foi muito ligeiro. Para alguns isso pode ser positivo, portanto é uma nota relativa. A qualidade da história em si não se altera com isso.
 
Muito obrigada por lerem e comprem o livro da moça AQUI.
Há um book trailer muito bem feito.
 

 


11.08.16

Bonjour!! Hoje trago rapidinho uma resenha que fiz há muito tempo, quando assisti, mas que não postei aqui porque não havia área. Colado do post do meu facebook.

 

ASSISTI! "As Vantagens de Ser Invisível", e adorei!
Cara, e a coisa mais difícil é eu gostar desse tipo de filme. e3e

Mas queria assistir por causa que tava todo mundo vendo. E por causa dos atores.
Preparem-se para ler um post talvez longo...

Primeiro: Logan Lerman trabalha muito cara, eu fiquei besta de ver. Emma Watson também, e foi engraçado minha mãe, já quase NO MEIO do filme: "Nossa... É a Hermione... Tá de cabelo curto". HUSAUSHA' Ela ficou bem diferente.
Ezra Miller é uma graça atuando, muito diferente do psicopata do outro filme (o qual eu também gostei, só pra constar).

A história me fez ficar curiosa o suficiente para querer ler o livro quando eu puder. x3
Charlie... Eu era o Charlie quando era pequena. Era uma menina que só tinha um amiguinho, que falava baixo e que dava a vida para alguém ir até a cantina por mim para eu não ter que olhar nos olhos da mulher e pedir "Eu quero essa bala".
Na parte que a Sam pergunta se ele já tinha beijado ou tido uma namorada, EU CASQUEI de rir, porque pensei "Ele sou eu!".
Para ir a uma festa, cara, se vacilar eu ainda serei daquele jeito porque eu nunca fui à uma festa. Eu nunca dancei.

Achei super legal o modo que o Charlie, por sempre ficar na dele, enxergava o fundo das pessoas.

E pfvr, na hora que o Patrick gritou para a torcida no começo do filme eu já pensei "Xiiii..." e logo depois minhas suspeitas foram confirmadas. :'D <3
É feio shippar com o outro mocinho da história? ahsuahusauhsa
Na hora em que eles se beijaram eu falei: "Legal! Eu tava torcendo pra isso acontecer", e minha mãe me olhou do tipo: "Você estava? E a Sam?"

Brincadeiras à parte, gostei do final, ninguém precisou morrer ou ser trágico (sem indiretas, mas já jogando indiretas) para ser um final um tanto emocionante. Eu não chorei, mas como foi quase, então foi emocionante.

Um filme assim até dá esperança para adolescentes que são como o Charlie, que basta ter um amigo e ter uma coragem para falar e fazer as coisas rolarem. E que nunca se deve ficar de boca fechada para coisas ruins que acontecem. Que até os pais têm que estar atentos (nada é tão simples assim, há casos e casos, mas dá pra captar a mensagem mais simples).

Enfim, foi ótimo. Gostei. ^_^/

 

Daqui. Té mais.

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