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Bienvenue Blog

Maresia de inspirações, disparates, aventuras, desabafos, misturas. Aquarelo por aí também. Mantendo a alma livre o mais que posso.

Bonjour!! Hoje, num dia mui especial (meu aniversário, 24 aninhos), trago a ultima parte da resenha do livro Tratado Oculto do Horror.

Estou feliz, passei o dia bem, apesar de resfriada, e conversei com amigos, ganhei chocolate de presente da mommy e do papai, então estou muito bem e redonda. E teve One Piece novo, então isso é um plus.

Ganhei teaser do PV do Matenrou Opera como presente, hahaha. Estou empolgadíssima.

 

Resenhas contêm spoilers. Eu não sei resenhar sem dizer alguns, só deixo o aviso. Tem gente que gosta de ler spoiler, então não é de todo mal, né?

Minhas opiniões são acerca dos contos, já que conheço só dois ou três autores de longe, e dois são meus amigos .

 

Capa:

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46- A Lua de Agosto - Leandro Bernadello Unzueta.

Eu gostei da narrativa deste, mas pela história falar e não levar de fato a lugar algum (????), não ter uma criatura muito marcante ou mesmo dar medo de verdade, me deixou na mesma, como se não tivesse lido nada. Assim, eu sei que é chato e é uma sensação ruim, mas faltou um quê. Pelo menos eu gostei do título e do nome do autor.

Nota: 2

 

47- Espantos - George Au Costa

A nota desse aqui vai para a cena um pouco perturbadora e talvez esteticamente legal dos corpos mortos ainda em pé. E só, porque eu não gostei muito do tom da narrativa, ele me pareceu muito "oh, prestem atenção em mim, oh, sou escritor, oh, estou morrendo, oh... sou amaldiçoado!", dá vontade de dar um tapa e falar "cresce, bro!". De toda forma, não foi o pior. A cena mencionada realmente foi interessante, nada que tivesse aparecido no livro, e já que a essa altura eu o li todo, não apareceu em lugar algum.

Nota: 2

 

48- O caso de Alex Hull - Alécio Medeiros

Entendi o intuito desse conto, ser mais psicológico que qualquer outra coisa, mas a execução não foi condizente. A escrita... como eu posso dizer? Pareceu um pouco imatura para o que se propunha. "Parecia isso", "parecia aquilo", com receio de usar de metáforas e confundir as pessoas. Acharia mais profundo e melhor se tivesse descrito sem medo, dado a bordoada.

Então o conto ficou um meio termo meio "meh".

Nota: 2

 

49- A criança - Elizabeth M. Waserez

Esse aqui foi interessante e medonho à sua maneira, a criatura usada e o decorrer foram ótimos, mas chegou no final e... Ficou meio previsível. Não foi ruim, nem mal escrito, só não me surpreendeu ou agradou muito. Embora eu também não saberia que fim da a isso.

Bom, é um bom conto e dá medinho, leiam.

Nota: 3

 

50- Era uma vez... Eu - Letícia Kiraly

Que título bosta. Hahahaha

Infelizmente, o conto também. As pessoas parecem achar legal ou gostar de escrever sobre crianças irem buscar asilo na cama dos pais com medo de pesadelos e os pais nunca estarem lá. Ou estarem mortos. A construção de contos assim é sempre parecida, pesadelos > não dorme > criança vai ao encontro dos pais > encontra-os mortos > encontra a criatura dos pesadelos. É um excesso de Freddy Krueger.

Esse conto me surpreendeu só um pouquinho lá pro final, onde o vilão é... o Sr. Bins.

Mas ainda assim eu acho de muito mal gosto histórias com esse tipo de horror gore por gore, sem rumo, com crianças.

E cara, um garotinho de oito anos desejar infartar?????

Nota: 1

 

51- Serra das Araras - M. A. Thompson

O protagonista desse conto é um cara com que dificilmente criamos um pouco de empatia, já que logo de início ele começa xingando desnecessariamente e com seriedade uma prostituta, e assim, é difícil gerar empatia com um personagem que não a tem em si. É estranho.

Porém, eu vi que foi proposital, um personagem com uma voz peculiar. Me pergunto por que o autor fez assim, mas é interessante de toda forma.

O jeito de narrar também achei interessante e diferente, bastante simplório.

Só o que não achei interessante foi o que raios aconteceu. Parece que o que chama atenção aqui é a narração e o jeito do personagem falar, porque de história mesmo é só um "causo".

Nota: 3

 

52- Nosso medo - Bárb. Fratis

Me senti meio (????????????) com esse também, porque ele conseguiu ser bom e péssimo ao mesmo tempo. É um horror jogado como vários outros nesse livro, jogado quando eu digo é no sentido de sem ter um objetivo muito claro além de espalhar sangue. Parece que a pessoa sentou na cadeira e pensou "Puts, qual a melhor forma de eu causar medo / horror com um conto, hmmmmm, vou torturar uma criança fazendo seu pesadelo criar vida, vai ficar ótimo" e daí sai isso que eu falei num conto atrás.

Não é que não possa ser horrível, não se possa fazer isso, ou algo assim, mas meu particular se assusta um pouco com o quanto a imaginação das pessoas se extende a simplesmente fazer uma criança se matar num conto. Foi o que deu a entender aqui nesse conto, onde o pai também fez um pouco de questão de ir pelo caminho mais fácil do "É coisa de criança, logo passa". É sempre assim.

Eu não consiguiria escrever isso assim, uma morte largada por um pesadelo, eu acho que se fosse pra eu fazer algo do tipo, eu iria querer desenvolver muito um background para isso, uma coisa que beirasse o absurdo e olha... Ainda assim eu talvez não fizesse, isso é muito desesperançoso.

Achei o conto bom, por outro lado, porque a narrativa é ótima, as palavras usadas, descrição, ambientação. Só peca na história. A nota é pela boa escrita.

Nota: 2

 

53- Sobre trailers e maldições - Hedjan C. S.

Esse aqui foi um dos bons e dá umas coisa na beira do estômago, hahaha. Mas é muito divertido, achei bom pra caramba, então não vou falar nada. É uma boa condução, boa escrita, despretensiosa que faz um ótimo trabalho.

Nota: 4

 

54- A carta do diabo - Emerson Galeno

O que posso dizer, foi um dos poucos que eu desejei não ter lido. O nome é bobo, o protagonista do conto é um canastrão que se acha herói e mártir e acaba sendo um imbecil de filosofia rasa, e até aqui eu não sei se o autor quis isso ou se ele achou a proposta convincente de verdade. A temática é basicamente uma ofensa até à inteligência, começando com alguns fatos tirados de alguma pesquisinha que até eu posso fazer... Ahhh, queria desler.

Nota: 0

 

55- A horda alada - Rodrigo Luiz da Silva

Eu vou passar o resto da minha vida lendo esse título como "A hora alada" até ver que é "horda".

A escrita desse foi com muita sede ao pote e ficou depressa, fora o fato de que os diálogos... bem meia boca. Não pareceram muito convincentes.

Porém, pela temática e criaturas, achei interessante.

Uma pena desandar no final, bem na última frase. O que raios aquilo tinha a ver? Em caixa alta?

Nota: 2

 

56- O galã de Cambará - Eduardo Silva Francisco

Esse aqui também tem cara de ser um causo do interior, mas muito bem narrado e curioso. Só num momentinho uma das frases ficou dúbia, mas com um esforço a gente entende quem mordeu quem. hahaha

Inusitado e bom, mostra bem o ditado do "aqui se faz, aqui se paga".

Nota: 3,5

 

57- A Invocação - E. S. Siqueira

Revirei meus olhinhos lendo "invocação" e pensando "outro...". Com a diferença de que esse até que foi bem escrito.

Seria mais ainda se não fosse escrito com aquelas benditas pontuações quebradas. Assim. Desse. Jeito. Que. Ódio.

Não que não funcione, mas funciona ainda melhor pra me deixar pistola.

A nota, então, é pela narrativa, palavras usadas, o que é contado, o desenvolvimento da lenda, se você gostar desse tema de invocar e tal, é o seu conto, um dos melhores. Mas como para mim isso é meio carne de vaca e não me chama atenção... A nota é pela qualidade narrativa mesmo. Eu leria outros contos do autor, contanto que ele parasse de pontuar como se não conseguisse usar vírgula.

Nota: 1,5

 

58- Medo Ancestral - M. P. Grino

Rimas com verbos, aaaaaa. Esse conseguiu ser muito interessante, me surpreendeu no finzinho, mas nesse caso aqui a escrita é meio enfadonha, infelizmente, principalmente na parte que começa o tom de profecia / fala da criatura. Eu imagino que com um pouco mais de lapidação nas mãos certas para ensinar e uma faixa maior de caracteres, esse conto seria muito bom e surpreendente.

Nota: 2

 

59- Mundo Discreto - Felipe Penna

Esse conto aqui é um dos mais curtos e melhores que li. Nota máxima porque merece, é disso que eu falo quando falo em usar crianças no horror, eu gosto de coisas como esse conto. E a narrativa é muito boa, ambientação e mistério, e proposta e objetivo do personagem, tudo em pouco tempo e bem desenvolvido. Eu adorei!

Nota: 5

 

60- Nightmare - Raphael Malta

Bom... Por que o nome em Inglês e o que foi que eu li?

Prometeu um mistério interessante e isso se susteve até o meio, eu estava curiosa e levei um balde de água fria porque sabe o que acontece?

Nada.

Nota: 2

 

61- O presente do outro mundo - Pedro Arossa

Parece que foi o trecho das promessas não cumpridas. Esse prometeu algo interessante também e ficou só nisso. A impressão foi de que o autor se embananou no próprio mistério e ficou por isso mesmo, embananado.

Nota: 2

 

62- A noite mais fria - Jonathan Lucas

Esse aqui é incrível pela narrativa toda chique e bem feita, o mistério é ótimo também, mas a criatura e o motivo do conto são fracos. É claramente algo relativo ao Lovecraft e aos terrores inenarráveis dele (que eu nunca li, mas ouvi falar, um dia leio). Então é um ótimo conto pra quem venha a ser fã do cara. E se você, escritor, não é, me perdoa a comparação.

Eu gostei, apesar dos motivos. Porque olhando por outro lado, o conto te entretém com um saco de vazio misterioso. Um saco de ira, propriamente dita. E mesmo sendo só isso, entretém.

Nota: 4

 

63- O contrato - Ingrid Callado

Esse é bem feito pra caramba e o prazer triplica se você for fã de Kuroshitsuji e mentalizar o Sebastian. É, eu disse.

Mesmo no finzinho mórbido do conto.

A escrita é regular e a condução é boa. Passagem de tempo ótima também.

Nota: 3,5

 

64- Três da Manhã - Daniele Oliveira

Olha o que eu disse sobre crianças e medo. Aqui a história dá uma invertida estranha, mas não é tão interessante ao meu próprio ver. Pelas pistas, é fácil de prever.

Mas gostei disso, porque é um dos contos que não chamou o leitor de bobo e deixou ele pensar um pouco acerca da origem da criatura.

Não é muito marcante porque não é meu tema preferido, mas não é o pior.

Nota: 3

 

65- O gosto do beijo - Lina Dalia

Bastante diferente, a leitura é gostosa, rápida, ágil e entendível. Outro conto sobre o karma, eu acabo gostando desse tema de justiça do céu, hahaha.

Nota: 3,5

 

66- Reflexos - Raissa Ribeiro Martins

Os nomes desse parecem aqueles livros traduzidos, porque são nomes bem americanizados, parecendo daqueles livros que originaram True Blood e que esqueci o nome agora.

A condução é boa, o meio dá a entender outra coisa propositalmente, o que achei bem interessante. No finalzinho o fato de a mulher acabar levando a pior me deixou meio bolada, porque foi meio inútil tudo o que ela conseguiu descobrir até ali.

Gostei da escrita, mas é, parece coisa traduzida. Isso não é ruim, tho.

Nota: 3,5

 

67- Guardião - Samuel Treméa

Uma pena um dos únicos contos com animais ser assim, pareceu uma crueldade meio sem rumo. Deu medo, pra caramba, mas ao mesmo tempo deu pena porque simplesmente foi de mal gosto tacar um cachorro na parede. Nós ficamos no vácuo de saber o que ou quem ou por quê. Poderia ter usado o cão, mas feito ele fugir de alguma forma, ou pelo menos nos dar uma explicação para o que merda havia acontecido. A sensação de perda perdura e é chato, um chato insatisfatório em se tratando de um conto, talvez eu possa chamar de falha.

Nota: 2

 

68- Tarde demais - F. C. Camargo

Parece até algo sério quando lemos o título, mas é só um fantasminha, sério. A maior surpresa do conto é uma coisa meio clichê que eu nem vou dizer ou vocês não terão surpresa alguma. hahaha

Nota: 2

 

69- Pérolas Negras - Thayná Caetano

Outra vez o que eu disse, pesadelos, pais, morte. Mas dessa vez temos a bela construção de frase "Deixou a casa em prantos" que dá a entender... Isso mesmo, uma casa que chora.

Nota: 1

 

 

Considerações finais:

 

Eu gostei muito do livro, foi um presente de um amigo, mas também porque eu achei os contos bons. Tem alguns que eu tenho vontade de arrancar fora, mas isso seria vandalismo, hahaha.

Meus preferidos foram os de nota maior nas resenhas, claro.

Principalmente o único de nota maior nessa última parte.

 

PARTE 1 | PARTE 2 | PARTE 3 | PARTE 4

 

Muito obrigada por lerem e, qualquer coisa, só me dizerem por comentários, e-mail, sinal de fumaça... O que quiserem!

Beijos e abraços mil!

bONJOUR!

Eita, não vou apagar.

Hoje é um dia mais ou menos calmo, não tanto porque minha mãe passou mal e teve que ir à Santa Casa, nada grave, mas é bem chato e eu estou um pouco preocupada.

 

Resenhas contêm spoilers. Minha palavra com imparcialidade é com relação a amizades, autores, editoras, regras e coisas do tipo. Não sou imparcial se não gostei do que li, se não achei bom, posso até ressaltar que a escrita e história sejam condizentes, mas a nota final é de acordo com meu gosto pessoal.

 

Capa:

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26- Fragmento do demônio - Matheus Ferraz Rodrigues

O nome desse conto aqui passa uma coisa que ele não é.  Se não estivesse numa antologia, eu jamais leria isso, só pelo título, e eu estaria perdendo um conto bom pra caramba.

Um dos que mais adorei até aqui; escrita fluída, boa, tema que eu gosto, sem tirar nem pôr. Eu não mudaria uma vírgula. Os diálogos são ótimos e fluídos também. A trama ao todo é a que mais me agradou porque teve um motivo que não simplesmente evocar algo demoníaco. A ambientação e condução fez com que tudo parecesse só mais um dia na vida do protagonista do conto, e essa impressão é ótima, porque ele já viva antes de nossa leitura e vai continuar a fazer o que ele faz. Não pareceu uma situação criada só pro conto, entendem?

E outra, é o único que pareceu ser um vampiro. Que me lembre, eu não estou relendo as resenhas.

Acho estranho que num livro de horror todo mundo escolher demônios quando vampiros são muito mais legais.

Fora o fato de que ninguém se "aproveitou" de coisas que as pessoas têm medo mesmo. Palhaços, aranhas, escorpiões, animais que afetam o psicológico de momento. "Fulano, acabei de ver uma aranha" e seu cérebro já fica em alerta e qualquer coisa que relar em você, você pula "Meu Deus, a aranha", e na verdade é só uma folha. Grilos também são ótimos, minha mãe odeia e morre de medo. Coisas que mexem com o psicológico real. Eu sei que tem gente que tem fobia, mas em se tratando de escrita, escritores podem usar disso. Até mesmo quem tem a fobia em si pode escrever sobre se quiser. Depende de cada um, do escape de cada um. E numa antologia, se é algo ruim para você, você pula o conto e segue. Então sinto falta de terem usado coisas que implantassem medo psicológico nos contos. Um livro inteiro e eu só senti medo de encontrar a pessoa do segundo conto, Sra. Heart. Isso não é uma crítica a esse conto aqui, é claro. Só me ocorreu e eu escrevi.

De toda forma, parabéns, adorei esse conto.

Nota: 5

 

27- Umbra - Everton Medeiros

A pessoa que escreveu esse conto deve achar que reencarnar é um pesadelo, haha. Enquanto lia, achei o conto inteiro que iria se tratar de uma coisa assoladora. E não.

Não gostei, entretando, justamente porque a quebra de expectativa aqui foi muito ruim. Achei que seria algo mais profundo que um poço de escuridão para uma outra vida. Não seria mais sórdido se caíssemos para o nada? Se só caíssemos para sempre, por razão nenhuma? Eu também iria detestar um conto com esse fim, mas ao menos a expectativa poderia agradar um pouco mais, eu acho. Tem ótimos jeitos de usar escuridão.

Nota: 2

 

28- Lichtl - Itallo Chagas

Esse conto deveria estar num livro de comédia. Não é possível que alguém escreva o que eu li aqui a sério. O conto se trataria de um nefelim, pelo que amigos me disseram, mas a criatura que dá nome ao conto carece de uma pesquisa minha, mais aprofundada, porque só no google eu não achei. Mas a criatura em si não é nenhum problema. A mãe e o pai é que são. A escrita também. Não vou dizer que é ruim, mas não é boa e poderia ser muito melhor. A pessoa não sabia se narrava em tom épico, moderno, folclórico (como se narrasse uma Cinderella) ou tudo junto. Não optou por nenhum e ficou uma farofa. Vou dar a nota abaixo só porque gargalhei.

Ps: para dar uma curiosidade, é um eufemismo para "pênis" dado nesse conto. Vale a pena ler só para rir.

Nota: 0,5

 

29- A Escuridão dos Olhos Teus - Stephanie Santana

Um bem ruinzinho. O suspense se mantém morno, eu não teria continuado a leitura se não soubesse que era curto (e não tivesse TOC de ter que ler se comecei). O começo é no mesmo ritmo do conto de uma amiga, Sangue e Prata, mas depois desanda. Começa com ação. Depois a pessoa enrolou tanto, mas tanto, com diálogos que não disseram nada com nada (ruins, rasos) que você termina de ler com um alívio de ter acabado.

Não é o pior da antologia, imagine, mas com um zelo a mais pelo segmento da história e lapidação na trama para dizer o que se queria dizer e ficaria bom.

Nota: 2

 

30- Sangue Sobre Mobília - Carlos Eduardo Silva Pinheiro

Enquanto lia os títulos dos contos para marcar os que eu achava que iria gostar, esse aqui foi um dos que pensei comigo "gostei desse título".

E lendo-o, é algo que eu mesma teria escrito, porque é o tipo de coisa que gosto e meu jeito de narrar é mais ou menos isso. Tipo de palavras usadas, clima, narração. Porém, o rumo da história não foi nada demais. A escritra é gostosa de ler, recheada. Não foi perfeito, mas muito bom, floreado de uma maneira gostosa.Seria perfeito se unissem a boa narrativa com algo interessante, mas faltou o interessante dentro da história. Assim como um bolo super enfeitado e a massa dele ser gostosa, mas meio seca.

Nota: 4

 

31- V-Rod - Deco Farnesi

A forma de escrita desse conto é muito peculiar, pra caramba. Algumas vezes eu voltava e relia, porque não entendia ou porque gostava. É meu jeito de escrita preferido junto com a escrita floreada do conto anterior. Por mais que algumas coisas fiquem duvidosas, é um duvidoso bom, sabem. Algo que dá um prazer em reler.

A história do conto não é mais do mesmo de alguns outros contos. Na verdade, acho que não vai ter outro conto igual a esse pelo final desse livro, muito difícil. Inusitado e legal. Apresentaria isso como um dos melhores.

A nota é pessoal porque a temática ainda não me pega de jeito, mas é facilmente um dos melhores para quem gosta. O tom de mistério é ótimo.

Nota: 4

 

32- Bênção do Mar - Vinícius Cayres Salles

Esse parece de um escritor que gosta de RPG e classes medievais. O jeito da escrita também.

O conto segue um reino e um bardo, a narrativa é em terceira pessoa e não é ruim, não me chamou atenção, mas ruim seria cruel.

A parte que menos gostei, infelizmente, foi o principal do conto. A canção do bardo.

Rimas ficam empobrecidas se sempre rimam verbos com verbos. Não sei como bardos cantam/trovam, mas uma música tem um certo ritmo mesmo que só escrita. Refrão, ou mesmo o número de versos, ou quantia de palavras nele. Uma cadência gostosa de leitura.

Aqui pareceu tudo jogado e posto apenas por contar a história, sem uma preocupação que tornasse a cancão do bardo uma canção de fato.

Eu já li O Hobbit e têm canções lá, e bem... Isso aqui foi meio falho. Digo isso porque gosto de poesia também.

Nota: 2,5

 

33- A Menina do Black Power - Marcela Carvalho

Isso aqui é um grande tiro pela culatra. Fiquei enraivecida ao lê-lo, não pelo que ocorre, mas por ser um tiro pela culatra.

É desesperançoso, desnecessariamente desesperançoso.

Pelo título, eu pensei que seria bom. Fui tapeada.

Explico: a intenção claramente era retratar o preconceito.

Mas isso foi feito de uma maneira muito... como eu posso dizer, muito rasa, muito óbvia. É como se apontassem uma placa para uma menina negra "vejam, vejam, olha, ela sofre preconceito" e batessem nela mais um pouco para mostrar "olha, ela sofre preconceito".

Cara, não é assim que se mostram as coisas. Menos ainda que se criticam a sociedade.

Eu não vivo essa realidade, não posso falar por uma menininha negra numa escola, mas acho que as coisas não precisam ser só 8 ou 80, sabem? Pessoas negras também têm amigos na escola, por mais que sofram preconceitos. Eu posso estar falando merda, mas eu era meio estranha na escola e mesmo eu tinha amizade. Eu não sou negra, mas tenho cabelo crespo e sofri bullying por isso, e por ser gordinha e "cdf". Mas eu tinha amigos. Então eu tento encaixar esse conto numa realidade que me pertença e tento pensar assim, supondo que se tratasse de uma menina gorda e a autora quisesse enfatizar o preconceito, eu iria me sentir arrasada porque mesmo gorda, eu tive pelo menos um amigo. As coisas não foram assim tão secas.

Isso é uma opinião pessoal, não sei se estou me fazendo entender, mas acho desesperançoso pra caramba o conto acabar com um suicídio. Não é que não aconteça, não é que isso não possa ser escrito ou representado. A pessoa só fez isso soar ainda pior da forma que fez. Quase como enfatizando que "não, pessoas negras sofrem bullying e só podem sofrer bullying", sabe? Algo bem negativo. Eu não gostei mesmo. Até esperava aparecer algum tipo de demônio para um acordo, como em Kuroshitsuji, mas não teve nada que eu entendesse como demônio.

Quando eu falo para usar coisas reais para provocar medo, não quero dizer para tripudiar sobre algo que pode ser uma triste realidade e descrever tudo assim, de modo jogado e chulo, tentando sinalizar preconceito e enfatizando-o ainda mais de forma ruim, reiterando-o. Se em todo santo lugar se afirma que negros sofrem preconceito, não é essa a única visão que acabamos tendo deles?

É um livro de "horror" e tudo o mais, mas a temática me pareceu, sei lá, tirar proveito da situação e da menina ser negra. Algo semelhante seria se fosse uma menina gorda, ou uma menina careca.

Fora que a forma descritiva do sangue, vômito, vidro, não podemos esquecer que é uma criança que está sendo retratada, e não estou falando da etnia aqui, é uma criança. É opção sua, mas uma descrição do tipo, para mim, num conto curto e sem algo que prepare o leitor com um background, algo mais longo, é desnecessário e nauseante na situação em que se deu, um suicídio.

O conto é um tiro pela culatra. Não é que não se possa fazer, criticar, opinar, mas no caso de escritor, faça com zelo, com pesquisa. Algumas mudanças e seria um conto razoável.

Eu mesma já descrevi em outras situações algo com crianças e gore, até pesado, se formos avaliar só a forma (o que eu escrevi era mais forma física apenas do que uma criança de verdade dentro da história), mas nada que me deixasse enojada como aqui.

No final, não sei dizer, mas acho que um livro de horror talvez não fosse lugar para retratar algo assim. Eu detesto contos assim.

Nota: 0

 

34- Floresta dos Esquecidos - Paulo Gonschior

Esse conto tem uma narrativa ótima, mas aqui o que os outros não enrolaram positivamente para criar um clima, esse conto enrolou em dobro. Se era necessário ou não, não sei dizer, mas a impressão que tenho é que duas páginas a menos e ficaria perfeito. Eu estava cansando da história do meio pro final, porque já tinha sacado o que iria acontecer.

Nota: 3

 

35- Culpa - Ana Paula Braz

Eu vou ser completamente franca: eu não entendi porra nenhuma.

Era uma vampira? Era um reflexo? Era um fantasma do passado?

A narrativa é um pouco enfadonha e cria um clima para passar um nada porque a história é confusa. Você fica na expectativa de entender e não entende porque a pessoa fala nada com nada nos poucos diálogos e na narrativa.

E olha, eu que sou a de escrever umas paradas confusas, mas essa aqui tá de parabéns.

A estética da escrita não é ruim entretanto. Só faltou rumo.

Nota: 1

 

36- A Coisa que espreita no escuro - Isaque Q. M. Lazaro

Puta, que agonia de ler isso, e eu nem estou falando uma agonia boa. É a escrita excessivamente descritiva em coisas desimportantes. Eu sei que foi para dar clima, tensão, e talvez tenha funcionado de uma maneira estranha, porque eu terminei esse conto estressada, e iria socar um cadeado se visse um.

ABRE O CADEADO LOGO, FILHO DA PUTA.

A descrição do negócio feito de sombras foi boa, boa demais até chegar na parte do "hímen asqueroso". O que é isso, meu chapa?

Eu teria encurtado pra caramba esse conto.

O final é previsível e entediante.

E o escritor tem que tomar cuidado com rimas indesejadas no meio da narrativa. "O escuro se estendia como um véu diante dos olhos de Daniel." Mas é conto ou poesia?

Nota: 1

 

37- Rouba-Pele - Marco A. P. Rodrigues

Uh, esse aqui foi bom também. Admito que fiquei um pequeno cagaço da criatura aqui. Meus parabéns, o finalzinho me deu arrepios, adorei, então nem vou falar o que é pra não estragar a surpresa. Essa pessoa soube usar aquilo que eu disse, medos humanos. Medo de ser perseguido, acoado por algo desconhecido e repentinamente conhecido.

Nota: 5

 

38- Predadores da Guerra - Rafael Porto

Esse foi o único até aqui que eu pensei "Eu leria um livro inteiro com a origem dessa criatura." Ou lenda, como preferir. Imaginem um livro de relatos só com as coisas que são retratadas aqui. Eu adorei pra valer esse conto. Manteve um ritmo ótimo no mistério, sem ter pressa e sem se esticar em demasia. Foi no ponto, perfeito a seu modo, diferente. Foi tipo comer algo novo que eu tenho vontade de comer mais vezes (se você leu esse conto e sabe da criatura você vai achar essa analogia totalmente horrenda, HAHAHAHA). Adoro quem sai da casinha para escrever algo esquisito.

Nota: 5

 

39- Ele se lembrou dela - Rândyna da Cunha

Ao terminar de ler eu pensei "wow, parece que entrei na parte de contos bons dessa bagaça", eu também gostei pra caramba desse aqui. Inovador dentro de um tema quase batido. Zumbis.

E sabe o mais assustador aqui? Dica: não são os zumbis.

O único defeito desse conto, mas que não vou tirar ponto por causa disso, é o título bobinho. Não me veio nenhum a mente, mas esse soa como algo que não vai surpreender. Se fosse conto isolado, passaria batido pra mim.

Nota: 5

 

40- Menino Coelho - Felipe Ventura Botomé

Eu falei que estamos na área de contos bons. Essa pessoa também soube como usar crianças para o terror, eu fiquei pasmada. É um conto curto, na forma de relatos, e isso cria uma expectativa muito, muito boa. "Nossa, Laura, mas coelho?", sim, coelho.

Não vou dar nota máxima também porque lá, lá no finzinho eu queria ter sido surpreendida um pouquinho mais, mas já valeu muito a leitura.

Nota: 4,5

 

41- Zé do Peixe quer o seu voto - Vitor Abdala

Esse aqui foi um barato. Que título é esse, hahaha. Mas muito, muito interessante.

A escrita é ótima, o mistério construído, o ápice, a gente chega ter pena do coitado do Zé.

Outra vez, nem vou falar muito porque seria estragar a surpresa.

Nota: 4,5

 

42- A Coruja - André Anansi

Quase bom. A criatura usada é muito legal, mas os diálogos aqui e comportamentos das pessoas são convenientes demais, principalmente a namorada do cara em questão. Rasa que nem água em mesa. Agiu de maneira histérica quase sem razão enquanto na vida real, se você fosse namorada de um cara que acorda com o apartamento todo bagunçado, a primeira coisa que você iria perguntar é se estava tudo bem, se alguém havia invadido, se ele estava ferido. E não começar a chorar e dar piti achando que o rapaz começou a usar drogas sem qualquer razão aparente, tomar remédio para dormir não é usar drogas ilícitas. O escritor usou a namorada só para causar discussão e uma cena de desolação depois. Achei isso muito "meh".

Esse conto seria bom se conduzido de forma diferente.

Nota: 1,5

 

43- Eucaristia Profana - Thiago Stark

Esse aqui foi bem escrito e foi surpreendente no sentido de que a pessoa saiu um pouco do limite de mostrar só demônios vindo a esse plano, seitas nesse plano. Ele mostrou o inverso.

Porém, não achei perfeito porque acabou do nada. Eu virei a página achando que teria mais e me senti pisando num degrau em falso, não senti o climax, tinha outros personagens com pontas soltas e ficou na mesma. Isso pode ser bom ou ruim, dependendo de quem lê. Para mim, foi ruim.

Ainda assim, um conto bom.

Nota: 3,5

 

44- O Livro - Thiago Souza

Hm, outro da linha dos contos diferentes, mas não foi muito feliz. Achei a criatura muito boa, diferente, mas a justificativa disso foi meio mais do mesmo e eu fiquei "hm, então tá" e fui para o próximo conto. Eu gosto de surpresas e a justificativa foi fácil demais.

Nota: 3

 

45- A Última Bala - Tarso S. Martins

Agora não me lembro se a criatura aqui são zumbis ou vampiros, mas parecem com aquele filme "Eu sou a lenda.", me lembrei disso e gostei pra caramba.

Só que achei o protagonista meio jeca. Isso não deixou de ser uma supresa também, mas a gente quase que dá risada pelo azar, não foi impactante.

A nota é mais pelas criaturas e tema, não pela história.

Nota: 2,5

 

Bom, acabamos por hoje, e pelo que eu li também, ainda estou lendo o resto e na próxima trago tudo, eu acho. Veremos.

Espero que estejam gostando, eu estou gostando de ler, por mais que encontre alguns dissabores, eles fazem os outros contos melhores ao nos depararmos com eles. O contraste acaba por ser benéfico, eu talvez não fosse gostar de algo perfeito demais, sem eu poder meter a cacetada em nada.

 

PARTE 1 | PARTE 2 | PARTE 3 | PARTE 5

Bonjour!!!

Eu ia falar sobre outras coisas no post de hoje, mas preferi prosseguir nas resenhas. :>

Reiterando: eu não estou falando dos autores diretamente, só das crias deles, hahaha. Resenhas imparciais, expondo meu ponto de vista (que pode estar certo, errado, ser uma batata), e sem ligação com editora, regras, parcerias ou o que for. É por diversão e eu adoro falar.

Contem SPOILERS de alguns contos.

Capa:

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17- Ganância - Michael Santos

Esse conto eu achei de um tema bem interessante, a ideia é diferente. Uma câmera fotográfica que fotografa coisas misteriosas. Mas como o nome do conto diz, ela é utilizada de forma meio errada, além de ser usada por uma pessoa bastante azarada.

A forma da escrita não é muito meu tipo, apesar de ser conto, achei exasperado. Mas isso é mais como minha opinião que algo errado. Acho que teria dado um clima de mistério maior se a pessoa tivesse enrolado um pouco mais, enrolado num bom sentido.

Nota: 3

 

18- Convidado Especial para o jantar - Tom Botticelli

Ohhh, esse aqui "enrolou" o suficiente e eu gostei, mas não gosto dessa temática. Me julguem. Bem executado, só achei o final meio pobre, mas não sei que final eu mesma daria a isso. E me incomodou os textos em caixa alta aaaaaaaaaaaaaaa

Continua sendo uma boa para quem gosta de demônios que não sejam o Sebastian.

Nota: 3

 

19- Boris - L. F. Perugia

Esse aqui eu quase adivinhei que seria algum bicho, isso é nome de gato. Outro da linha dos inusitados dentro da maioria que resolveu escrever sobre demônios. Esse está entre os diálogos mais naturais do livro todo, coisas curtas, pensamentos rápidos de acordo com o personagem, sem tentar enrolar com nada. O final foi bom também, embora o que eu tenha gostado foi o ritmo de leitura ao todo. O escritor, ou a escritora, está de parabéns.

Nota: 4

 

20- Apenas amor - P. G. Karras

A escrita desse aqui é natural de uma maneira diferente do anterior, mas natural também, e foi o que eu mais adorei. A estética aqui é muito bonita, jeito de descrever, acontecimentos. Da linha dos contos com demônios, esse até agora foi o que mais gostei. O final é quase confuso, mas isso por incrível que pareça veio a calhar, hahaha.

Esse vale muito para quem gosta de contos do tipo, não vou falar muito mais que isso.

Nota: 5

 

21- A Deusa do silêncio eterno - Hebe Santos

Bem escrito e podre, eu definitivamente não gosto de coisas que terminam ou se narram sem mais nem menos de forma a quase ser um deleite. Um assassinato e pronto, só mais um trauma e nada a se retirar disso, nenhuma poesia, nenhum medo, nenhuma lição, nenhum prazer ao ter lido. Eu gostei da forma de escrita e não gostei do que li. Me pergunto se alguma vez eu escrevi algo do tipo só por escrever um ato de horror. "Mas Laura, é um livro de horror" eu não tô nem aí, seu pastel. **Yzma feelings**

Contos, livros, têm que me entreter de forma gostosa e pronto. Isso aqui pareceu muito real e eu tenho pavor de realidades.

É um ótimo conto se você gosta disso, muito bem escrito mesmo.

Nota: 0

 

22- Ela - Edu de Marque

 Achei o protagonista desse conto estranho desde o início e meu faro funcionou muito bem. Não achei incrível e não achei ruim, o mesmo da escrita. Um ponto positivo pela temática que me agrada.

Nota: 3

 

23- O Monstro de Pratigi - Marcio Neri

O tom de reportagem durante toda a narrativa é fantástico e foi o que mais me agradou. Eu fiquei indecisa se a pessoa quis fazer uma homenagem aos monstros do Lovecraft ou para aqueles filmes trash antigos sobre gosmas, hahaha. Mas ficou bom de todo jeito. Pode não ser nenhum desses, já que foi só o que me ocorreu. Dentro disso, achei original, nenhum dos escritores pensou nisso até aqui. A nota abaixo iria ser 3, mas a criatura me lembrou o Smiley do Ceaser Clown e eu adoro o Ceaser, hahaha. Sou imparcial sim, mas não aos meus gostos.

Nota: 4

 

24- Minha doce menina - Poliana Castro

Esse conto é outro da série de "rituais com pessoas de capas pretas" hahahaha. Eu poderia estar rindo se não tivesse desgosto. Vou explicar e dar spoiler porque só assim vocês me ajudam a entender se eu entendi certo ou foi má impressão. Vou contar o principal do conto, que era pra ser surpresa, então...

A moça está indo até o local e sente-se atraída para onde estão fazendo o ritual. Okay.

Tem uma moça bonita no chão, nua e toda desejável. Desesperada e tentando sair dali.

Começa a acontecer um estupro e a narradora descreve com muita paixão o abdômem do cara que está fazendo isso. Ohhh.

A narradora está sentindo-se ser penetrada como se fosse a garota deitada (ou como se fosse o cara abusando dela, ou ambos), mesmo que a garota deitada esteja pedindo por ajuda, gritando e tudo o mais. A moça do conto se acha um monstro por estar gostando disso, ohhhh.

Ela usa um eufemismo para o orgasmo e daí a moça é assassinada pelo cara.

E a revelação vem: a moça era a narradora.

Agora vamos ao sentido: se era a alma dela ali fora, como que o corpo ainda vivia? Vivia até o suficiente para sentir desespero?

Que lapso temporal não explicado aconteceu aqui?

E por que ela se sentiria excitada com o próprio estupro? Aliás, mesmo que não fosse o dela, só por quê?

O mistério aqui é bem mal feito porque não tem sentido ela estar vendo a si mesma no momento exato da ação ainda estando viva. O conto não mostra que isso era lembrança.

E mesmo que fosse lembrança, mesmo que fosse narrar um estupro, achei muita falta de tato para isso, uma construção pobre de personagem que só nos enoja de maneira negativa. A nota é 0 porque não tenho nota menor.

E sobre a forma de escrita, não achei ruim, mas também não foi incrível. Vi uns dois errinhos de digitação/sentido, mas acho que isso seja mais coisa do revisor.

Nota: 0

 

25- Sangue e Prata - Yasmin Alves

Bora resenhar um conto que eu mesma revisei?

Coincidentemente, os dois contos de lobisomem no livro se passam em Londres e os dois citam a Scotland Yard. Eu achei isso de uma coincidência terrível e dei risada. Não é ruim e nem bom, só engraçado, pareceu que lobisomens e Londres têm a ver. Talvez tenham em alguma mitologia que eu não conheço.

O conto inicia rápido, é bem do feitio da minha amiga, hahaha. Os diálogos são interessantes, deixam que o leitor pesque as coisas por si (é o primeiro que vejo assim em todos os contos, interessante), o protagonista não é uma pessoa tão importante dentro da polícia e a autora deixou isso claro em pouco tempo.

Não vou dizer o ápice e tal porque vai estragar a surpresa, mas não vou dar nota máxima porque o finalzinho poderia ter sido um pouco mais emocionante e melhor aproveitado.

Não é um conto que dê medo, mas é gostoso de acompanhar o pega-pega.

Nota: 4,5

 

 

Por hoje é só, pessoal. Ainda estou bem mais a frente que isso na leitura, mas não tenho tempo de dizer tudo agora.

 

Caprichei o máximo possível e o mais educadamente também, não quero soar ofensiva quando o intuito das resenhas, apesar de não parecer, é ajudar. Sei que isso dói quando é com os filhos da gente (os contos, hahaha).

Espero que estejam gostando.

Qualquer dúvida ou reclamação ou "Laura tira meu conto daí" é só falar comigo, mesmo. Comentários estão aqui e eu sempre vejo quem comenta algo, já que o blog é bastante solitário.

Inté.

 

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Bonjour zzz estou escrevendo isso à noite porque amanhã eu vou estar ocupadinha

Li alguns contos, mais que a última vez.

A primeira parte com meu pedido de desculpas está aqui.

 

Capa:

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Continuando...

 

9- Família número três - Fabio Domingues

Esse conto não me causou muita coisa diferente, mas gostei do jeito da narrativa, é bem natural e parece que você está, não sei, ouvindo seu primo do interior contar um causo, hahaha (no meu caso eu sou a prima do interior). Então eu gostei dele, e o desvendar do mistério é... misterioso (ba dum tss)

Não vou dar nota maior porque há uma cena de esfaqueamento e uma menção a ossos quebrando em não sei quantos pedaços e... por mais impactante que queira ter parecido, acho que só se o cara fosse amassado por um trator isso iria acontecer. Faltou um tico de tato.

Nota: 3,5

 

10- Flores em réquiem - Claudia Mina

Esse foi o que ganhou um prêmio e, ao ler e ver o desfecho, entendi o porquê. Além da escrita ser muito boa, ambiente, clima, sensações, a linha começo-meio-fim de todo o conto faz vir a tona os vilões mais possíveis e verossímeis, sem esfregá-los nas nossas fuças, eles estão lá. Sem spoiler porque é muito bom, diferente do que uma pessoa seguiria geralmente para um conto de terror. E o toque de esperança no finzinho me emocionou.

Nota: 5

 

11- Um doce envelhecer - Taiane Gonçalves Dias

Hahahaha, esse conto é puro karma. Achei foi pouco.

Tinha ideia que seria uma coisa dessas, não muito meu tipo de conto, só não foi ruim. Também vou deixar para lerem.

Nota: 3,5

 

12- Putridamente Inocente - Guilherme Galdino

Esse aqui me lembrou o chamado Vale dos Suicidas dentro do Espiritismo. A condução do texto foi muito boa para se chegar ao ápice, eu gostei muito e aqui finalmente souberam usar a imagem infantil de forma medonha (e isso é uma coisa boa). A única coisa que não gostei desse conto é o título, ele passa uma ideia gore ou trash meio errada. Se fosse eu a nomeá-lo, deixaria o contraste pelo que ocorre no conto.

Nota: 4

 

13- O Vale dos Mortos - Larissa Prado

Esse conto me deu medo, adorei. O medo das sensações que algo pode lhe causar, acho que é isso, algo que você não sabe o que é. Porque não pareceu o que tinha no lugar, mas o lugar em si. Esse título veio muito a calhar. O ocorrido, o decorrer. Desculpem o spoiler, mas não percam de ler, eu o li faz um tempinho e a sensação ao passar os olhos perdura. E a narrativa é bem bonita, eu presto atenção na estética da coisa.

Nota: 5

 

14- O Semblante - Gabriel Menicucci

Cara, eu estava sentindo muito a falta do que aparece nesse conto, porque até aqui, tantos fantasmas, aparições, cultos ao profano... E nada deles?

Deve ter sido uma referência ao Médico e o Monstro, e está de parabéns. Não vou dar a notinha máxima porque eu fiquei um pouquinho perdida sobre o passado do dito cujo, e uma pincelada a mais ficaria ótimo.

Nota: 4,5

 

15- O poço - Rodrigo Rodrigues

Esse conto foi o único até aqui a me causar a sensação de piedade e perda, e asco. Tocou num ponto fraco, eu diria. Fraco para a maioria de nós. Não vou dizer o que é, mas foi no ponto.

Infelizmente desandou no final, tudo isso e o babaca era egoísta? Mas apesar de eu achar desandado, é um desandado coerente ao babaca. Eu estou falando pouco desses últimos contos porque eu gostei deles, e não quero que vocês percam de se surpreender.

Nota: 4

 

16- O mercado - Carvalho Filho

Esse aqui já merece pelo menos 3 pontos por se passar num local totalmente inusitado e com uma temática tão inusitada quanto, mas... a forma da narrativa deixou a desejar para surpreender, parece só uma longa tentativa. Não tivemos medo pelo homem no conto, nem muita piedade pelos animais, por falta de criar algo assim na narrativa. Acho que faltou personalidade, voz.

Nota: 3

 

Por hoje eu vou encerrar, para ficar igual a primeira parte. E porque estou caindo de sono e com medo de isso prejudicar meu falatório.

Essa segunda leva foi melhor, parece que o início do livro foi um aquecimento.

Será que isso é coisa do organizador? hahaha

 

Boa noite ~~

 

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Bonjourrrr

Hoje estou feliz e toda doki doki waku waku porque minha mãe cortou meu cabelo para diminuir a "quantia" e eu estou me sentindo mais leve. Eu tenho muito cabelo, a quantia que eu tenho deve dar pra umas três pessoas tranquilo. E isso sem deixar de estar longo, então estou feliz.

Eu fico feliz bem fácil. Hahahaha

Outra que vou iniciar a resenha do outro livro que ganhei , do mesmo amigo da última resenha, mas hoje é só o início porque tem muitos contos, e eu quero estrinchar cada um deles. **sapinho psicótico intensifies**

 

First above all, faço essas resenhas descontraídas porque gosto, não tenho comprometimento com regras, editoras, parcerias, nothing. Eu dou spoilers, leia por conta. Eu mesma gosto de ler com spoilers algumas coisas, exceto quando sei que algo será legal dentro de uma franquia que eu já sigo. Têm muitas resenhas por aí afora que não falam spoilers, então eu faço uma diferenciada, beleza? Beleza. E é legal ler a opinião de outra pessoa quando você mesmo já leu esse livro.

 

Mas quem sou eu, tadãdadã, eu sou escritora e ilustradora indie.

"Não, Laura, não é isso, quem é tu para estar metendo o pau no trabalho alheio."

Ah, tá, esse eu. Aprendi com um amigo que a gente nunca perde em fazer um marketing em postagens aleatórias, hahaha. Esse livro do Tratado tem um bocado de autores nele, e eu vou nomeá-los, porque, afinal, estão no livro, não acho justo pôr só o nome dos contos sendo que eles têm autoria.

Porventura, seu conto será criticado aqui na resenha, criticado entre aspas, resenhado, eu não faço críticas. Nem sou estudada pra isso, ou curto tanto algo ao ponto de me tornar especialista. Longe disso, bem longe.

Então, se você quiser saber como eu escrevo (e ajudar a dar um up nas visualizações do meu wattpad, que é a verdadeira intenção, eu sou cara de pau), deixo o link de um conto erótico AQUI e um conto de mistério AQUI. Gratuitos. O segundo é mistério/sobrenatural, acho, mas não tenho lá muita certeza. Eu costumo só escrever e depois ver o que é.

Além de ter visualização, que eu estou mais brincando , é que vocês possam ter um direito de resposta, algo do tipo. Não é justo eu sair falando do conto alheio e ninguém ver o meu, é?

Sejamos honrados. [[pessoa que fala como samurai, de novo]]

 

Ah, eu não conheço os autores, acho que apenas três ou quatro deles estão no meu facebook. Yasu e Claudia são com quem já falei, os outros acho que não me lembro nem de conhecer ou conversar. Portanto, resenhas imparciais, como sempre. Não estou falando dos autores aqui, só dos contos e, no máximo, a forma de escrever. Ponto.

 

A partir daí vocês decidem se vão confiar no que eu estou dizendo, se irritar, agradecer, achar legal... Bora lá. **estrala os dedos**

 

Capa:

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Sinopse:

Todo aquele que abrir este livro cruzará o limiar do horror, ficando desde já acordado que todo sangue derramado será usado como combustível para pesadelos, dores e lágrimas. É um pacto pessoal, porém transferível. O leitor deixará sua carne, sua alma, mas poderá condenar alguém a tomar seu lugar tão logo entregue este tratado a outra pessoa. No entanto, tudo tem um preço.

 

O organizador é Alfer Medeiros, pela editora Andross da corujinha simpática. :>

 

Sobre a capa, eu achava ela linda quando via nas redes, mas ao vê-la impressa, achei realmente escura demais. Não sei se foi a versão que eu recebi, mas os detalhes vermelhos são sugados pro escuro. A capa é fosca (acho lindo), mas tudo ficou realmente escuro. Bom, o efeito das letras é bacanão.

 

1- O Laboratório - Girotto Brito

Um início bem rápido, eu fiquei surpresa porque achei que seria mais longo (não perguntem o porquê). Gostei da ambientação desse e não achei o conto pesado, sendo ou não a intenção. Talvez não fosse. Eu não senti exatamente medo, também não senti nojo, justamente porque esperava algo do tipo estar escondido. É, foi um pouco previsível, mas admito que pessoas que se chocam com as coisas poderiam se sentir assim, o que não é bem meu caso. Meio previsível, então não me comoveu particularmente. E como é válido dar um conselho, apesar de eu ter gostado da ambientação, do lugar em que se passa, um pouco mais de descrições nos lugares certos, como texturas, nos faria sentir pelo menos náusea, hahaha. Eu sou a maníaca das descrições, desculpem.

Nota: 3 (de 0 a 5)

 

2- O Julgamento da Sra. Heart - Nádia Regina Almeida Manzon

Até meio do conto, o tempo da narrativa é propositalmente dúbio, não dá pra saber se está acontecendo no momento ou se ela está contando a alguém, sendo em primeira pessoa. Esse aqui me surpreendeu positivamente, então eu não vou contar spoiler, perde a graça nesse caso. Mas digo uma coisa: bom desenvolvimento de personagem em curto espaço de tempo. Muito bom, causou um bom medinho psicológico (se é que isso não é redundância), e nem usou descrições tão fortes assim, então foi na medida. A profissão dessa pessoa dá medo e o fato de a escritora usar de pequenas maldades para o desenvolvimento. Pequenas maldades é o que faz nosso instinto se amedrontar porque é algo que pode acontecer com mais "facilidade" no nosso dia a dia, das pessoas mais comuns. Quem ler saberá ao que me refiro.

Nota: 4

 

3- O Gesto de Agradecimento - M. T. A. Moreira

Esse conto parece com algo que eu escreveria pelo lugar e personagens escolhidos. Deu suspense, mas não medo propriamente. Eu ficaria com mais medo do personagem desse conto em seu "auge", antes de virar padre. Seria o caso de o pior monstro que existe é o próprio homem. Em contrapartida, me senti perdida quanto à criança que surge no conto, pode ser a intenção do autor, mas não pareceu ao todo, então o perdido pode ser algo meio ruim. Uma vírgula a mais de indução na escrita e ficaria perfeito.

Nota: 3

 

4- O Pecado do Morto - Gabriel T. Machado

A lenda desse conto pega muito bem, eu gostei pra caramba, mas pra perto do final achei que desandou um pouquinho. Explico, me deixou muito curiosa para o que iria acontecer, o tempo de suspense do "é, funcionou". Funcionou o quê? É, esse suspense funcionou, hahahaha **ba dum tss**, mas a revelação lá no finalzinho me fez ficar meio não muito empolgada. Mas ainda assim eu gostei desse conto, algo diferente do que eu faria, bastante atual.

Nota: 3

 

 

5- O andar - D. Direna

Wow, eu gosto de D. Um dia uso um pseudônimo assim, hahaha. Focando no conto, infelizmente foi o que menos gostei até aqui. A escrita e as palavras usadas no texto foram bem diferentes, e precisas para o que se propunha, isso me chamou atenção, por isso gostei. O que "falhou" aqui foi a história em si (entre aspas porque é uma opinião, então está necessariamente ruim pra todo mundo). Muito previsível, bem escrito, mas previsível. Eu já sabia que ela estaria em algum lugar como um limbo, morrendo, algo assim. Isso até estaria tudo bem, mas o negócio de área recreativa, alas de ginástica???? Não me empolgou. E a pessoa no conto é uma coisinha bem insuportável, não nos faz querer estar do lado dela ou nos importarmos o bastante, não criou um vínculo, mesmo que curtinho. Nossos interiores um pouco (ou muito) egoístas preferem personagens que gostemos. Isso não é um defeito, na verdade é um mérito do autor/a fazê-la chata e conseguir transmitir isso.

Meu maior problema é que o rumo foi sem graça.

Nota 2

 

6- Boi da Cara Preta - Isabela Vieira

Esse conto parece eu cozinhando. Começa tudo direitinho e desanda no final.

Ficou óbvio que era o avô, e isso nem foi ruim. No geral, foi quase assustador, mas não atingiu o objetivo porque ficou saltitando nos pontos de vista, sem aprofundar muito nenhum. A parte que era para ser mais assustadora, digamos, era a parte da criança, mas em tudo isso eu fiquei me perguntando: "que idade a criança tinha?", porque para os pensamentos e sensações, pareciam todas supostas, tudo uma suposição onde não pudemos entrar na pele da criança para sentir, porque ora parecia um bebê, ora poderia ter dez anos. Se a autora tivesse focado num dos personagens e mantivesse o mistério por mais umas duas noites, o suspense teria tempo de brotar. Não sei se dá pra entender bem o que senti falta aqui. Só não conseguimos nos importar com os personagens o bastante pra ter medo por eles.

Porém, uma coisa que gostei foram as palavras usadas entre os pontos, isso funcionou muito bem. Queria ter gostado mais desse aqui, porque a estética da escrita é boa.

Nota 1

 

7- Mãe Patrícia - Lily Silva

Oh my, esse conto é uma série de eventos montado preguiçosamente. É a impressão que tive.

Sempre se passa num lugar distante e fácil de ocultar qualquer coisa. Depois, a escrita com falta de descrições/sensações chega a ser pecaminosa pra fazer a gente sentir o que o conto quer passar.

A coisa mais preguiçosa e estranha aqui foi o cara chegar no lugar vazio, subir até o quarto e, ao invés de continuar explorando, IR OLHAR EMBAIXO DA CAMA.

Cara, quem é que faz isso? "Nossa, tá tudo vazio, bem, eu vou olhar embaixo da cama, vai que estão se escondendo de mim rsrsrs".

Eu estava em público quando estava lendo e falei um "puta que pariu" audível quando o cara fez isso do nada.

E pra completar, ele derruba as moedas, se enfia debaixo da cama, vê um par de pés e, ao invés da besta sair de debaixo da cama, ele tira só metade do corpo pra falar com a mulher. É FALTA DE EDUCAÇÃO FALAR COM AS PESSOAS ENFIADO EMBAIXO DA CAMA.

SUA ANTA (o cara do conto).

Passada a boa gargalhada que dei com isso (sério), não sei se a autora se deu conta ou não, mas essa sequência de ações foi só para dar um susto no cara. A decisão de olhar embaixo da cama para criar o clichê das pernas, isso é um pouco preguiçoso se o leitor perceber.

Depois, falta um pouco de tato para criar o clima do conto. Justamente por parecer que a autora teve pressa em mostrar a parte gore. Se eu tivesse escrito isso, eu teria usado as crianças, isso é um clichê também, mas pelo menos um mais interessante

Agora vem a segunda parte absurda, mas que não teve graça: quem nesse mundo tem a bacia e pernas esmagadas por uma marreta e continua consciente até pra comer uma sopinha? Cara, suas artérias são feitas de quê?

E a parte do fim é preguiçosa, ele ficou louco. Bem, pra mim ele já estaria um tanto quanto morto a essa altura do campeonato.

Eu não gostei mesmo desse conto.

Nota 0

 

8- Pequeno Lino - Paola Giometti

Amo contos que começam com a vibe de sonho que esse aqui começou. Lembrando agora, pareceu um pouco Silent Hill, mas sem imitar. O modo descritivo, quase poético, me lembrou da escrita da minha amiga Yasu, ela poderia ter escrito algo nesse estilo. Então eu gostei muito (por mérito próprio, não só porque me lembrou, obviamente). A temática, o local, as imagens passadas pelas palavras, tudo me agradou. Eu adoro essas coisas bizarras.

Muito obrigada por isso, senhorita Paola. Eu não vou falar spoilers para não cortar a surpresa.

Eu fiquei me perguntando o que era Lino no começo... É... interessante...

Nota 5

 

Por hoje é só, pessoal. Amanhã eu publico a segunda parte. Fiquem ligados. :B

 

Bjims

 

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